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MedVet7 PeríodoCirurgia de Grandes AnimaisDeformidades Flexoras (Contraturas)

Deformidades Flexurais em Equinos

Percurso dos tendões flexores

Duracao: 29 min

Topicos da aula

  • Deformidades Flexoras (Contraturas)

Overview

Mapa das deformidades flexurais

Esta aula oferece um mapa das deformidades flexurais, caracterizadas pela incapacidade de estender completamente um ou mais membros. A apresentação mais frequente é representada por contraturas, geralmente relacionadas à retração muscular ou ao crescimento ósseo desproporcional, e não a uma contração própria do tendão. O raciocínio clínico integra anatomia, articulações acometidas, fatores predisponentes, dor, gravidade e diferenciais, sempre com exame direto e avaliação da extensão passiva. A abordagem progride do manejo da causa e da dor, com suporte biomecânico e fisioterapia, à cirurgia quando necessário. O prognóstico depende da origem, da janela terapêutica e da finalidade do animal, distinguindo conforto, função e desempenho esportivo.

Conceito e bases anatômicas

Definição e anatomia funcional

As deformidades flexoras são definidas pela incapacidade de o animal esticar completamente um ou mais membros. Para compreender esse quadro, é útil acompanhar a disposição dos tendões flexores: o tendão flexor digital superficial é o tendão flexor mais superficial no membro, enquanto o tendão flexor digital profundo corre profundamente entre o osso e o tendão flexor digital superficial.

Na maioria das contraturas, a retração é atribuída à estrutura muscular, ou miofibrila. No membro posterior, o músculo flexor digital profundo resulta da junção de três músculos. Abaixo do carpo e do tarso, a metade distal da perna equina não possui musculatura e é formada por ossos, tendões e estruturas do pé.

Suporte distal e diferenças teciduais

A sustentação distal ajuda a contextualizar as deformidades flexoras. O cavalo apoia o peso corporal sobre a extremidade distal da terceira falange. O ligamento suspensório do boleto origina se na região proximal posterior do metacarpo, insere se nos ossos sesamóides e prossegue até a face anterior da primeira falange.

A composição dos tecidos também é relevante: o tecido ósseo e o tecido muscular apresentam uma taxa de renovação celular ( turnover ) superior à do tecido tendíneo. Em termos funcionais, a chita utiliza a flexão da coluna vertebral para aumentar a extensão da passada e atingir altas velocidades na corrida. Nos bovinos, o músculo interósseo contém mais tecido muscular e menos fibras tendíneas em comparação aos equinos.

Frequência e abordagem clínica

As contraturas constituem a apresentação mais frequente das deformidades flexoras e correspondem a aproximadamente 90% dos casos. Entre os equinos, a contratura de casco está entre as deformidades flexoras de maior ocorrência, enquanto a contratura cárpica ocorre com menor frequência. Assim, as contraturas são as variações mais comuns das deformidades flexoras.

Também pode haver flacidez articular exagerada, mas ela é bem menos frequente do que as contraturas. Essa diferença se reflete no manejo: muitos casos de contratura exigem tratamento cirúrgico, enquanto a flacidez articular é conduzida clinicamente.

Músculo versus tendão contraído

A expressão “contratura tendínea” é amplamente utilizada, embora seja tecnicamente inadequada. No termo popular “tendão contraído”, a estrutura que está contraída é o músculo, e não o tendão. O tendão constitui uma estrutura semelhante a uma corda, sem capacidade significativa de contração. A contração ocorre principalmente no músculo, que se continua com o tendão e transmite a força ao osso.

A unidade musculotendínea é composta por um músculo ligado ao tendão, que se liga ao osso. Na maioria das situações, a retração decorre do encurtamento ou da ausência de crescimento proporcional da estrutura muscular. Nas deformidades flexoras adquiridas por crescimento rápido, a estrutura musculotendínea não sofre um encurtamento primário, mas sim falha em acompanhar o crescimento longitudinal do osso.

Crescimento ósseo desproporcional

As estruturas musculotendíneas e ósseas deveriam crescer de maneira coordenada. Quando o osso cresce mais rapidamente que o músculo e o tendão, estruturas que permanecem unidas passam a exercer tração sobre a articulação. Nesse contexto, a contratura ocorre quando a estrutura muscular não acompanha o crescimento ósseo do animal.

A deformidade manifesta se no ponto de dobra, isto é, na articulação submetida à maior tensão. Assim, uma retração localizada em determinada região do membro tende a produzir alteração no carpo, no boleto ou na articulação interfalângica distal, conforme as estruturas envolvidas.

Anatomia orienta a cirurgia

Na clínica cirúrgica veterinária, a anatomia e a fisiologia constituem a base da atuação. O cirurgião precisa reconhecer as estruturas manipuladas, bem como a passagem de vasos, músculos, tendões e ligamentos.

A fisiologia permite compreender os mecanismos envolvidos e evita que a atuação se reduza à execução mecânica de procedimentos, sem raciocínio clínico.

Ligamento suspensor e suporte

O ligamento suspensor do boleto, também denominado músculo interósseo, participa do suporte do peso no cavalo. O ligamento suspensório do boleto também é denominado músculo interósseo. Nos equinos, o músculo interósseo possui apenas 14% de fibras musculares. Por isso, embora contenha aproximadamente 14% de fibras musculares, funciona predominantemente como ligamento. Origina se na região proximal do metacarpo ou metatarso, relaciona se com os ossos sesamoides proximais e continua se distalmente em direção à primeira falange, permitindo que o cavalo sustente o peso sobre a extremidade distal do membro.

Etiologia e apresentação clínica

Fatores predisponentes das contraturas

  • Etiologia: A etiologia das contraturas é multifatorial.
  • Posicionamento intrauterino: O mau posicionamento intrauterino, especialmente quando existe grande disparidade entre o tamanho do feto e o da égua, está associado ao problema.
  • Agentes teratogênicos: Insultos teratogênicos provocados por substâncias tóxicas podem comprometer o desenvolvimento muscular fetal e causar contraturas em potros.
  • Superalimentação e crescimento: O crescimento acelerado e fatores genéticos ou sistêmicos foram associados ao problema; a superalimentação também está associada às contraturas.
  • Contraturas bilaterais: Em equinos, contraturas flexoras bilaterais estão frequentemente associadas à superalimentação, à dor generalizada ou a causas congênitas.
  • Relação com o desenvolvimento: A relação entre esses fatores e a ocorrência da deformidade não é completamente esclarecida, pois todos os fetos permanecem flexionados no útero, mas somente alguns desenvolvem incapacidade de extensão após o nascimento.

Nutrição e crescimento acelerado

Alguns alimentos foram historicamente relacionados às deformidades, incluindo o capim sudão e substâncias descritas na fonte como “probóvírus”, cuja identificação permanece incerta. A alimentação exclusiva de éguas prenhes com capim sudão pode provocar o nascimento de potros com deformidades flexoras congênitas. O consumo excessivo de leite por potros Quarto de Milha pode desencadear o aparecimento de contraturas flexoras.

A superalimentação também pode contribuir para o crescimento ósseo acelerado, fazendo com que o crescimento ósseo ocorra mais rapidamente que a adaptação musculotendínea. A superalimentação de potros para atender a padrões estéticos de leilão resulta em maior ocorrência de problemas de saúde no animal. O osso apresenta maior capacidade de renovação celular que o tendão, enquanto o músculo possui renovação intermediária. Potros em fase inicial de vida apresentam taxa de crescimento corporal acelerada, podendo quase dobrar de tamanho em curto intervalo de tempo. Assim, o problema nem sempre decorre do encurtamento do tendão; muitas vezes, o tendão simplesmente não acompanha o crescimento ósseo.

Genética condiciona o crescimento

Animais geneticamente predispostos ao grande porte ou ao crescimento rápido podem apresentar maior risco, especialmente quando submetidos à superalimentação. Em animais jovens, a deformidade flexora adquirida está fortemente associada à combinação entre genética para grande crescimento e superalimentação.

A genética determina o potencial de crescimento e o tamanho do animal, mas a expressão desse potencial depende da disponibilidade de alimento. Ainda assim, o animal necessita de alimentação adequada para crescer, independentemente de seu potencial genético. Raças de crescimento acelerado podem desenvolver deformidades quando o crescimento ósseo supera a adaptação musculotendínea.

Sinais dos casos congênitos

Nas deformidades flexoras congênitas, a alteração já está presente ao nascimento. O potro pode permanecer em estação, mas não conseguir estender completamente o membro, ou pode ser incapaz de se manter em pé e apoiar se sobre a articulação. A incapacidade de permanecer em estação ou o apoio sobre uma articulação excessivamente flexionada são sinais de alerta para um caso grave; nesses potros, a gravidade é elevada e o prognóstico é reservado.

Nas contraturas congênitas graves, a incapacidade de permanecer em estação decorre tanto da dor quanto da restrição anatômica. Entretanto, é necessário examinar o animal, pois fraqueza, hipóxia cerebral ou outras alterações também podem impedir a estação sem que exista contratura verdadeira. Quadros de fraqueza neonatal ou de encefalopatia hipóxico isquêmica diferenciam se da contratura flexora pela ausência de bloqueio mecânico à extensão passiva da extremidade do membro.

Extensão manual no exame

O exame clínico confirma a limitação mecânica e ajuda a diferenciar a contratura de outras causas de dificuldade locomotora.

  • Exame clínico: A contratura deve ser diferenciada de outras causas de dificuldade locomotora.
  • Extensão manual: Na avaliação, verifica se se a articulação pode ser estendida manualmente.
  • Limitação mecânica: Quando a amplitude de extensão está mecanicamente limitada, a articulação permanece “travada” em determinada posição.
  • Prognóstico: Nas deformidades flexoras cárpicas em equinos, a capacidade de realizar a redução manual da articulação do boleto é um indicativo de bom prognóstico.
  • Exame direto: O exame direto é indispensável, pois fotografias e vídeos podem sugerir uma alteração diferente daquela encontrada pela palpação e pela manipulação do membro.

Janela de surgimento adquirida

Nos casos adquiridos, outros animais nascem clinicamente normais, mamam e desenvolvem se adequadamente, mas apresentam contratura entre aproximadamente um mês e 18 meses de idade. Em equinos, as contraturas podem ter início precoce em potros jovens, por volta dos oito meses de idade. Nesses casos, a condição está relacionada ao desenvolvimento pós natal, especialmente ao crescimento acelerado, à superalimentação ou à dor persistente.

Clinicamente, a alteração pode surgir como projeção cranial do carpo, aumento da extensão aparente do boleto ou perda do ângulo articular normal. Esses achados caracterizam a mudança na posição ou no angulamento articular observada nos animais afetados.

Ciclo doloroso da contratura

A dor pode transformar uma alteração dolorosa em um ciclo que mantém a contratura.

  1. Etapa: Inicie reconhecendo que a dor pode iniciar e perpetuar a deformidade. O animal evita apoiar o membro dolorido, enquanto o crescimento continua.
  2. Etapa: Observe a consequência do retorno ao apoio: quando tenta apoiar se novamente, a estrutura encurtada é submetida à extensão, o que provoca mais dor. Forma se, assim, um ciclo de dor, redução do apoio, encurtamento e nova dor.
  3. Etapa: Identifique possíveis gatilhos, como lesões decorrentes de transporte, feridas, casqueamento inadequado ou outras alterações dolorosas. Em potros, uma lesão dolorosa em um membro pode causar claudicação e mantê lo em posição flexionada.
  4. Etapa: Considere que o aumento rápido do aporte alimentar favorece o surgimento de dor e contratura. Deitar se excessivamente é um sinal indicativo de dor em equinos.
  5. Etapa: Avalie a evolução da contratura: contraturas flexoras originadas por dor no ligamento acessório tendem a se corrigir após a resolução da lesão e da dor primária, embora possam se tornar permanentes.
  6. Etapa: Verifique a distribuição do acometimento. Quando causadas por dor focal unilateral, como em lesões por broca de casco ou cortes, acometem apenas um membro.

Articulações mais acometidas

A distribuição das articulações acometidas ajuda a reconhecer o padrão da deformidade flexora.

  • Principais articulações: As articulações mais envolvidas são o carpo, o boleto e a articulação interfalângica distal.
  • Membros anteriores: Nos equinos, as principais articulações acometidas por deformidade flexora nos membros anteriores são o carpo, a articulação interfalângica distal e o boleto.
  • Membros posteriores: Nos membros posteriores, são mais observadas alterações no boleto e na interfalângica distal.
  • Tarso: O tarso é pouco frequentemente acometido nesse contexto.

Diferenciais do posicionamento anormal

O posicionamento anormal precisa ser interpretado com exame direto, pois diferentes alterações podem produzir aparência semelhante.

  • Diagnóstico diferencial: Nem toda alteração de posicionamento representa contratura.
  • Lesão do músculo extensor: Lesões do músculo extensor, rupturas tendíneas e outras alterações que impeçam a movimentação ativa podem produzir aparência semelhante.
  • Retorno articular: Em alguns casos, a articulação retorna à posição normal durante o exame.
  • Avaliação diagnóstica: O diagnóstico não deve ser estabelecido exclusivamente por imagens recebidas à distância.

Formas clínicas e exemplos

Sinais iniciais e progressão dolorosa

Na contratura flexora leve, podem ocorrer alterações sutis, como pequenos tremores no membro. Esses casos podem reduzir o valor de mercado de um potro sem causar comprometimento funcional grave. Já a contratura do casco tem início e progressão graduais: na fase inicial, o talão ainda toca o solo, mas, com a evolução, deixa de encostar.

Quanto mais grave a contratura, mais difícil é o tratamento. Quando há dor, a fenilbutazona e outros analgésicos podem permitir que o equino permaneça em estação e caminhe melhor; a dor pode retornar após a suspensão do medicamento.

Estruturas envolvidas por localização

A localização da contratura ajuda a identificar as estruturas envolvidas.

  • Localização: No carpo, predominam o tendão e o músculo do flexor digital superficial; no casco, o flexor digital profundo; e no boleto, ambos os tendões flexores.
  • Origem e evolução no boleto: A contratura do boleto pode ter origem metacárpica ou metatársica. Geralmente começa no flexor digital superficial e evolui cronicamente até envolver também o flexor digital profundo.
  • Estágio avançado: Em estágios avançados, os dois tendões estão comprometidos, podendo o profundo ser mais afetado.
  • Efeito biomecânico: Quando a contratura dos dois tendões ocorre simultaneamente, a alteração biomecânica alcança a articulação do boleto. A articulação fica retificada e faz o animal tropeçar.
  • Ausência de laminite: Na contratura do flexor digital profundo, não há presença de laminite.

Gravidade, lesões e nomenclatura

Nas deformidades flexoras graves, o comprometimento anatômico inclui encurtamento tendíneo e não desenvolvimento da cápsula articular. Em casos severos, o casco pode crescer com formato de bola e exigir casqueamento corretivo após a cirurgia.

Na hiperextensão de uma estrutura musculotendínea, a ruptura costuma ocorrer na zona de transição, especialmente na junção músculo tendínea. Na junção músculo tendínea, o tendão é mais forte e o músculo é mais fraco, tornando essa transição um ponto crítico para lesões. A desmite do ligamento acessório pode causar desvio anterior das articulações do carpo. Historicamente, esses ligamentos eram chamados de freios ou bridas; entre as denominações históricas estavam brida cárpica e brida radial.

Alinhamento e diferencial do casco

A deformidade flexora do casco altera o alinhamento normal entre a quartela e o casco, formando o chamado ângulo quebrado, que pode se aproximar de 90 graus. Esse alinhamento é avaliado pela linha pinça quartela.

O tendão flexor digital profundo traciona o casco juntamente com a estrutura e produz a conformação conhecida como casco de burro ou encasquelado. Na deformidade flexora do casco, a falange e a parede do casco não sofrem descolamento prévio; na rotação de falange por laminite, a falange gira enquanto o casco está solto devido à laminite.

Graus e impacto funcional

Na deformidade flexora do casco, a angulação classifica a gravidade: o Grau 1 corresponde a angulação de até 90 graus, enquanto o Grau 2 corresponde a angulação superior a 90 graus. Quanto maior a gravidade do ângulo, maior a dor, e o equino pode ser incapaz de apoiar totalmente a sola do casco no solo.

Gravidade congênita e restrição articular

Na contratura congênita grave, o animal pode não conseguir permanecer em estação e cair imediatamente após tentar apoiar se. Em bezerros, deformidades flexoras severas e complicações articulares durante a fase inicial do desenvolvimento podem causar déficit de crescimento corporal.

A restrição pode envolver não apenas o tendão, mas também o encurtamento da cápsula articular e de outras estruturas periarticulares. Por isso, a gravidade deve ser explicada ao responsável, especialmente quando o objetivo é manter o animal em atividade esportiva ou comercial.

Ligamentos acessórios e check ligaments

Lesões do ligamento acessório dos tendões flexores podem causar dor e contratura adquirida. Esse ligamento funciona como estrutura elástica auxiliar, limitando a extensão excessiva e protegendo a unidade musculotendínea.

O tendão flexor digital superficial e o tendão flexor digital profundo possuem ligamentos acessórios. Em inglês, eles são frequentemente chamados de check ligaments: o ligamento acessório do tendão flexor digital superficial é denominado ligamento check superior, enquanto o ligamento acessório inferior é relacionado ao tendão flexor digital profundo. O termo 'cirurgia do check' refere se ao procedimento cirúrgico efetuado no ligamento acessório superior ou inferior.

Graus, gravidade e prognóstico

As contraturas podem ser classificadas em leves, moderadas e graves. Compare a aparência clínica e a capacidade de estação para relacionar gravidade, prognóstico e tratamento.

ClassificaçãoAparência e capacidade de estaçãoImplicação terapêutica
LevePode ser discreta, percebida principalmente por observadores experientes.A classificação orienta o prognóstico e a escolha do tratamento.
ModeradaMesmo pessoas sem experiência identificam a alteração, embora o animal ainda consiga permanecer em estação.A classificação orienta o prognóstico e a escolha do tratamento.
GraveImpede a estação, tanto pela dor quanto pela restrição anatômica.A classificação orienta o prognóstico e a escolha do tratamento.
Deformidades flexoras de casco em equinosNas deformidades flexoras de casco em equinos, os casos são divididos nos graus 1 e 2.Nos casos de deformidade flexora em Grau 2, a aplicação exclusiva de tratamento clínico apresenta menor taxa de sucesso.

A classificação orienta o prognóstico e a escolha do tratamento.

Tratamento conservador

Corrigir causa antes de tratar

Organize o tratamento conservador a partir da causa, avaliando o manejo antes de restringir a alimentação.

  1. Etapa: Identifique e corrija a causa antes de iniciar o tratamento conservador.
  2. Etapa: No tratamento conservador, o primeiro passo envolve o manejo nutricional e a fisioterapia. Avalie a alimentação, o crescimento, o ambiente, o exercício, o casqueamento e a presença de dor.
  3. Etapa: Reduza a superalimentação de maneira criteriosa, especialmente em animais adquiridos após o nascimento. Em potros que já dispõem de leite materno e pastagem suficiente, a suplementação com ração concentrada é uma forma comum de sobrealimentação.
  4. Etapa: Corrija o manejo nutricional para prevenir novos casos decorrentes de superalimentação. O diagnóstico etiológico correto é indispensável antes de se aplicar restrição alimentar em potros com contratura flexora, evitando submeter animais com dor secundária a jejum inadequado.
  5. Etapa: Quando causada por superalimentação, a restrição alimentar moderada é indicada no tratamento inicial de contraturas flexoras adquiridas em equinos.
  6. Etapa: Considere a idade do potro. A restrição alimentar é mais difícil antes dos seis meses, quando o animal depende do leite materno, mas o fornecimento de concentrado ou de alimentação suplementar pode ser interrompido quando esse for o fator envolvido.

Analgesia sustenta o tratamento

Quando existe dor, a analgesia é essencial: o animal manco deve voltar a apoiar o membro adequadamente, porque a manutenção da dor perpetua a contratura. Em potros, a falta de administração de analgesia para tratar lesões dolorosas favorece o desenvolvimento de contraturas flexoras.

O analgésico não constitui sempre o tratamento principal, mas atua como medida adjuvante no manejo das contraturas. Ainda assim, a analgesia é indispensável quando se realiza tração, realinhamento, casqueamento corretivo, aplicação de tala ou colocação de ferradura terapêutica. Assim, o manejo médico das deformidades flexoras inclui a administração de analgesia e o uso de relaxantes musculares.

Base do Manejo Terapêutico

O manejo clínico das contraturas flexoras distais começa pelo casqueamento e pelo ferrageamento terapêutico. Na contratura flexora de casco, o casqueamento inclui o desbaste do talão, enquanto o ferrageamento ortopédico tem papel fundamental.

As ferraduras são indicadas principalmente para afecções e deformidades flexoras localizadas nas regiões mais distais do membro. Em potros, o casqueamento deve ser sutil e superficial, diferente do realizado em equinos adultos.

Alavanca Efeito e Reavaliação

Uma opção para a contratura de casco é a ferradura com extensão de pinça. Quanto mais longa a extensão da pinça, maior o braço de alavanca exercido; essa alavanca favorece a extensão do membro e induz tensão e alongamento da musculatura flexora.

Quando esse tratamento é associado à analgesia, a resposta clínica deve ser reavaliada após duas a três semanas.

Analgesia Evita Piora Dolorosa

O realinhamento do casco ou do membro contraturado gera dor intensa e exige analgesia durante o manejo do casqueamento e a aplicação da ferradura. Após casqueamento e ferrageamento mais agressivos, recomenda se analgesia por cerca de dois dias. Sem analgesia, o equino pode permanecer deitado devido à dor; se o ferrageamento for inadequado, a dor e o desconforto podem se intensificar, levando o animal a recusar o apoio do membro e permanecer deitado.

Fisioterapia com exercício controlado

A fisioterapia pode auxiliar na recuperação, mas deve ser integrada ao tratamento médico e não substitui o controle da dor, o suporte biomecânico ou a cirurgia quando indicados. Exercícios controlados podem favorecer a recuperação, enquanto atividade excessiva pode agravar a dor.

O tratamento clínico das deformidades flexoras em potros nem sempre alcança 100% de eficácia, embora costume ser resolutivo nos casos menos graves de contratura flexora de casco, sem indicação cirúrgica inicial. A cirurgia é indicada quando o tratamento clínico não apresenta resposta, demonstra piora ou estagnação. Por isso, o tratamento deve ser integrado entre clínico, cirurgião, fisioterapeuta e profissional responsável pelo ferrageamento.

Indicação e mecanismo das talas

As deformidades flexoras localizadas nas regiões mais altas do membro equino podem ser tratadas com talas. A tala atua por tração do membro e suporte biomecânico, favorecendo o relaxamento muscular. O suporte também pode ser realizado com gesso e casquete terapêutico.

Opções e efeitos musculares

Entre as opções utilizadas em equinos estão as talas de PVC e de Scottcast, empregadas para imobilização e extensão dos membros. Ao fornecer suporte ao membro imobilizado, a tala oferece suporte biomecânico e pode promover relaxamento, enfraquecimento e estiramento da musculatura.

Riscos do uso prolongado

A tala só é benéfica quando a intensidade e o tempo de aplicação são adequados: Pressão excessiva pode provocar necrose tecidual, com risco de necrose da pele e exposição articular, e o uso excessivo ou inadequado pode produzir efeito contrário ao desejado. Em potros, a utilização por cerca de uma semana acarreta relaxamento tendíneo; além disso, o uso prolongado pode causar relaxamento tendíneo.

Oxitetraciclina para relaxamento muscular

No tratamento clínico da contratura flexora em equinos, relaxantes musculares podem ser empregados. A oxitetraciclina é um medicamento pertencente à classe dos antibióticos, mas pode ser utilizada em dose elevada por via intravenosa para promover relaxamento muscular, por mecanismo diferente do efeito antibiótico. Em experimentos científicos com ratos, a tetraciclina é empregada como marcador ósseo para avaliar o crescimento do tecido ósseo.

A dose antibiótica mencionada é de 10 mg/kg, enquanto a dose utilizada para relaxamento muscular é de 44 mg/kg. O fármaco pode quelar cálcio e produzir fraqueza muscular. A utilização exige administração intravenosa lenta, geralmente diluída em um litro de solução, em aplicação única.

Para induzir relaxamento muscular em potros, a oxitetraciclina deve ser diluída em um litro de soro e infundida lentamente por cateter, administrando cerca de 50 ml nos primeiros 15 minutos e realizando a infusão ao longo de 40 minutos a uma hora. O músculo flexor digital profundo não responde favoravelmente ao uso de tetraciclina nas contraturas de casco. A tetraciclina não é eficaz no tratamento conservador de deformidades flexoras localizadas no casco.

Riscos da infusão intravenosa

Durante a infusão intravenosa de oxitetraciclina, observe nervosismo, sudorese e urticária: A aplicação deve ser interrompida diante de sinais de reação. Em potros, as reações adversas à infusão intravenosa de oxitetraciclina diluída em soro normalmente se iniciam, predominantemente, nos primeiros 15 minutos de aplicação, e a taxa de reações adversas pode chegar a 20%. Em altas doses, a infusão intravenosa de oxitetraciclina pode desencadear choque anafilático. A administração repetida ou excessivamente rápida aumenta o risco de complicações. A oxitetraciclina pode causar alterações dentárias, e o uso prolongado pode provocar diarreia intensa e exigir internação, especialmente em animais jovens.

Alternativas farmacológicas à tetraciclina

Entre as alternativas farmacológicas ao uso da tetraciclina para relaxamento muscular, foram mencionados o glicopirrolato, comercializado como Robinul, e medicamentos de uso humano descritos como “Coltratis” ou “Poltrax”, cuja identificação permanece incerta. Em equinos, o glicopirrolato, comercialmente conhecido como Robinul, é indicado e administrado por via intramuscular.

A tetraciclina possui indicação terapêutica para deformidades flexoras em potros, contudo vem caindo em desuso e sendo substituída por outros medicamentos. A escolha deve considerar a indicação, os riscos e a necessidade de acompanhamento direto do animal.

Tratamento cirúrgico

Manejo inicial e biomecânica

O manejo inicial e o cuidado pós operatório incluem controle da dor, relaxamento muscular, fisioterapia e suporte biomecânico. O protocolo pós operatório também inclui analgésico e relaxante muscular, reunindo medidas para controlar a dor e reduzir a tensão musculotendínea.

O rebaixamento do casco em relação ao solo eleva a articulação da quartela. A elevação do casco em relação ao solo promove o rebaixamento da articulação da quartela. O posicionamento do equino em rampa utiliza o próprio peso corporal para sobrecarregar os membros anteriores e alongar músculos e tendões. A elevação dos talões alivia a dor e reduz a tensão sobre o tendão flexor digital profundo na tendinite profunda.

Gravidade e escalonamento cirúrgico

O escalonamento cirúrgico depende da gravidade e da estrutura envolvida. As correções cirúrgicas abordam estruturas anatômicas distais do membro. A contratura do boleto é a deformidade flexora mais complexa e difícil de tratar. A contratura do boleto exige cirurgia associada à fisioterapia.

Nos casos graves de contratura do boleto, indica se tenotomia ou desmotomia dos dois ligamentos acessórios. Para contraturas leves de casco ou de grau 1, emprega se a desmotomia do ligamento acessório, ou ligamento check, associada ao tratamento clínico. A elevação dos talões é deletéria na tendinite do tendão flexor digital superficial porque aumenta sua sobrecarga. Quando as medidas iniciais falham, considera se a tenotomia, procedimento mais agressivo e de último recurso.

Escolha cirúrgica por gravidade

A desmotomia é uma intervenção cirúrgica usada para corrigir deformidades flexoras e outras afecções locomotoras em equinos. Na contratura leve de casco ou de grau 1, emprega se a liberação, por desmotomia, do ligamento acessório, associada ao tratamento clínico. O protocolo padrão indica a liberação do ligamento acessório nos casos leves de contratura de carpo e a tenotomia do flexor carpo radial e do ulnar lateral nos casos moderados.

Na contratura do tendão flexor digital profundo, há duas opções cirúrgicas principais, e a desmotomia do ligamento acessório é uma delas. A tenotomia do flexor digital profundo não é a primeira escolha para a contratura do boleto e pode ser considerada após a falha da desmotomia; a segunda opção é mais radical. Em deformidades graves, cirurgias radicais com abertura da cápsula articular frequentemente deixam o membro deformado e com perda da função locomotora útil.

Técnica e cicatrização tendínea

Tenotomia é o termo técnico para seccionar um tendão. Durante a técnica, o tendão é exteriorizado com uma pinça passada por baixo de sua estrutura e seccionado, afastando imediatamente suas extremidades. Após a tenotomia do tendão flexor digital profundo, o tendão flexor digital superficial e o ligamento suspensor mantêm a sustentação do membro.

O tendão seccionado pode regenerar se: novas fibras se formam no espaço criado, e a área de alteração tecidual pode continuar visível à ultrassonografia anos depois.

Prognóstico, riscos e desempenho

A tenotomia do carpo, envolvendo o flexor carpo radial e o ulnar lateral, possui bom prognóstico: cerca de 90% dos cavalos operados jovens apresentam bom desempenho atlético na vida adulta. A tenotomia em pé e a desmotomia em pé duram cerca de 20 minutos, têm taxa de complicação de 10% e baixo custo financeiro.

A desmotomia do ligamento acessório não compromete a vida esportiva, pois o ligamento se reconstitui por cicatrização após alguns meses. Em contraste, a tenotomia de outros tendões pode encerrar definitivamente a carreira esportiva. O uso esportivo de um equino submetido à tenotomia pode causar tendinite de repetição, e exigir esforço de um tendão cicatrizado pode lesar e romper suas fibras.

Recuperação e ajustes graduais

A recuperação após a desmotomia ocorre de forma gradual e exige ajustes pós operatórios.

  1. Etapa: Acompanhe a melhora clínica após a desmotomia do ligamento acessório: ela ocorre gradualmente, em média entre uma e duas semanas.
  2. Etapa: Observe a resposta após a desmotomia do ligamento check: a melhora clínica ocorre gradualmente, em média entre uma e duas semanas.
  3. Etapa: Ajuste o casqueamento no pós operatório conforme o grau da deformidade: pode ser necessário casquear o cavalo duas ou três vezes, com ajustes a cada cinco a dez dias.
  4. Etapa: Evite a correção imediata e total no ato operatório, pois ela pode causar posteriormente uma deformidade articular no sentido oposto; o ligamento acessório pode regenerar se após um ano, com recomposição observável ao ultrassom.

Suporte complementar e recuperação

Como suporte complementar às afecções locomotoras em equinos, PRP e IRAP são opções de tratamento biológico. Em potros, podem ser utilizadas ferraduras corretivas fixadas por colagem.

A recuperação depende de uma equipe integrada: o sucesso cirúrgico depende da atuação conjunta de cirurgião capacitado, anestesista qualificado e acompanhamento clínico ou fisioterápico. Por isso, o tratamento das deformidades flexoras exige abordagem multidisciplinar, pois a cirurgia isolada não resolve completamente a afecção. No pós operatório de potros, o acompanhamento fisioterápico dedicado otimiza a recuperação.

Tendinite como ruptura parcial

A tendinite é caracterizada pela ruptura parcial das fibras do tendão.

Desmotomia do ligamento acessório

Nas contraturas leves do carpo que não respondem ao tratamento conservador, pode se realizar a liberação do ligamento acessório do tendão flexor digital superficial. O procedimento remove parte da tensão transmitida ao osso e redistribui a força para o músculo, que pode ceder progressivamente.

A resposta não é obrigatoriamente imediata, caracterizando uma correção gradual. A recuperação pode exigir acompanhamento clínico, analgesia e correção do casco. Posteriormente, o ligamento pode formar tecido fibroso, sem necessariamente comprometer a vida esportiva do cavalo.

Tenotomia nas contraturas carpais

Nas contraturas graves do carpo, especialmente quando o animal não consegue permanecer em estação, a desmotomia pode ser insuficiente. Nessa situação, pode ser necessária a tenotomia dos tendões relacionados aos músculos flexor carporradial e ulnar lateral, conforme a estrutura envolvida.

Na região carpal, essa tenotomia apresenta bom prognóstico cirúrgico. Em animais jovens, há relatos de retorno funcional significativo, mas a indicação deve considerar o objetivo do animal e o prognóstico individual.

Tenotomia do flexor profundo

Na contratura grave da articulação interfalângica distal, a tenotomia do tendão flexor digital profundo pode produzir correção imediata. O efeito da tenotomia nos membros acometidos por contratura é imediato; mesmo em casos graves de contratura do tendão flexor digital profundo em equinos, o quadro é passível de resolução por tenotomia, com efeito imediato. A secção cirúrgica completa do tendão (tenotomia) proporciona efeito corretivo imediato.

Entretanto, a interrupção desse tendão compromete a utilização esportiva de alta performance. O animal pode permanecer funcional para passeio e atividades não atléticas, mas o tendão cicatrizado apresenta tecido de menor resistência, com predomínio de colágeno tipo III em relação ao colágeno tipo I original.

Tenotomia proximal e distal bovina

Em bezerros, procedimentos de tenotomia podem ser executados sob sedação associada a bloqueio anestésico local.

Em bovinos, a tenotomia do tendão flexor digital superficial pode ser realizada em um nível mais proximal e a do tendão flexor digital profundo em um nível mais distal.

Contratura do boleto: manejo combinado

A contratura do boleto pode envolver a participação conjunta dos tendões flexores superficial e profundo. Nos casos leves a moderados, pode se realizar a liberação dos dois ligamentos acessórios, associada a analgesia, relaxamento muscular, ferrageamento e fisioterapia.

A cirurgia isolada frequentemente é insuficiente. Por isso, o tratamento pós operatório deve incluir exercícios, manipulação e correção gradual da posição do casco, integrando o procedimento cirúrgico ao acompanhamento terapêutico complementar.

Reabilitação com correção progressiva

A reabilitação pós operatória deve promover a correção progressiva, acompanhando a adaptação e a ausência de dor.

  1. Etapa: Após a cirurgia, o casqueamento e o ferrageamento devem ser realizados de forma progressiva.
  2. Etapa: Evite a correção abrupta, pois ela pode provocar dor e nova contração muscular.
  3. Etapa: Utilize, em alguns casos, uma ferradura que eleva o talão, modifica a relação entre casco e quartela e reduz a tensão sobre determinadas estruturas.
  4. Etapa: Posteriormente, a altura da ferradura deve ser reduzida gradualmente, conforme a adaptação e a ausência de dor.

Rampa na fisioterapia pós operatória

Na fisioterapia pós operatória, o cavalo pode permanecer em uma rampa para redistribuir o peso sobre determinados membros. A elevação de uma parte do corpo aumenta a carga nos membros selecionados e favorece a extensão controlada.

O protocolo de fisioterapia pós operatória para equinos com deformidade flexora inclui colocar o cavalo em uma rampa três vezes ao dia, conforme tolerância, sempre associado à avaliação da dor e à supervisão adequada.

Prognóstico e tomada de decisão

Origem define o prognóstico

A origem e a gravidade ajudam a definir o prognóstico. As contraturas adquiridas apresentam, em geral, prognóstico melhor que as congênitas. Em termos de tratamento, as deformidades flexoras adquiridas são mais fáceis de tratar do que as congênitas; entre os potros com deformidade flexora congênita, aqueles que conseguem se manter em pé apresentam prognóstico mais favorável.

Nos casos leves, a maioria responde ao tratamento conservador, e alguns necessitam apenas de intervenção cirúrgica pouco agressiva. Na contratura de casco de grau 1 em equinos, o prognóstico é excelente, com resposta satisfatória ao tratamento clínico ou a procedimentos cirúrgicos pouco agressivos. Nas contraturas leves e moderadas que não respondem adequadamente ao tratamento clínico, a intervenção cirúrgica apresenta resultados excelentes.

Nos casos graves, especialmente quando há encurtamento capsular e incapacidade de permanecer em estação, o tratamento pode ser mutilador e o prognóstico funcional é reservado. Nos equinos, nos casos graves e não responsivos, a eutanásia é a indicação médica habitual.

Perda da janela terapêutica

Existe uma janela terapêutica durante a qual o tratamento apresenta maior probabilidade de sucesso. Nas contraturas em equinos, o atraso pode levar à perda dessa janela terapêutica, inviabilizando a eficácia dos tratamentos iniciais. O adiamento prolongado pode permitir progressão da deformidade, dor persistente, alterações capsulares e perda da possibilidade de correção simples. Em estágio avançado, o tratamento pode não alcançar o objetivo esportivo inicialmente pretendido, embora ainda possa proporcionar conforto e capacidade funcional. Em casos graves, a eutanásia pode ser indicada quando a janela terapêutica já foi ultrapassada e não há mais alternativas terapêuticas.

Prognóstico conforme finalidade esportiva

O prognóstico deve ser relacionado à finalidade do cavalo. Um animal destinado à reprodução, companhia ou passeio pode apresentar resultado satisfatório mesmo sem condições para esporte de alta performance.

Nos equinos com contratura de casco de grau 2, o prognóstico para atividades esportivas é reservado pelo resto da vida do animal. A tenotomia do tendão flexor digital profundo pode permitir vida funcional, mas é incompatível com determinadas atividades esportivas. Essa limitação deve ser esclarecida antes da escolha do procedimento.

Reflexão Sion

Quando o cuidado chega cedo

Nas deformidades flexoras, o músculo pode não acompanhar o crescimento ósseo, e a dor mantém um ciclo de encurtamento e piora. Isso mostra que cuidar de verdade exige olhar além da aparência, reconhecer a causa e agir enquanto ainda há uma janela de recuperação. Jesus convida os cansados a encontrar nele descanso e esperança, mesmo quando algo parece travado.

Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso.Mateus 11:28

Descubra por que agir cedo importa — no membro e na vida.

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