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Brucelose bovina: vacinação e interpretação dos testes sorológicos
Acompanhe a queda das reações ao longo do tempo, considerando a ressalva sobre a transcrição.
Topicos da aula
- Brucelose
Overview
Vacinação e interpretação sorológica
A aula parte de uma questão central na interpretação da brucelose bovina: como distinguir a resposta à vacinação daquela associada à infecção. A B19 pode manter resultados sorológicos positivos por um período, por isso o acompanhamento das bezerras e a evolução dos títulos ajudam a contextualizar provas sucessivas: os títulos ligados à infecção persistem, enquanto os vacinais tendem a diminuir. A partir desse princípio, são discutidos o papel e os limites de diferentes testes, a interpretação após vacinação com RB51 e estudos sobre diagnóstico da linfadenite caseosa. Em cada caso, os resultados devem ser lidos à luz do método, da amostra avaliada e das incertezas do material apresentado.
Vacinas e persistência da resposta sorológica
Vacinação B19 e resposta persistente
No diagnóstico da brucelose bovina, são mencionadas as vacinas B19, RB51 e N.C.P. A B19 pode induzir uma resposta humoral duradoura: a vacinação promove uma resposta sorológica forte e também imunidade celular.
A vacinação das bezerras ocorre entre 3 e 8 meses de idade, mas a avaliação sorológica oficial é realizada aos 24 meses, pois resultados positivos podem persistir antes dessa idade. Essa espera se relaciona à dificuldade de distinguir, em uma avaliação isolada, a resposta vacinal daquela decorrente de infecção.
Persistência distingue infecção de vacina
Para distinguir a resposta vacinal da infecção, é preciso observar a evolução dos títulos ao longo do tempo: os títulos relacionados à infecção persistem, enquanto os títulos vacinais tendem a diminuir. Na infecção por Brucella, essa persistência dos títulos sorológicos é descrita como constante.
Assim, embora os resultados possam ser inicialmente semelhantes, eles podem tornar se distinguíveis com avaliações sucessivas. Essa evolução foi investigada em bezerras vacinadas com B19 para avaliar a possibilidade de identificar animais jovens com resultados reagentes e evitar que animais infectados fossem adquiridos sem detecção.
Bezerras e desenho do acompanhamento
O acompanhamento incluiu 45 bezerras de uma única propriedade. As amostras de soro foram inicialmente negativas; em seguida, os animais foram vacinados com B19 e submetidos a avaliações sorológicas posteriores. Foram comparados o teste do antígeno acidificado tamponado, referido na transcrição como ATA, e a prova do 2 mercaptoetanol (2 ME). Além da prova de aglutinação, também foi realizada a prova do 2 ME.
A intenção era observar a variação das reações e dos títulos desde o primeiro mês após a vacinação até idades próximas ao limite de 24 meses. Um mês após a vacinação, foi realizada uma prova sorológica para verificar se as bezerras reagiam; o nome da prova está corrompido na transcrição. Na avaliação qualitativa aos 30 dias após a vacinação, 100% das amostras foram positivas na prova citada como APA.
Provas sorológicas e interpretação
Aglutinação e 2 mercaptoetanol
Na prova de aglutinação, antígeno e soro são misturados; observa se por cinco minutos se ocorre aglutinação e qual é sua intensidade. O AAT também é avaliado nesse intervalo.
Já o 2 mercaptoetanol é descrito como mais eficiente para destruir IgM, mas seu procedimento é mais complexo e leva 48 horas. Antígeno e soro permanecem juntos, e a concentração do antígeno é duplicada para compensar a solução de 2 mercaptoetanol. A transcrição registra que, após esse período, a IgM teria sido destruída, mas a sigla associada está corrompida.
Detecção e interpretação sorológica
A soroglutinação rápida (SAR) detecta IgM e IgG. Na aglutinação, pode persistir um resquício de anticorpos cuja classe não está clara na transcrição, o que dificulta decidir se o resultado é positivo; resultados inconclusivos podem ser encaminhados a um laboratório de referência.
Na comparação descrita, a prova lenta e o teste com 2 mercaptoetanol usam o mesmo antígeno, e apenas o soro é diluído. Para interpretar os resultados, sensibilidade é a capacidade de identificar verdadeiros positivos, enquanto especificidade é a capacidade de identificar verdadeiros negativos. O palestrante afirma confiar mais no AAT do que no teste com 2 mercaptoetanol.
Resultados sorológicos aos 180 dias
Aos 180 dias, uma distribuição por título foi relatada: 7% a 1:200, 13% a 1:100, 17% a 1:25 e 63% a 1:50. Entre 42 animais avaliados nesse período, foram relatados 14% a 1:200, 19% a 1:100, 43% a 1:50 e 24% a 1:25.
Os negativos foram excluídos da análise subsequente, e os 42 reagentes foram submetidos à mesma prova após essa exclusão. Segundo o critério atribuído ao Ministério, esses títulos ainda eram considerados positivos. Na prova registrada como “2,3,4,9”, cujo nome está corrompido, nenhum soro foi positivo.
Persistência das reações posteriores
Aos 210 dias após a vacinação, ainda havia reação em 20 soros na prova lenta e em nove na prova do 2 mercaptoetanol. Entre cinco soros reagentes, 40% apresentaram título de 1:100 e 60%, de 1:25. Também foram descritos 11 de 48 soros positivos na prova do 2 mercaptoetanol.
Aos 240 dias, 29 de 45 soros ainda apresentavam reação sorológica limitada. Foi mencionada outra distribuição, de 62% e 38%, mas o denominador e as categorias correspondentes não estão claros; por isso, esses percentuais não permitem identificar com segurança a que resultados se referem.
Métodos complementares e incertezas
Para avaliar soros duvidosos, o palestrante descreve o uso conjunto do 2 mercaptoetanol e da técnica de polarização. Essa associação forneceria uma reação em minutos, sem exigir espera de 40 horas. Ele também relata resultado negativo na prova chamada “2NC”, sigla incerta, que descreve como tendo maior sensibilidade e especificidade.
O ELISA é apresentado como possivelmente o melhor teste sorológico, mas essa afirmação é uma opinião do palestrante. Na comparação mencionada, um teste foi associado à imunidade humoral e outro à celular, sem especificar qual corresponde a cada uma. Também foi mencionado um teste chamado inibição da hemólise sinérgica, sem detalhes operacionais seguros.
Ação do 2 mercaptoetanol
Na prova do 2 mercaptoetanol (2 ME), o soro é colocado em contato com a solução do reagente antes da adição do antígeno, com um período inicial de contato de aproximadamente meia hora. O objetivo da prova é destruir a IgM do soro pela ação do 2 mercaptoetanol, permitindo avaliar a reação atribuída à IgG.
Depois, a transcrição descreve uma incubação de cerca de 48 horas. A concentração do antígeno é ajustada em relação à prova sem 2 ME, pois a solução do reagente é incorporada ao procedimento.
Diluições e critério de positividade
A leitura dos títulos parte de diluições seriadas do soro: 1:25, 1:50, 1:100, 1:200, 1:400, 1:800 e 1:1.600. Considera se o maior título que ainda apresenta reação. Na prova de 2 ME, os resultados são comparados aos da soraglutinação sem tratamento do soro, e a incubação é prolongada.
Segundo o Ministério da Agricultura, um título de 1:25 na prova com 2 mercaptoetanol é considerado positivo.
Resultados iniciais após vacinação
Nos resultados iniciais, o ATA é descrito como positivo em 100% das amostras aos 30 dias. Para a prova de 2 ME nesse momento, a transcrição é ambígua: menciona um animal que teria deixado de reagir após o tratamento, mas também refere um resultado positivo.
Aos 60 dias, o material afirma que todos os soros eram positivos, embora os resultados detalhados e a identificação do teste não sejam inteiramente consistentes. Assim, esses dados não permitem uma comparação quantitativa segura entre as duas provas.
Reatividade e títulos aos noventa dias
Aos 90 dias, os resultados apresentados para o ATA indicam 67% de amostras reagentes e 33% não reagentes. Para a prova de 2 ME, são registrados 73% de reagentes e 27% não reagentes.
Também é descrita uma redução e redistribuição das reações entre as diluições, relacionada no material à queda dos títulos vacinais. Porém, as referências a cores e categorias dos gráficos se contradizem, então esses detalhes não podem ser reconstruídos com segurança.
Resultados divergentes aos 150–180 dias
Próximo de 150 dias, o material menciona que 63% dos animais poderiam ser classificados como não reagentes em uma comparação de títulos, mas não é possível identificar com segurança o teste nem o denominador.
Aos 180 dias, a transcrição apresenta resultados divergentes: em um conjunto, o ATA teria 93% de reagentes e 7% de não reagentes, enquanto o 2 ME teria 51% e 49%, respectivamente; em outro, são registrados 47% de reagentes no ATA e 33% no 2 ME. Como a sequência e os denominadores não estão claros, esses valores devem ser lidos como resultados incompatíveis na transcrição, sem estabelecer uma única distribuição.
Reatividade aos 210 e 240 dias
Aos 210 dias, o ATA registra 45% de resultados positivos e 55% negativos; no 2 ME, são 20% positivos e 80% negativos. O texto acrescenta que, entre os soros reagentes na prova de aglutinação lenta, apenas nove permaneceriam reagentes ao 2 ME, embora os denominadores variem ao longo da passagem.
Aos 240 dias, são citados 29 soros reagentes na soraglutinação lenta; em outro trecho, 71% são descritos como não reagentes. Para o 2 ME, aparecem 11 reagentes e 89% não reagentes, mas o denominador está corrompido. Assim, esses números tardios devem ser interpretados com cautela, pois a transcrição não permite confirmar uma base comum para as proporções.
Queda das reações até 350 dias
Acompanhe a queda das reações ao longo do tempo, considerando a ressalva sobre a transcrição.
- Etapa: Aos 270 dias, cinco soros ainda reagiam à aglutinação, com títulos em queda; não houve resultado positivo no 2 ME.
- Etapa: Aos 300 dias, 93% eram negativos e 7% positivos, com referência a um soro no título 1:25.
- Etapa: Aos 330 dias, os resultados foram descritos como praticamente sem reações.
- Etapa: Aos 350 dias, aos 350 dias, é citado um animal positivo em um teste e negativo no 2 ME.
- Etapa: Ao final do período acompanhado, os resultados das provas tenderiam a se igualar; a identificação dos momentos e dos testes é parcialmente incerta.
Vacina RB51 e detecção da infecção
RB51 e detecção da infecção
A RB51 é descrita como uma vacina que não induz a mesma reação de aglutinação atribuída à B19. Assim, um animal vacinado com RB51 poderia apresentar resultado negativo em provas sorológicas usadas para detectar infecção por cepas lisas. Quando houver suspeita de infecção que não seja detectada pela sorologia convencional, é mencionada a necessidade de recorrer a técnicas mais específicas, como a reação em cadeia da polimerase (PCR). A infecção por uma cepa lisa de Brucella pode resultar em sorologia positiva. Também foi mencionado um teste intradérmico para a doença.
A transcrição relaciona a detecção da RB51 no leite à vacinação em qualquer idade, sem especificar as condições ou o estudo. A vacina identificada como “D1951” é descrita como duas vezes mais cara que a “D199” e como não causadora de reação sorológica, embora esses nomes estejam incertos. Em búfalas vacinadas com uma vacina identificada como “RBSPT1”, o PCR foi positivo no leite, mas essa identificação também é incerta. O palestrante afirma que não há trabalho apresentado demonstrando a presença da RB19 no leite.
Detecção relatada no leite
É citado um trabalho italiano, descrito como comunicação breve, sobre a detecção de RB51 no leite. O material afirma que os autores teriam isolado o agente em amostras e menciona um conjunto de 809 amostras; os demais números apresentados, inclusive a quantidade de amostras positivas, estão corrompidos e não permitem reconstruir os resultados.
A possibilidade de presença da cepa no leite é relacionada ao risco associado ao consumo de leite cru. Para a B19, a transcrição afirma não haver trabalho mostrando o mesmo achado.
Estudos sobre linfadenite caseosa
Estudo e caracterização dos óleos
Um artigo avaliou in vitro a atividade antibacteriana de óleos essenciais contra cepas cujo nome está corrompido na transcrição. O estudo utilizou isolados de abscessos em animais, mas as espécies animais não podem ser identificadas com segurança; os isolados foram confirmados por PCR para alguns genes. A cepa mencionada como “Cpap19” é descrita como patogênica para humanos e também como bem menos patogênica.
Os óleos foram obtidos por hidrodestilação. A composição foi determinada por cromatografia gasosa acoplada à espectrometria de massas; os termos correspondentes estão corrompidos na transcrição.
Ensaios de atividade antibacteriana
A atividade antibacteriana foi avaliada in vitro por difusão em disco e por diluição em caldo. Os óleos essenciais apresentaram atividade antibacteriana, e foram determinadas a concentração inibitória mínima e a concentração bactericida mínima.
Resultados e limites clínicos
Foram relatados halos de inibição de 40 a 98 mm para um dos óleos e de 18 a 21 mm para outro; o óleo referido como “oxílio” corresponde ao intervalo de 18 a 21 mm. O estudo teria observado efeito predominantemente bactericida, mas a transcrição não permite identificar com segurança os óleos nem todas as cepas testadas.
A interpretação clínica exige cautela: resultados obtidos in vitro podem não se traduzir em resultados clínicos. Em abscessos, cuja estrutura pode dificultar a penetração do tratamento, essa diferença entre o ensaio e a resposta clínica é uma limitação a considerar. A comparação com infecções por esporotricose é apresentada como exemplo dessa limitação geral.
Amostragem em caprinos pernambucanos
Um estudo sobre linfadenite caseosa em caprinos no estado de Pernambuco avaliou 643 animais de 27 rebanhos distribuídos por 17 municípios. A seleção se concentrou em determinadas áreas, uma limitação para interpretar a distribuição dos casos.
Na inspeção e palpação de linfonodos superficiais, 76 animais apresentaram sinais suspeitos: 71 tinham lesões compatíveis com abscessos e cinco apresentavam cicatrizes sugestivas. Dos 76 animais com sinais suspeitos, 25 foram selecionados para coleta de amostras. Foram obtidas amostras de abscessos, sangue, leite e fezes; as amostras dos abscessos foram coletadas por punção com agulha fina.
Detecção conforme a amostra
A cultura bacteriológica, tratada como referência para identificação do agente, foi realizada em amostras de abscessos. A detecção no leite também foi destacada pela relevância potencial da detecção no leite devido ao caráter zoonótico atribuído à doença.
| Amostra | Resultado descrito |
|---|---|
| Abscessos | 18 positivos na cultura |
| Leite | 2 positivos |
| Sangue | 1 positivo |
| Fezes | Nenhum positivo |
Leite, sangue e fezes tiveram baixa detecção em comparação com o material coletado diretamente das lesões.
Desempenho do ELISA indireto
Um estudo avaliou a sensibilidade e a especificidade do ELISA indireto para detectar anticorpos em caprinos com linfadenite caseosa.
| Aspecto avaliado | Dados do estudo |
|---|---|
| Estudo | Atribuído à Universidade Federal da Bahia; caprinos com linfadenite caseosa |
| Alvo do teste | O ELISA indireto detecta anticorpos, e não o antígeno |
| Amostras de animais doentes | 31 soros de animais com a doença confirmada |
| Controles negativos | 56 soros |
| Especificidade | 100% nesse estudo; classificou corretamente os 56 controles negativos |
| Identificação dos doentes | Identificou 29 dos 31; deixou escapar dois |
Os resultados descrevem o desempenho observado nessa amostra; a sensibilidade foi incompleta.
Sensibilidade e especificidade em contexto
Na discussão do estudo, a especificidade corresponde à capacidade de reconhecer animais sem a doença, enquanto a sensibilidade se refere à identificação dos animais doentes. Para fins de controle, a transcrição destaca a importância de evitar que animais infectados deixem de ser detectados.
O ELISA indireto é descrito como um teste para detectar anticorpos. No procedimento descrito, adicionam se o antígeno, o soro do caprino e o soro antiespécie. O mecanismo envolve IgG contra IgG. Como os detalhes do procedimento estão parcialmente corrompidos, e os resultados se referem ao estudo apresentado, eles não estabelecem um desempenho universal do método.
Inibição da hemólise sinérgica
A inibição da hemólise sinérgica é mencionada como um teste baseado na presença de anticorpos contra uma toxina hemolítica. Na interpretação apresentada, a inibição da hemólise indicaria resultado positivo. A inibição da hemólise demonstraria anticorpos contra o fator hemolítico.
O procedimento teria sido aprendido e aplicado com sucesso, mas a transcrição não fornece etapas laboratoriais completas nem dados de desempenho. Por isso, não é possível detalhar sua execução ou compará lo com os demais testes.
Reflexão Sion
O que permanece
Após a vacinação com B19, a resposta sorológica pode persistir, e avaliações sucessivas ajudam a distingui la da infecção. Assim como os títulos precisam ser acompanhados para revelar sua evolução, Deus nos conhece para além do que aparece à primeira vista. Em Jesus, esse conhecimento vem com cuidado e um convite para caminharmos na verdade.
Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem.João 10:14
Leia João 10 e reflita sobre ser conhecido por Jesus.