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MedVet7 PeríodoDoenças das Aves DomésticasP1

Aula 09 Influenza Aviária: Epidemiologia, Patogenia, Diagnóstico e Vigilância

Siga a investigação na ordem das decisões: notificação, coleta e confirmação laboratorial.

Duracao: 19 min

Topicos da aula

  • Influenza Aviária II

Overview

Mapa da vigilância à resposta

A influenza aviária exige uma vigilância que conecte o monitoramento de aves silvestres e mamíferos à compreensão do vírus, de sua disseminação e dos quadros que pode causar. A aula parte desse contexto para distinguir cepas de diferentes patogenicidades e reconhecer que sinais e lesões, por si só, não confirmam a doença. Diante de uma suspeita, a notificação imediata ao Serviço Veterinário Oficial dá início à coleta e à investigação laboratorial; bloqueios e medidas sanitárias protegem outras criações enquanto se aguarda a confirmação. No Brasil, painéis públicos acompanham investigações, casos descartados e focos confirmados. Assim, a vigilância depende de monitoramento e resposta coordenada.

Vigilância epidemiológica e contexto histórico

Monitoramento de aves e mamíferos marinhos

A vigilância da influenza aviária inclui a investigação de aves migratórias e de mamíferos marinhos. Pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul participam desse monitoramento: usam drones para coletar material expelido pelas baleias durante a respiração, com um dispositivo adaptado para capturar as amostras e investigar a presença do vírus.

A vigilância é considerada necessária diante da gravidade potencial da situação e da importância de proteger a produção avícola industrial. Foram relatados casos de mortalidade de aves na Antártica e a chegada de aves migratórias ao sul do Brasil. Rotas de aves vindas da Ásia passam pela Europa e chegam aos Estados Unidos.

Origens históricas e virologia comparada

A doença de Marek recebeu esse nome em referência ao veterinário Marek. Ele a descreveu inicialmente como uma nefrose, sem reconhecer sua natureza infecciosa e linfoproliferativa. A descrição original também apresentou a doença como uma condição distinta, cuja denominação não está clara.

A leucose aviária também foi mencionada na comparação. As duas enfermidades estão associadas a vírus diferentes: a leucose aviária é causada por um retrovírus, enquanto a doença de Marek é causada por um herpesvírus.

Características do vírus da influenza aviária

Estrutura e patogenicidade do vírus

A influenza aviária discutida é causada pelo vírus influenza A, que também pode infectar mamíferos. As vacas foram incluídas entre os hospedeiros mamíferos do tipo A. Na superfície, o vírus apresenta as glicoproteínas hemaglutinina e neuraminidase.

O vírus possui envelope e genoma de RNA dividido em oito segmentos, com proteínas virais correspondentes. O material também descreve o vírus influenza como um vírus de RNA que possui oito proteínas. Foram abordadas as categorias de alta e baixa patogenicidade; as cepas de alta patogenicidade estão associadas aos quadros mais graves, e o vírus da influenza aviária de alta patogenicidade causa infecção.

Envelope viral e biosseguridade do galpão

Por ser envelopado, o vírus é mais sensível a agentes que afetam o envelope. Surtos podem estar relacionados à presença de matéria orgânica, à limpeza insuficiente e a falhas de biosseguridade.

A disseminação depende da quantidade de partículas virais liberadas e da densidade de aves alojadas. Em criações densas, a transmissão pode ocorrer rapidamente entre os animais e atingir todo o galpão em poucas horas.

Migração e transmissão entre hospedeiros

A epidemiologia da influenza aviária está relacionada às aves aquáticas, consideradas reservatórios e hospedeiros naturais. Foram descritas rotas migratórias provenientes da Ásia, passando pela Europa e alcançando a América do Norte, com posterior chegada ao Brasil. A Ásia foi caracterizada como região com ocorrência endêmica da influenza. Foram mencionados países que realizam vacinação.

Como a migração de aves não pode ser controlada ou eliminada, são necessários o monitoramento e a vigilância. A transmissão ocorre horizontalmente, de forma direta ou indireta. Em uma criação doméstica de aves, a influenza aviária pode passar de uma ave para outra; não havia comprovação científica de transmissão vertical, conforme a exposição.

Vacinação e emergência sanitária brasileira

No Brasil, a influenza aviária foi apresentada como doença exótica, razão pela qual a vacinação é proibida. O país permanece em estado de emergência zoossanitária, estabelecido por portarias do Ministério da Agricultura e renovado desde 2023.

A situação observada nos Estados Unidos foi considerada esperada à luz do monitoramento intensivo realizado desde 2022, em um contexto de problemas relacionados à influenza na Ásia e de rotas migratórias. Como não é possível impedir a migração das aves silvestres, a vigilância é necessária.

Receptores suínos e rearranjo viral

Foram descritos diferentes receptores para o vírus no trato respiratório e nos pulmões de suínos. Esses animais podem apresentar receptores semelhantes aos encontrados em aves e outros semelhantes aos encontrados em humanos, situação associada à possibilidade de rearranjo genético viral e à formação de novos vírus.

A exposição também retomou a importância da epidemiologia, dos reservatórios naturais e das vias de transmissão respiratória e fecal.

Patogenia e manifestações clínicas

Tropismo amplo e disseminação sistêmica

As cepas de alta patogenicidade podem apresentar pan tropismo, isto é, capacidade de infectar diferentes tipos celulares e tecidos, causando infecção sistêmica. Assim, o pan tropismo é uma característica associada ao vírus da influenza aviária de alta patogenicidade. Esse comportamento foi associado à presença de receptores em vários tecidos do organismo.

Nas aves, há receptores desse vírus em todos os epitélios e órgãos. Já nas cepas de baixa patogenicidade, a ligação viral foi descrita como mais restrita aos receptores do epitélio respiratório e digestório. A disseminação sistêmica das cepas altamente patogênicas está relacionada a lesões hemorrágicas disseminadas e à possibilidade de morte rápida, por vezes sem sinais clínicos observáveis.

Subtipos H5 e H7 em foco

As cepas dos subtipos H5 e H7 foram associadas à doença de alta patogenicidade. Esses subtipos da influenza aviária são relacionados à doença de alta patogenicidade e considerados altamente patogênicos. As cepas de baixa patogenicidade também exigem atenção devido ao potencial de mutação para formas altamente patogênicas.

Um episódio no Canadá, em Ontário, em 1966, envolveu uma cepa que, em 2009, foi descrita como altamente patogênica para perus e galinhas, mas não para patos. Os anseriformes foram apontados como mais resistentes à infecção. A relação entre mutação e aumento de patogenicidade foi destacada como aspecto epidemiológico relevante.

Mortalidade súbita e apresentação clínica

Na doença de alta patogenicidade, a mortalidade súbita pode chegar a 100%. O caso real apresentado envolveu aves poedeiras de 29 semanas de idade, com mortalidade súbita, e ilustra como a evolução pode ser rápida, com morte em cerca de 24 horas.

Em algumas situações, a mortalidade precede sinais clínicos evidentes, dificultando a observação do quadro antes da necropsia. Entre as aves sobreviventes, podem surgir sinais respiratórios, como secreção nasal e ocular, conjuntivite e diarreia. Em aves poedeiras ou matrizes, podem ocorrer alterações nos ovos.

Padrões gerais das lesões

Na influenza aviária de alta patogenicidade, o padrão geral pode incluir lesões hemorrágicas, edema da cabeça e dos pés, necrose e focos de necrose. Ulcerações também estão entre as lesões clássicas associadas às cepas altamente patogênicas.

Distribuição das alterações

Na necropsia, podem ser observadas hemorragias no fígado, coração, bursa e pâncreas, além de hemorragias nas alças intestinais. Também podem ocorrer congestão pulmonar e renal. Na ave necropsiada mencionada, chamou atenção a ausência de depósito de urato nos rins.

Mecanismo de lesão vascular

As células do endotélio vascular possuem receptores aos quais o vírus da influenza aviária se liga com grande afinidade. Essa ligação às células endoteliais contribui para as lesões hemorrágicas.

Depois de se ligar, o vírus replica se no endotélio vascular e causa lesões disseminadas, relacionando o tropismo pelo endotélio à distribuição das alterações.

Achados neurológicos e limites diagnósticos

Nas aves que sobrevivem, podem ocorrer sinais neurológicos, incluindo ataxia e decúbito. Em geral, esses sinais aparecem após o início da mortalidade repentina. Diante da possibilidade de comprometimento do sistema nervoso central, a coleta de cérebro e cerebelo foi considerada importante.

A interpretação das lesões exige cautela: lesões hemorrágicas não são patognomônicas de influenza aviária e podem causar confusão com outras enfermidades. Nas cepas de baixa patogenicidade, as lesões tendem a ser mais discretas e restritas principalmente aos sistemas respiratório e digestório. Por isso, a avaliação anatomopatológica, isoladamente, não confirma a etiologia.

Lesões respiratórias após vacinação

As lesões respiratórias das cepas de baixa patogenicidade podem ser confundidas com as de outras doenças aviárias. A doença de Newcastle foi mencionada como diagnóstico diferencial, e também foi descrita traqueíte associada à reação vacinal.

A vacina contra Newcastle identificada como cepa LaSota pode produzir reação respiratória após a administração, com espirros e lesões traqueais. Ao interpretar esses achados, considere o antecedente vacinal e não atribua automaticamente as lesões à influenza aviária.

Gravidade variável e histopatologia inespecífica

A gravidade da doença e a presença de sinais variam conforme a patogenicidade da cepa e a suscetibilidade das aves. A histopatologia não apresenta um sinal patognomônico. Podem ser observadas necrose, infiltração de células inflamatórias e hemorragias, mas a intensidade das alterações depende da cepa e da resposta individual; algumas aves podem desenvolver quadros menos graves.

Nas aves selvagens, a investigação pode exigir monitoramento e coleta de amostras de animais vivos ou mortos. Esse monitoramento inclui a coleta de amostras por suabe de traqueia e de narina.

Investigação, diagnóstico e resposta sanitária

Notificação e confirmação oficial da suspeita

Siga a investigação na ordem das decisões: notificação, coleta e confirmação laboratorial.

  1. Etapa: Notificar imediatamente o Serviço Veterinário Oficial diante da suspeita de influenza aviária altamente patogênica; a notificação é obrigatória e imediata.
  2. Etapa: Acionar o serviço veterinário, que pode envolver primeiro o serviço estadual e, em seguida, o Ministério da Agricultura. A coleta oficial de material para confirmação laboratorial cabe ao serviço veterinário.
  3. Etapa: Coletar amostras para pesquisar os vírus da influenza aviária e da doença de Newcastle.
  4. Etapa: Diferenciar as doenças por isolamento ou sequenciamento viral. Na investigação, a doença de Newcastle também deve ser pesquisada, pois os quadros clínicos podem ser difíceis de diferenciar.
  5. Etapa: Confirmar a suspeita por isolamento ou sequenciamento viral e pela determinação da patogenicidade.

Coleta respiratória em aves vivas

Em aves vivas, coletam se suabes de traqueia. Como a influenza aviária é principalmente respiratória, a coleta deve incluir traqueia e pulmão. Em aves jovens, a bursa pode ser incluída; em poedeiras adultas, ela pode estar ausente.

Tecidos e lesões em aves mortas

  • Amostras em aves mortas: Podem ser coletados suabes e tecidos, incluindo traqueia, pulmão, cérebro, cerebelo e intestino.
  • Lista parcialmente ininteligível: A transcrição também faz referências a intestino, ápice respiratório e a um sistema cujo nome está corrompido.
  • Seleção das amostras: Deve considerar lesões respiratórias e neurológicas.
  • Diagnóstico diferencial: Uma cepa neurotrópica de Newcastle também pode causar lesões no sistema nervoso central.

Coleta em campo e vigilância

Ao encontrar uma ave selvagem morta, ela deve ser recolhida para coleta de amostras. Os tecidos devem ser encaminhados ao serviço veterinário oficial e ao laboratório para análise.

Em propriedades com suspeita de influenza aviária, o serviço veterinário oficial pode encontrar aves vivas e muitas aves mortas.

Detecção molecular e fluxo laboratorial

A confirmação diagnóstica requer detectar o vírus por PCR. Como o vírus da influenza aviária possui RNA, utiliza se RT PCR, que inclui transcrição reversa para detectar esse RNA. A sorologia mencionada pode ter baixa sensibilidade em aves doentes ou recém mortas.

O laboratório realiza os primeiros exames de PCR nas amostras coletadas, e o resultado inicial pode sair em 48 horas. As amostras seguem de avião ao laboratório federal em Campinas; laboratórios de diagnóstico devem ficar estrategicamente próximos a aeroportos para agilizar o transporte.

Caracterização viral e notificação

Após uma triagem positiva, realiza se o isolamento específico do vírus influenza A. Em seguida, identifica se se é do subtipo H5 ou H7. Determina se a sequência viral completa e classifica se a cepa como de alta ou baixa patogenicidade, verificando se é altamente patogênica.

Existem também cepas de baixa patogenicidade, e algumas cepas patogênicas são classificadas como neurotrópicas ou viscerotrópicas. A classificação por patogenicidade é exigida pela Organização Mundial de Saúde Animal, à qual o caso deve ser notificado. No Brasil, essa notificação obrigatória cabe ao Ministério da Agricultura.

Ensaio multiplex para influenza e Newcastle

Foi descrito o desenvolvimento de um ensaio multiplex destinado a reunir em um único teste a detecção de influenza e de Newcastle. Na situação relatada, os diagnósticos eram realizados por testes separados, um para cada enfermidade; a combinação foi apresentada como uma forma de facilitar o diagnóstico laboratorial.

A confirmação e a classificação viral continuam relacionadas à identificação do agente e à determinação de sua patogenicidade.

Diferenciais clínicos e epidemiológicos

Na avaliação diagnóstica, considere os diferenciais e reúna os achados clínicos, as lesões e o contexto epidemiológico.

  • Doença de Newcastle: as formas viscerotrópica e neurotrópica estão entre os diagnósticos diferenciais.
  • Doenças respiratórias: coriza, bronquite infecciosa e laringotraqueíte estão entre os diagnósticos diferenciais.
  • Investigação laboratorial: necessária para diferenciar essas enfermidades da influenza aviária altamente patogênica, pois sinais e lesões podem se sobrepor.
  • Avaliação diagnóstica: considere a história clínica, os sinais respiratórios e neurológicos, o padrão das lesões e o contexto epidemiológico da propriedade.

Bloqueio imediato e vigilância do entorno

Na suspeita, a contenção começa de imediato. O resultado laboratorial define se o bloqueio será ampliado ou se a propriedade poderá ser desbloqueada.

  1. Etapa: Bloquear a propriedade suspeita enquanto se aguarda o resultado laboratorial; não permitir a entrada ou saída de aves, pessoas ou materiais.
  2. Etapa: Estabelecer imediatamente o bloqueio em um raio de 3 km; a suspeita deve desencadear as medidas sem aguardar o resultado.
  3. Etapa: Fiscalizar, desinfetar veículos e coletar amostras nas granjas próximas, mesmo quando não há mortalidade aparente.
  4. Etapa: Ampliar o bloqueio para 10 km em caso de confirmação.
  5. Etapa: Desbloquear a propriedade se o resultado for negativo.

Contingência e sacrifício sanitário

Quando a infecção é confirmada, são implementadas medidas de contingência previstas no Programa Nacional de Sanidade Avícola. O PNSA é o plano de contingência, e a medida descrita para eliminar a infecção é o sacrifício sanitário de todas as aves da propriedade afetada.

Esse procedimento não é um abate: as aves são submetidas à eutanásia e incineradas na própria instalação, sem retirada de animais ou matéria orgânica da granja. A contenção imediata busca reduzir o risco de disseminação e os impactos sobre a produção e as exportações. A influenza aviária não tem tratamento.

Apoio local e comunicação de risco

No litoral do Paraná, aves migratórias e galinhas domésticas podem ocupar o mesmo local. Para reduzir a criação doméstica nessa área, foi relatada a compra, acompanhada de pagamento, de aves de pequenos produtores de subsistência. A compra teve o objetivo de eliminar a criação de aves domésticas no litoral, onde também se realiza um trabalho contínuo para evitar a criação comercial.

A iniciativa foi apresentada como parte de um esforço para que a Serra do Mar funcionasse como barreira à chegada do vírus a Curitiba e às regiões do interior com produção avícola. Também foi elaborado material informativo para a população: textos e imagens devem atrair a atenção e facilitar a compreensão. A divulgação científica e a orientação sanitária fazem parte do trabalho profissional veterinário.

Notificação e impacto econômico

O bloqueio sanitário pode afetar a produção e as exportações, mas a ausência de notificação pode ampliar os prejuízos para toda a cadeia produtiva. Em uma criação doméstica, a infecção pode levar à perda de todo o plantel; essa perda potencial é menor do que em um plantel comercial de 50 mil aves.

Foram mencionados planos de contingência sanitária no Brasil, mas não houve confirmação de um mecanismo financeiro nacional capaz de compensar integralmente os proprietários pelas perdas. Nos Estados Unidos, o governo teria reposto recursos aos proprietários afetados durante determinado período, apoio que posteriormente teria sido reduzido. No Rio Grande do Sul, houve algum auxílio local, embora o número de proprietários tenha limitado o alcance da assistência.

Vigilância no Brasil e ocorrência em mamíferos

Painel e monitoramento diário

O Ministério da Agricultura disponibiliza um painel nacional de monitoramento da influenza aviária, atualizado em tempo real. Pessoas de todo o Brasil enviam dados, e a ferramenta permite consultar diariamente o que está acontecendo; por isso, enquanto houver casos em investigação, pode ser consultada diariamente.

A atualização mencionada no painel ocorreu em 3 de setembro, às 8h30. Na ocasião, o painel havia sido atualizado quatro minutos antes do início da aula. A Organização Mundial de Saúde Animal também disponibiliza fichas e monitoramento mundial.

Amostras e situação das investigações

Na vigilância em aves migratórias, foram coletadas amostras de swabs, fezes e material traqueal; nelas, o vírus de influenza aviária de alta patogenicidade foi detectado no Brasil. No painel, havia duas investigações com amostras coletadas e sem resultado laboratorial conclusivo: os marcadores amarelos indicavam essas investigações em andamento, enquanto as bolinhas cinzas representavam casos descartados.

O resultado laboratorial orienta o desfecho: resultados negativos levam ao descarte dos casos suspeitos e ao encerramento da investigação. No Paraná, foram investigadas 13 suspeitas, com coleta de amostras; nenhuma foi confirmada, e os 13 focos de influenza aviária de alta patogenicidade foram encerrados.

Ocorrências e espécies afetadas

Os registros de aves incluem uma investigação de influenza aviária em um pombo em Chapecó; em Bagé, quase todos os casos mencionados eram em trinca ferros. Em Antonina, um foco de influenza aviária de alta patogenicidade ocorreu em uma ave silvestre de vida livre, um trinta réis real. O trinta réis bico de ferro também foi identificado entre as aves afetadas, e essa foi a primeira detecção do vírus de influenza aviária de alta patogenicidade nessa espécie.

Em outro registro, a primeira confirmação de doença de Newcastle em aves comerciais ocorreu em 17 de julho de 2024, no município de Anta Gorda, no Rio Grande do Sul. Também foi demonstrada a transmissão do vírus da influenza aviária pelo leite, e foram relatadas duas mortes entre as pessoas mencionadas no surto.

Números do painel em tempo real

No momento consultado, o painel apresentava os seguintes registros:

IndicadorRegistro no painel
Amostras investigadas5.419
Investigações em andamento2
Casos descartados após resultados negativos1.482
Focos de influenza aviária de alta patogenicidadeForam informados 192 focos de influenza aviária de alta patogenicidade
Foco de doença de Newcastle1
Classificação de focos positivosPara os focos positivos, a classificação deve corresponder à definição da ficha técnica do Ministério da Agricultura, que também orienta os procedimentos aplicáveis.

Valores correspondem ao momento consultado, não a números permanentes.

Focos por categoria e espécies afetadas

O painel apresentava registros em aves silvestres, aves não comerciais e aves de produção. Entre as espécies citadas estavam trinta réis, trinca ferro, aves identificadas como bico de ferro, galinhas, marrecos ou patos, aves de pequeno porte e leões marinhos.

Categoria ou registroPeríodo e número informadoEspécies citadas
Aves silvestresA primeira confirmação foi em junho de 2023, com 175 focosTrinta réis; o registro nessa espécie foi destacado como a primeira detecção relatada nela.
Aves não comerciais16 casos; a primeira confirmação nessa categoria ocorreu em junho de 2023.Trinca ferro; aves identificadas como bico de ferro; aves de pequeno porte.
Aves de produçãoTambém foi mencionado um primeiro foco em aves de produção em 15 de maio de 2025.Galinhas; marrecos ou patos.
Outras espécies citadas—Leões marinhos.

Distribuição geográfica dos focos

O painel permitia acompanhar focos encerrados e investigações em curso em diferentes estados e municípios. Foram citadas ocorrências no litoral do Paraná, de São Paulo e do Rio de Janeiro, além de registros no Rio Grande do Sul e em outros estados. No Paraná, os focos de influenza de alta patogenicidade apresentados eram associados a aves silvestres no litoral, sem registros no interior no recorte consultado.

Também foi relatado um foco de Newcastle em aves comerciais no Rio Grande do Sul, em 2024, que teria sido contido rapidamente. Já as investigações ainda em andamento não apresentavam resultado conclusivo.

Painel como ferramenta de transparência

A consulta por estado e categoria permitia verificar registros em aves silvestres, aves não comerciais e aves de produção, além de acompanhar a situação de cada investigação. Os casos descartados apareciam separadamente dos focos confirmados, ajudando a distinguir os diferentes registros apresentados.

Como ferramenta de transparência e vigilância, o painel era alimentado por dados enviados pelo Serviço Veterinário Oficial de diferentes regiões do país. Também era possível consultar informações da Organização Mundial de Saúde Animal, que registra focos e municípios e oferece monitoramento internacional.

Influenza A em vacas leiteiras

Desde 2024, ocorreram infecções por influenza A em vacas leiteiras nos Estados Unidos; na exposição, foram mencionados mais de 700 rebanhos em 15 estados. Também foram relatadas 58 infecções humanas entre pessoas que trabalhavam em produções leiteiras, sem evidência de transmissão de pessoa para pessoa no contexto descrito. A situação clínica de alguns casos e o número de mortes foram apresentados com incerteza parcial.

A investigação incluiu amostras de leite, suabes nasais, urina e fezes. Entre as amostras descritas, o leite apresentou a maior carga viral.

Hipóteses de disseminação entre espécies

A origem da infecção em vacas foi apresentada como ainda investigada. Uma hipótese envolve a passagem do vírus de aves migratórias para aves periurbanas e, eventualmente, para aves domésticas de produção antes de alcançar os bovinos; outra considera a transmissão direta de aves para bovinos. Também foi levantada a possibilidade de pessoas que trabalhavam tanto na agricultura quanto em granjas e instalações avícolas terem atuado na transmissão.

Entre os bovinos, o transporte de vacas infectadas sem reconhecimento prévio da doença para outras propriedades foi associado à disseminação entre rebanhos. Gatos que consumiram leite cru foram descritos como sentinelas, com ocorrência de mortes.

Pasteurização e segurança do leite cru

A pasteurização foi apresentada como medida que eliminou o vírus do leite. Por isso, a exposição destacou a importância de não consumir leite cru, mencionando gatos que adoeceram após ingerir leite não pasteurizado. O tema ganhou relevância diante da detecção viral no leite e de declarações públicas nos Estados Unidos contrárias à pasteurização, cuja autoria não foi apresentada com clareza.

O episódio foi caracterizado como um exemplo relevante de investigação epidemiológica de uma doença aviária em mamíferos e de identificação de alta carga viral no leite.

Dicas Para Provas

Dicas Para Provas

Dicas Para Provas
O foco de doença de Newcastle de 2024 ocorreu no município de Anta Gorda, no Rio Grande do Sul.

Reflexão Sion

Cuidado que alcança a criação

A vigilância da influenza aviária acompanha aves migratórias e até investiga mamíferos marinhos, como baleias, por meio de amostras coletadas com drones. Esse cuidado atento com a vida lembra que, para Deus, cada criatura importa e merece ser tratada com responsabilidade. Jesus nos convida a confiar no Pai, que conhece e sustenta a criação, e a reconhecer que também somos preciosos para ele.

Observem as aves do céu: não semeiam nem colhem nem armazenam em celeiros; contudo, o Pai celestial as alimenta.Mateus 6:26

Leia Mateus 6:26 e reflita sobre o cuidado de Deus pela vida.

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