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A Regra dos 20 na terapia intensiva veterinária
Estime o déficit e, em seguida, some os componentes necessários para calcular o total de fluidos em 24 horas e a taxa horária.
Topicos da aula
- A Regra dos 20 Kirby
Overview
Mapa dos vinte parâmetros
A Regra dos 20 organiza a avaliação do paciente crítico em quatro grupos: hemodinâmica e perfusão, metabolismo, função dos órgãos e cuidados gerais. O checklist ajuda a equipe a reconhecer alterações, definir o que precisa ser reavaliado ou tratado e comunicar prioridades entre os plantões. Seu uso regular favorece a identificação precoce da deterioração, especialmente quando os parâmetros são interpretados em conjunto e acompanhados ao longo do tempo. Mais do que um resultado isolado, a tendência mostra se o paciente está melhorando ou piorando; por isso, a avaliação clínica contínua orienta a leitura dos exames e a resposta às intervenções.
Fundamentos e aplicação
Estrutura e propósito do checklist
A Regra dos 20 é um checklist de 20 parâmetros criado em 2013 por Kirby e usado na rotina de unidades de terapia intensiva. O registro sistemático mostra quais parâmetros estão estáveis, precisam de reavaliação ou requerem intervenção, favorecendo a continuidade do cuidado entre profissionais e plantões. A intervenção precoce busca evitar a progressão do paciente até o óbito.
Na avaliação da hemodinâmica e perfusão, o balanço hídrico, a albumina e a pressão hidrostática são parâmetros relacionados. A pressão arterial e a frequência cardíaca ajudam a avaliar o fluxo; o balanço hídrico, a albumina e a hemoglobina ajudam a avaliar a chegada de oxigênio aos tecidos. Nutrientes e eletrólitos contribuem para o fornecimento de combustível ao organismo. Entre os cuidados gerais, o controle é considerado essencial, e o carinho é apresentado como um dos cuidados ao paciente.
Uma publicação de 2016 descreveu os parâmetros com foco em pequenos animais; outra obra, publicada posteriormente, foi direcionada à enfermagem veterinária. No contexto norte americano mencionado, a formação pode ser dividida entre pré veterinária e veterinária: é possível atuar em enfermagem após a primeira etapa e prosseguir para a formação veterinária.
Frequência e tendências clínicas
O checklist deve ser aplicado pelo menos uma vez ao dia e, idealmente, utilizado duas vezes ao dia para acompanhar a evolução do paciente. Ele ajuda a detectar alterações antes que se manifestem como sinais clínicos evidentes e a padronizar a comunicação da equipe sobre a situação clínica global.
Na leitura dos parâmetros, deve se priorizar a tendência em vez de um resultado isolado. No lactato, uma mudança de 5 para 7 representa uma evolução diferente de uma mudança de 2 para 2; a direção da mudança ajuda a reconhecer melhora ou piora. Do mesmo modo, uma evolução de 2 para 5 difere de uma redução de 2 para 1.
Da infecção à disfunção orgânica
A evolução do paciente crítico pode seguir uma sequência de infecção, sepse, choque séptico e disfunção orgânica, com possibilidade de progressão até o óbito. A Regra dos 20 busca favorecer o reconhecimento e o tratamento precoces, desde a infecção ou o início da sepse, para evitar agravamento.
Os 20 parâmetros são organizados em quatro grupos: hemodinâmica e perfusão, metabolismo, função dos órgãos e cuidados gerais. Essa divisão orienta a avaliação e facilita identificar aspectos que exigem intervenção.
Fluxo sanguíneo e oferta tecidual
A avaliação de hemodinâmica e perfusão verifica se há fluxo sanguíneo suficiente para alcançar os tecidos e se o volume circulante e o transporte de oxigênio são adequados. Para isso, considera pressão arterial, frequência cardíaca, ritmo e contratilidade, além do balanço hídrico, da albumina e da pressão oncótica.
Um fluxo aparentemente suficiente não garante, por si só, oferta adequada de oxigênio. A hemoglobina é responsável pelo transporte de oxigênio; em conjunto, esses parâmetros ajudam a determinar se o oxigênio está chegando aos tecidos.
Combustível e controle metabólico
O metabolismo depende de combustível para o funcionamento do organismo. Sua avaliação verifica se fármacos e outros componentes estão sendo metabolizados adequadamente e também considera a dose dos medicamentos.
Para a glicose, busca se um valor apropriado ao paciente; a hiperglicemia não é considerada benéfica.
Parâmetros da função orgânica
Na avaliação da função orgânica, verifica se a oxigenação e a ventilação, além do nível de consciência. A função renal também é um parâmetro essencial na avaliação do paciente.
Cuidados gerais e bem estar
Nos cuidados gerais, a avaliação reúne enfermagem e mobilização, controle da dor e atenção ao conforto do paciente no ambiente. Também inclui o cuidado com feridas e a adequação das bandagens, além da avaliação de alterações da temperatura corporal, da imunidade e do uso de antimicrobianos.
Hemodinâmica e perfusão
Aferição e leitura da pressão
A pressão arterial pode ser monitorada por métodos Doppler, oscilométrico ou invasivo. A sequência mencionada parece priorizar o método invasivo, seguido pelo método Doppler e pelo método oscilométrico; como a transcrição dos nomes dos métodos está parcialmente corrompida, essa ordem deve ser considerada incerta. O manguito deve corresponder a aproximadamente 40% da circunferência do membro utilizado, pois dimensões inadequadas podem produzir valores artificialmente altos ou baixos.
A aferição deve ocorrer em ambiente tão tranquilo quanto possível. Estresse, particularmente em gatos hospitalizados, pode elevar a pressão e levar à interpretação equivocada de hipertensão persistente. Além disso, a pressão hidrostática influencia se o fluido permanece dentro do vaso ou extravasa.
Confirmando hipertensão persistente
Quando a pressão parece elevada em ambiente clínico, a avaliação pode ser repetida em casa, inclusive com participação do cardiologista, para verificar se a alteração persiste fora do ambiente hospitalar. Em geral, são realizadas de três a cinco aferições para confirmar a hipertensão.
A hipotensão é uma condição crítica, mas a hipertensão também pode causar lesão de órgãos, especialmente renais. Por isso, valores obtidos durante estresse não devem, isoladamente, fundamentar a conclusão de hipertensão crônica nem a administração de fármacos para reduzi la.
Condutas para alterações pressóricas
Na hipotensão, a abordagem pode incluir prova de carga, seguida, conforme a causa e a resposta, de vasopressor ou inotrópico. A escolha depende de haver hipovolemia, vasodilatação ou alteração da contratilidade. Após cirurgia, anestésicos podem contribuir para a vasodilatação e a hipotensão; quando a condição permitir, deve se superficializar o plano anestésico e reavaliar a estabilidade antes de acrescentar outras medidas. Em hipotensão crítica, pode ser necessária intervenção complementar imediata.
Após o término de bloqueio regional ou analgesia, dor ou ansiedade podem estar relacionadas à hipertensão; foram mencionados anlodipino fora do ambiente hospitalar e nitroprussiato no hospital.
Volume, vasodilatação e contratilidade
Na suspeita de hipovolemia, pode ser realizada prova de carga com cristaloide e reavaliação. Foram citados volumes de 5 mL/kg para gatos e 10 mL/kg para cães, seguidos de nova avaliação da pressão. Se a hipotensão persistir após a prova de carga, devem ser considerados vasodilatação, sepse e efeito anestésico. Para a vasodilatação, pode se considerar noradrenalina, eventualmente associada à adrenalina ou à vasopressina; quando a causa envolve contratilidade reduzida, foi indicada dobutamina. A reposição de volume deve ser ajustada à resposta do paciente, em vez de mantida sem reavaliação.
Sinais integrados de perfusão
A pressão arterial, isoladamente, não determina se a perfusão está adequada. A redução do lactato pode indicar melhora, assim como o aumento da temperatura periférica. A recuperação do nível de consciência também pode indicar melhora; já extremidades frias associadas a prolongamento do tempo de preenchimento capilar (TPC) podem indicar perfusão insuficiente.
A administração de noradrenalina, por causar vasoconstrição, não assegura, por si só, melhora da perfusão tecidual. O manejo deve buscar restaurar a perfusão. A diferença entre a temperatura central e a periférica, chamada de delta T, pode ser avaliada para examinar a perfusão, e extremidades muito frias podem indicar vasoconstrição.
Pulso, ritmo e contratilidade cardíaca
A avaliação cardíaca começa pela ausculta e sua correlação com o pulso palpável: confira se a frequência e o ritmo auscultados correspondem ao pulso e avalie também a qualidade do pulso e o eletrocardiograma. Pulso forte não significa necessariamente pressão arterial adequada. A arritmia sinusal respiratória é considerada normal em cães.
Para examinar a contratilidade, podem ser usadas a ultrassonografia focada à beira do leito e a ecocardiografia, que requer mais tempo; esses exames também podem auxiliar na investigação de efusão. Ao identificar alterações, deve se investigar e tratar a causa primária, como dor, pneumonia ou alterações eletrolíticas, incluindo as relacionadas ao magnésio.
Critérios para tratar arritmias
- Indicação de tratamento: Nem toda alteração de ritmo exige tratamento: é necessário determinar se provoca comprometimento hemodinâmico ou se constitui resposta compensatória.
- Taquicardia ventricular sustentada: descrita na transcrição como acima de 180, pode reduzir o enchimento cardíaco e o débito; a unidade não é especificada.
- Complexos ventriculares prematuros: associados ao fenômeno R sobre T, especialmente na presença de perfusão inadequada ou hipotensão, podem justificar intervenção medicamentosa.
- Associação QRS–“RT”: na transcrição, a associação entre complexos de QRS e o fenômeno referido como “RT” é descrita como despolarizações muito próximas, embora os termos específicos permaneçam incertos.
- Abordagem terapêutica: o tratamento pode envolver controle da causa de base ou fármacos específicos para cães e gatos.
Ritmos sem intervenção habitual
O ritmo referido como “Riva” pode se parecer com taquicardia ventricular, mas foi descrito com frequência cardíaca menor, entre 60 e 160. A identificação precisa do termo permanece incerta no material.
Nos casos mencionados, geralmente não se institui tratamento. A decisão deve considerar os efeitos do ritmo sobre a hemodinâmica e a perfusão e a possibilidade de a alteração ser resposta a outro problema clínico.
Peso como indicador de fluidos
A avaliação do balanço hídrico é introduzida, mas a descrição das condições clínicas no trecho está corrompida. Para acompanhar mudanças, registre o peso uma a duas vezes ao dia e compare, por exemplo, as medidas da manhã e da noite para estimar mudanças relacionadas à entrada e à saída de fluidos.
Um aumento do peso ao longo do dia pode refletir fluidos administrados. Esse aumento não significa necessariamente ganho de peso pela alimentação. Interprete o peso junto com a pressão arterial.
Perdas e fluidos não contabilizados
Para avaliar as perdas de fluidos, considere o que foi administrado e se o paciente está urinando; a ocorrência de diarreia também deve entrar nessa avaliação. A avaliação da hidratação cita o córtex e um parâmetro chamado “PCI”, cuja sigla está incerta, além do débito urinário.
Em pacientes pequenos, contabilize também os fluidos usados para diluir medicamentos, pois podem passar despercebidos na contabilização veterinária. Em pacientes de 1 a 2 kg, esse volume pode ser suficiente para causar sobrecarga.
Sinais de sobrecarga de volume
- Sinais de sobrecarga: secreção nasal, edema e crepitações à auscultação.
- Sinais respiratórios: aumento do esforço ou da frequência respiratória.
- Aparência ocular: alterações descritas como olhos mais “murchos”.
- Bolos de cristaloide: em pacientes hipovolêmicos ou em choque, podem ser administrados conforme a resposta.
- Reposição da desidratação: deve ser planejada ao longo de 12 a 24 horas; uma prova de carga, sozinha, não a corrige.
- Conduta diante da sobrecarga: suspender ou reduzir a fluidoterapia; pode ser necessária furosemida.
- Reavaliação: o paciente deve ser reavaliado a cada 12 horas.
Estimativa da reposição diária
Estime o déficit e, em seguida, some os componentes necessários para calcular o total de fluidos em 24 horas e a taxa horária.
- Etapa: Estime o déficit considerando o peso do paciente e a porcentagem estimada de desidratação. Essa porcentagem varia entre pacientes. A transcrição menciona valores de desidratação entre menos de 5% e mais de 12%, mas não apresenta de forma íntegra a tabela de estimativas.
- Etapa: Considere a manutenção diária, mencionada como 60; a unidade associada a esse valor e a outros elementos da fórmula não está clara na transcrição.
- Etapa: Some os volumes: O volume calculado para o déficit deve ser somado à manutenção diária, mencionada como 60, e às perdas contínuas, como vômito e diarreia.
- Etapa: Estime o total para 24 horas e a taxa horária. Um exemplo apresentado resultou em 1.600 mL.
- Etapa: Evite corrigir a desidratação como reposição urgente. A desidratação não deve ser tratada como se fosse uma reposição urgente durante anestesia. A desidratação não deve ser corrigida durante a urgência e emergência nem durante a anestesia, que é um período mais curto.
Albumina e fluido vascular
A albumina ajuda a manter o fluido dentro dos vasos. Para avaliar sua disponibilidade, monitore a albumina sérica e as proteínas totais.
Edema periférico e efusões cavitárias podem indicar albumina insuficiente, que pode favorecer a saída de fluido do espaço vascular.
Causas e manejo da hipoalbuminemia
A produção de albumina pode diminuir em casos de hepatopatia, desnutrição e inflamação. Perdas de proteínas inferidas também representam perdas de volume, embora o tipo de perda permaneça incerto.
Diante de albumina baixa, a prioridade é tratar a causa de base. Se houver hepatopatia, deve se tentar estabilizar o paciente.
Albumina e dose dos fármacos
A hipoalbuminemia aumenta a fração livre dos fármacos. Por isso, considere a concentração de albumina ao avaliar a fração livre de certos medicamentos e ao escolher as doses dos medicamentos.
Suporte nutricional à hipoalbuminemia
Na hipoalbuminemia, o suporte nutricional enteral precoce deve ser considerado. Também foram mencionados plasma, albumina e coloides sintéticos como opções, embora sejam recursos caros e nem sempre utilizados na rotina.
A albumina por via oral foi citada como capaz de elevar muito pouco a concentração. A transcrição afirma que, nesse contexto, a albumina oral não é necessária; como o trecho está corrompido, não cabe acrescentar uma recomendação além do que está claramente identificável.
Anemia e transporte de oxigênio
A redução da hemoglobina diminui a capacidade de transporte de oxigênio. Na admissão, devem ser avaliados hematócrito, proteínas totais e hemoglobina, além de perdas sanguíneas, hemorragia e hemólise, que pode comprometer a função da hemoglobina.
Os sinais descritos para anemia incluem taquicardia, taquipneia, mucosas pálidas, fraqueza e lactato aumentado. A intervenção começa pela identificação da causa, que pode envolver perda, desnutrição ou produção reduzida. Quando indicado, podem ser utilizados concentrados de hemácias, com tipagem sanguínea antes da transfusão.
Coletas seguras e cálculo transfusional
Para reduzir perdas iatrogênicas em pacientes pequenos, devem ser utilizados tubos de menor volume e planejadas coletas que permitam obter o máximo de exames possível com menos sangue. Essa precaução é particularmente relevante em pacientes de 3 a 4 kg; em um paciente de 30 kg, a mesma quantidade coletada representa uma proporção menor.
A fórmula de cálculo do volume transfusional foi mencionada, mas seus valores e constantes não estão legíveis de modo confiável. Ela prevê uma constante para o receptor e outra para o doador, embora os termos correspondentes estejam corrompidos na transcrição. Os laboratórios que fornecem a bolsa costumam disponibilizar essa fórmula, que distingue constantes para cão e gato.
Preparação e início da transfusão
- Etapa: Antes da transfusão, devem ser realizadas tipagem sanguínea, avaliação dos sinais vitais e pesagem para estimar a necessidade do paciente.
- Etapa: Iniciar a administração com 0,5 mL/kg; o trecho também associa o início a um período de 15 a 30 minutos, mas apresenta repetição e unidade incerta, então esse valor deve ser interpretado com cautela.
- Etapa: Monitorar durante o início: verificar temperatura, frequência cardíaca e frequência respiratória a cada 10 a 15 minutos.
- Etapa: Interromper a transfusão na ocorrência de reação.
- Etapa: Encerrar a transfusão em aproximadamente quatro horas.
Reações e acompanhamento transfusional
A administração preventiva de corticoide antes da transfusão foi considerada ineficaz. Após o procedimento, o volume globular pode ser reavaliado uma a duas horas depois e novamente após 24 horas. A resposta pode ser limitada se persistir a causa da anemia, como um patógeno ou hemorragia não controlada.
No início, podem ocorrer aumento de temperatura, frequência cardíaca e frequência respiratória. Entre as reações mencionadas estão febre, urticária, vômito, hemólise e sobrecarga de volume. Algumas reações podem ser observadas entre 12 e 24 horas após a transfusão e persistir por mais de um dia.
Metabolismo
Monitoramento da glicemia
A glicemia deve ser medida de uma a quatro vezes ao dia, com aferições mais próximas quando a condição exigir controle rigoroso. Neonatos, pacientes com sepse e pacientes diabéticos podem requerer essa frequência maior, pois a glicemia pode se alterar em curto intervalo. A avaliação deve considerar tanto hipoglicemia quanto hiperglicemia; também inclui glicose, eletrólitos, nutrição e doses dos medicamentos.
Entre os sinais de hipoglicemia estão fraqueza, tremores, ataxia e convulsões. Uma convulsão pode decorrer de hipoglicemia e ser confundida com uma alteração neurológica primária; nesse caso, podem ser usados anticonvulsivantes sem que a causa metabólica seja corrigida.
Condutas para glicemia alterada
Diante de uma alteração glicêmica, diferencie a conduta descrita para hipoglicemia daquela para hiperglicemia.
- Etapa: Na hipoglicemia, administrar dextrose a 50% por via intravenosa, diluída antes da aplicação. A glicose a 50% deve ser administrada lentamente por via intravenosa para reduzir o risco de lesão vascular.
- Etapa: Considerar a infusão contínua de dextrose a 2,5% a 5% quando necessário.
- Etapa: Interpretar com cautela a diluição inicial descrita como “1 para 2” e “1 por 4”: a formulação está corrompida e não permite determinar com segurança a proporção exata.
- Etapa: Na hiperglicemia, deve se investigar a causa. Pode ser utilizada insulina regular, por exemplo, em cetoacidose.
- Etapa: Considerar que a insulina NPH foi mencionada para situações diferentes.
Hipercalemia e proteção cardíaca
As alterações de sódio e potássio foram destacadas como frequentes e potencialmente críticas em emergências. Por isso, A avaliação do potássio deve considerar tanto a hipercalemia grave quanto a hipocalemia grave. Na hipercalemia grave, foi descrito um paciente sem micção por uma semana, com bexiga muito distendida e alterações eletrocardiográficas; O potássio pode alterar significativamente a condução cardíaca.
Nesse contexto, O gluconato de cálcio foi indicado para proteção do coração, sem efeito de controle da hipercalemia. A dose mencionada foi de 0,5 a 1,5 mL/kg, administrada lentamente e com monitoramento eletrocardiográfico, devido ao risco de complicações.
Deslocamento e remoção do potássio
Para deslocar o potássio para dentro das células, pode se associar insulina regular intravenosa e glicose. A glicemia deve ser aferida antes da administração e acompanhada posteriormente, pois pode ocorrer hipoglicemia nas horas seguintes. A comunicação entre quem estabiliza o paciente e quem fica responsável pelo internamento ajuda a manter a vigilância e corrigir uma eventual redução da glicose.
O bicarbonato foi mencionado como opção em algumas situações, com a ressalva de que sua indicação requer exames e avaliação mais completos. Na hipercalemia associada à obstrução, a conduta é mencionada, mas a intervenção específica permanece ambígua. Para remover potássio, deve se tratar a causa, incluindo desobstrução urinária quando indicada, e corrigir a hidratação e a perfusão. A abordagem busca restaurar a diurese, com cuidado na fluidoterapia.
Hipocalemia e equilíbrio ácido base
A hipocalemia grave foi associada sobretudo a pacientes com doença renal crônica, particularmente gatos. A reposição pode ser realizada com cloreto de potássio, mas requer controle rigoroso da taxa: o composto também foi associado à eutanásia e a uma administração inadequada.
O equilíbrio ácido base e o lactato foram apontados como parâmetros importantes na terapia intensiva. Alterações podem demandar ajustes ventilatórios e de outras intervenções. A avaliação deve ser seriada, com gasometrias repetidas para acompanhar a evolução, pois a interpretação de um lactato isolado não permite distinguir adequadamente melhora de piora.
Gasometria e ajuste ventilatório
Foram mencionadas acidose e alcalose metabólicas e respiratórias, mas a transcrição menciona dois tipos de gasometria sem especificá los claramente. Para avaliar a componente respiratória e orientar mudanças na ventilação, é necessária uma gasometria arterial; uma amostra venosa não substitui essa avaliação. Distúrbios também podem coexistir, como na acidose metabólica compensada por alcalose respiratória.
A interpretação deve considerar o conjunto dos parâmetros e sua evolução, não apenas um valor isolado. Conforme a avaliação do paciente, alterações podem exigir ajustes na ventilação mecânica, na frequência respiratória ou no volume corrente.
Ingestão e risco nutricional
A nutrição contribui para preservar a musculatura, apoiar a resposta à infecção e permitir a reparação de danos. Para avaliar se a ingestão atende às necessidades, registre há quantos dias o paciente está se alimentando, incluindo o período anterior à internação, e compare a ingestão real com a meta nutricional. A aceitação espontânea de alimento não garante que a ingestão seja suficiente; se for insuficiente, pode ser necessária suplementação.
Na avaliação, considere também o volume administrado, os vômitos e as perdas, pois podem comprometer ainda mais o estado nutricional. Em pacientes debilitados, reintroduza a alimentação com cautela diante do risco de síndrome de realimentação.
Vias de suporte nutricional
- Via oral: A nutrição oral é considerada a via ideal de alimentação e a forma mais natural, favorecendo a nutrição dos enterócitos.
- Nutrição enteral precoce: Quando a via oral não for possível ou suficiente, recomenda se iniciar precocemente a nutrição enteral para preservar os enterócitos.
- Outras vias: Quando a alimentação oral não for suficiente ou possível, podem ser utilizadas sondas alimentares, esofagostomia, gastrostomia, jejunostomia ou nutrição parenteral.
- Vômito, pancreatite ou obstrução: Podem impedir a administração adequada de alimento ao estômago e exigir outra via.
- Escolha da sonda: A escolha da sonda depende do tempo previsto de uso e do objetivo nutricional.
- Compatibilidade: A administração e a via devem ser compatíveis com a condição clínica e a tolerância do paciente.
Sondas por duração de uso
A escolha da sonda depende do tempo de uso e da via que pode ser utilizada. Para poucos dias, a sonda nasogástrica não requer anestesia e permite apenas dietas líquidas; se permanecer por semanas, pode favorecer infecção e piorar o quadro.
Para períodos de semanas a meses, a esofagostomia é uma opção: requer anestesia breve, permite dieta pastosa e é utilizada com frequência em gatos. Já a sonda de gastrostomia deve permanecer por pelo menos 10 a 14 dias antes de ser retirada.
Jejunostomia e infusão contínua
Quando uma complicação localizada no estômago leva à necessidade de contorná lo, a jejunostomia pode ser considerada. Nessa via, o alimento é administrado por infusão contínua, e não em refeições separadas ao longo do dia; em pacientes hospitalizados, essa administração pode utilizar bombas de infusão.
A escolha da via considera a duração desejada, o estado gastrointestinal e a possibilidade de utilizar o estômago. Em geral, a jejunostomia não costuma ser mantida por tanto tempo quanto a gastrostomia.
Interações e metabolismo dos fármacos
A prescrição deve ser revisada diariamente, considerando dose, intervalo e via de administração, além de possíveis interações. Por exemplo, é preciso verificar se a administração conjunta de um antibiótico e um analgésico causa interação medicamentosa. Fármacos incompatíveis não devem ser misturados na mesma seringa.
A função hepática e renal altera a metabolização dos fármacos, e a hipoalbuminemia pode aumentar a fração livre dos medicamentos. Noradrenalina e outras medicações devem utilizar acessos separados, pois a administração em bolus de um vasopressor pode causar complicações graves.
Ajustes e segurança farmacológica
A revisão da farmacoterapia deve considerar a condição clínica: em pacientes com insuficiência renal, podem ser necessários ajustes de dose ou intervalo e, conforme a recomendação apresentada, deve se evitar aminoglicosídeos. Na hepatopatia, foi indicado evitar benzodiazepínicos. Já os anti inflamatórios não esteroidais devem ser evitados em hipovolemia e hipotensão, pois podem agravar condições já comprometidas.
Na conferência da prescrição, suspenda fármacos sem indicação atual e verifique se há medicamentos ou doses inadequados a determinadas espécies; parte dos nomes citados nessa recomendação está corrompida. O paracetamol não deve ser usado em gatos. Confira também as unidades: confundir miligramas com microgramas pode levar à administração de uma dose muito maior.
Função dos órgãos
Medidas e exame respiratório
Para avaliar a função respiratória, diferencie oxigenação de ventilação: a oxigenação pode ser avaliada pela PaO₂ e pela SpO₂, enquanto a ventilação é avaliada pela PaCO₂ e pela pressão parcial de CO₂ indicada como “IPCO₂”.
Complete as medidas com a avaliação clínica: observe frequência, padrão e esforço respiratórios, além da respiração e do nível de consciência; observe também a cor das mucosas. Uma frequência respiratória adequada não exclui alteração no padrão respiratório.
Sinais adicionais e agravamento
A avaliação da oxigenação e da ventilação ajuda a verificar se o oxigênio está chegando ao organismo. Como complemento, a oximetria de pulso fornece informações sobre a saturação e a onda do sinal.
Na avaliação mais ampla da função dos órgãos, consideram se também a motilidade e as mucosas gastrointestinais. Acompanhe sinais de agravamento: a hipercoagulabilidade ou o sangramento difuso podem agravar o quadro e levar ao óbito. A resposta de Cushing é descrita como hipertensão, bradicardia e alteração respiratória.
Exames e suporte respiratório
A avaliação respiratória combina exames arteriais, capnografia e ultrassonografia pulmonar. Na avaliação arterial foram citados PaO₂, PaCO₂ e a relação entre PaO₂ e FiO₂. Na capnografia pode ser observado o CO₂ expirado. Na ultrassonografia pulmonar, podem ser identificadas linhas B, associadas a alterações pulmonares e à presença de fluido.
O suporte pode incluir oxigênio suplementar, ventilação mecânica e tratamento da causa. Também foram mencionados procedimentos para pneumotórax e furosemida em casos de edema pulmonar. A decisão deve considerar a condição que explica a alteração respiratória.
Saturação abaixo de noventa
Uma SpO₂ abaixo de 90%, associada a PaO₂ aproximada de 60 mmHg, é sinal de gravidade e exige resposta emergencial. A relação entre PaO₂ e saturação torna se mais acentuada abaixo de aproximadamente 60 mmHg: pequenas quedas da PaO₂ podem corresponder a reduções maiores da saturação.
Consciência e exame neurológico
O nível de consciência deve ser avaliado porque o sistema nervoso central pode ser afetado pela redução da oferta de oxigênio. O paciente pode ser classificado como alerta, deprimido, em estupor ou em coma.
A avaliação neurológica inclui tamanho e simetria pupilar, reflexo pupilar à luz e reflexo oculocefálico. Neste último, observa se se os olhos se movem adequadamente quando a cabeça é reposicionada; a ausência da resposta deve ser registrada. Também foram mencionadas alterações associadas a trauma cranioencefálico, incluindo um reflexo referido na transcrição como “de Cushing”.
Corrigindo causas neurológicas reversíveis
Diante de alteração do nível de consciência, corrija primeiro causas reversíveis: alterações de oxigenação, ventilação e glicemia, além de hipotensão. Também considere a pressão intracraniana. Se houver suspeita de elevação, foi mencionada a possibilidade de elevar discretamente a cabeça e administrar manitol a 0,5 a 1 g/kg, lentamente, ou solução hipertônica. A escolha depende da pressão arterial e da avaliação do paciente.
Convulsões não atribuídas à hipoglicemia, ou que persistam após sua correção, podem requerer anticonvulsivante; parte da formulação dessa orientação está parcialmente corrompida.
Pontuação da escala de Glasgow
A escala de coma de Glasgow modificada para animais reúne três componentes: atividade motora, reflexos do tronco encefálico e nível de consciência. Acompanhe a pontuação ao longo do tempo para avaliar a evolução.
| Aspecto | Descrição |
|---|---|
| Componentes | atividade motora, reflexos do tronco encefálico e nível de consciência |
| Pontuação por componente | Cada componente recebe pontuação de 1 a 6 |
| Pontuação total | Seis pontos em cada componente totalizam 18 pontos; as pontuações mínimas somam três |
| Classificação | Grave: 3 a 8; intermediário: 9 a 14; bom: 15 a 18 |
| Acompanhamento | A evolução seriada é mais informativa do que uma pontuação isolada. |
Seis pontos indicam a condição mais próxima do normal; um ponto, a alteração mais grave.
Motilidade e sinais gastrointestinais
A avaliação gastrointestinal começa pelo exame abdominal e pela motilidade; como a hipomotilidade pode decorrer de diferentes causas, é importante acompanhar o quadro clínico. Registre apetite, náusea, vômito, regurgitação, distensão abdominal e aspecto das fezes, incluindo diarreia, melena e hematoquezia.
A cor do sangue pode ajudar a distinguir sua apresentação, mas o trecho que relaciona essa cor à localização do sangramento está parcialmente corrompido. Quando compatível com a condição do paciente, a nutrição enteral deve ser iniciada tão precocemente quanto possível para preservar os enterócitos.
Opções para motilidade gastrointestinal
Quando indicada e sem contraindicação, a intervenção pode incluir pró cinéticos, como metoclopramida ou cisaprida, para estimular a motilidade. Também foram mencionados antieméticos, incluindo maropitant e outro fármaco cujo nome está corrompido, além de um protetor gástrico identificado na transcrição como pantoprazol.
A escolha dos medicamentos deve considerar o quadro clínico e situações em que determinado fármaco não seja adequado. Acompanhe a motilidade junto com o monitoramento da ingestão, das perdas e da resposta à alimentação.
Produção urinária e função renal
A avaliação da função renal inclui o acompanhamento da produção urinária, que pode ser monitorada por sistema fechado ou pela pesagem de tapetes. Se o paciente não esvazia a bexiga espontaneamente, pode se recorrer à sondagem, embora ela não seja ideal, ou realizar expressão vesical periodicamente. O sistema fechado exige um ambiente de internamento higienizado e bem controlado, pois a manutenção inadequada pode criar outro foco de infecção.
A pesagem dos tapetes pode ser imprecisa quando o paciente os mastiga; uma alternativa descrita é comparar o peso pela manhã e à noite. A avaliação laboratorial inclui creatinina, ureia e SDMA, mencionada como parâmetro utilizado especialmente em gatos e considerada mais precoce.
Densidade urinária e suporte renal
A densidade urinária deve ser interpretada junto à produção: um volume aparentemente adequado pode coexistir com densidade baixa e alteração renal importante. Por isso, também se acompanham o peso e a pressão arterial. O suporte inclui restaurar a perfusão, corrigir pressões muito baixas ou elevadas e desobstruir as vias urinárias quando necessário.
Deve se evitar, tanto quanto possível, fármacos nefrotóxicos. A furosemida foi mencionada para situações de sobrecarga, mas a prevenção da sobrecarga é preferível. Em pacientes refratários, pode ser necessária terapia de substituição renal, como hemodiálise ou diálise, quando disponível.
Estágios da lesão renal aguda
A lesão renal aguda pode ser estadiada pela classificação da Sociedade Internacional de Interesse Renal, em graus de 1 a 5. A classificação considera creatinina, azotemia, produção urinária e uso de terapia de substituição renal, incluindo hemodiálise e diálise.
A aplicação desses critérios permite acompanhar o estágio e a evolução do paciente. Como não foram apresentados limites quantitativos para cada grau, esses valores não são especificados.
Sinais clínicos de sangramento
O sangramento pode não ser imediatamente evidente: petéquias, hematúria e edema podem acompanhar perda sanguínea mesmo sem hemorragia ativa claramente visível. Por isso, a interpretação integra os achados clínicos e laboratoriais.
A avaliação inclui plaquetas, TTPa, fibrinogênio e os demais parâmetros de coagulação. Também foi mencionada a possibilidade de gatos apresentarem paresia associada a um evento tromboembólico; o trecho sobre essa associação está parcialmente corrompido.
Fases da coagulação intravascular disseminada
Na hipocoagulabilidade, pode ser considerado plasma fresco congelado, descrito como caro e de difícil obtenção. A vitamina K pode ser utilizada quando a alteração envolve uma etapa da cascata de coagulação dependente desse composto.
A coagulação intravascular disseminada (CID) pode começar com uma fase hipercoagulável e evoluir para uma fase hipocoagulável. Na fase inicial, primeiro surgem microtrombos; na fase tardia, há consumo de plaquetas e fatores de coagulação. Entre os fatores associados foram citados sepse, trauma, neoplasias, pancreatite, internação e aumento importante da temperatura; parte dessa lista está corrompida.
Tratamento e reavaliação da CID
O tratamento da CID requer controle da causa de base. Conforme a fase e a condição do paciente, pode incluir plasma ou heparina.
Como a CID pode evoluir de hipercoagulabilidade para hipocoagulabilidade, alterações dos parâmetros e o consumo de componentes da coagulação podem modificar o risco ao longo do tempo. Por isso, é necessária a reavaliação. A transcrição também menciona outra intervenção, mas seu nome está corrompido e não pode ser identificado com segurança.
Cuidados gerais
Temperatura e perfusão periférica
A temperatura corporal deve ser monitorada a cada quatro a oito horas, com avaliação das extremidades. A diferença entre temperatura central e periférica, chamada delta T, pode contribuir para avaliar a perfusão; extremidades muito frias podem acompanhar vasoconstrição. Também devem ser consideradas a temperatura da mesa e dos fluidos, pois a mesa pode interferir na perda de temperatura do paciente.
O contato com superfícies frias pode favorecer a perda térmica. Para reduzi la, foram descritos materiais isolantes sob o paciente e cobertura por cima; uma camada isolante entre o paciente e a mesa ajuda a evitar a perda de calor por contato. Tremores e alterações respiratórias também podem acompanhar a perda de temperatura.
Aquecimento e resfriamento seguros
Na hipotermia, pode ser realizado aquecimento gradual e podem ser utilizados fluidos aquecidos. É preciso evitar calor diretamente sobre a pele, pois pode causar queimaduras; colchões de aquecimento também podem causar queimaduras em pacientes. O uso de gelo em animais foi desaconselhado por poder provocar vasoconstrição.
Na hipertermia, foram descritos cães que chegam do calor com temperaturas de 42 a 43 °C, associadas a alto risco de óbito e muito difíceis de controlar. Também foi mencionado um animal que chegava em contexto de verão e podia apresentar hipertermia nessa faixa. A abordagem inclui tranquilização, resfriamento gradual com água, ventilação e ar condicionado.
Vigilância imune e prevenção infecciosa
A vigilância da imunidade inclui o leucograma: a avaliação considera hemograma, desvio à esquerda e presença de neutrófilos tóxicos, além de temperatura e sinais de disfunção orgânica. A transcrição recomenda troca de cateteres a cada 12 a 24 horas e alerta que manter um cateter desde o início da semana até o final sem substituição pode favorecer um foco infeccioso.
Para investigar possíveis focos, deve se realizar cultura do material coletado e avaliar feridas, urina e radiografias torácicas, inclusive para investigar pneumonia aspirativa. O tipo da radiografia aparece transcrito como “toástica”. A intervenção também inclui higienização das mãos e do ambiente e controle do foco infeccioso.
Cultura orienta antimicrobianos
Em pacientes com sepse, foi mencionada antibioticoterapia empírica de amplo espectro durante a internação até que a cultura identifique a bactéria e sua sensibilidade aos antimicrobianos. A transcrição não permite recuperar com segurança o nome do fármaco ou protocolo inicialmente citado.
Com os resultados da cultura e a evolução clínica, a terapia deve ser reavaliada para verificar se o tratamento segue adequado. A prevenção de infecção também depende dos cuidados com cateteres, feridas e dispositivos, além da higiene do ambiente.
Fases e recursos para feridas
Feridas podem apresentar exsudato, granulação ou necrose. Por isso, o tratamento deve acompanhar a fase observada, e o tipo de curativo deve ser escolhido conforme essa fase.
O trecho menciona uma fase úmida e uma etapa relacionada ao mel, mas os termos estão corrompidos. O açúcar também é citado como recurso para algumas feridas.
Limpeza e proteção da ferida
Na limpeza da ferida, o cuidado pode incluir lavagem com solução cristaloide e remoção de tecido muito alterado. Para evitar que o paciente alcance ou mexa na ferida, o trecho também recomenda o uso de colar; o tipo de colar não está claro.
Reavaliação e segurança da bandagem
As bandagens devem ser trocadas a cada 12 a 24 horas e também quando estiverem molhadas ou sujas. Nas revisões, é preciso verificar se a quantidade, a frequência e o tipo utilizados são adequados.
Uma extremidade fria ou com coloração alterada após a bandagem pode indicar constrição; se a bandagem estiver causando constrição, deve ser afrouxada.
Escalas e analgesia multimodal
A avaliação da dor deve ser periódica, idealmente a cada duas a seis horas, conforme o evento clínico e a evolução do paciente. Foram citadas escalas validadas para cães e gatos, que consideram o comportamento, a postura, a organização e a tentativa de proteger uma área dolorosa.
Para controlar a dor, pode se combinar opioides, bloqueio anestésico regional e infusões de cetamina, lidocaína ou dexmedetomidina; em pacientes selecionados, também podem ser usados relaxante muscular ou dipirona. A combinação deve considerar os diferentes aspectos da dor.
Mobilização e conforto na enfermagem
O suporte de enfermagem vai além da analgesia: ambiente, colchão, aquecimento e posicionamento devem proporcionar conforto, inclusive para o paciente que permanece em gaiola. Em casos de coma ou nível de consciência muito reduzido, altere o decúbito para evitar lesões de pressão. Os olhos precisam de lubrificação quando permanecem parcialmente abertos, especialmente em pacientes braquicefálicos.
A rotina pode incluir hidratação da cavidade oral, elevação confortável da cabeça e fisioterapia, sobretudo após neurocirurgia ou ortopedia. Quando o paciente sai da anestesia com a boca muito seca, pode se oferecer água para ajudar na hidratação. Cateteres e bexiga também devem ser reavaliados; se não houver esvaziamento espontâneo, pode se considerar sondagem ou expressão periódica, embora a sondagem não seja descrita como ideal.
Manejo comportamental e bem estar
O manejo do estresse também integra o cuidado, e o comportamento pode melhorar ou piorar durante a internação. Cães e gatos devem ser manejados considerando suas diferenças, evitando, quando possível, mantê los no mesmo ambiente.
Passeios para cães, períodos fora da gaiola e visitas dos tutores foram descritos como práticas de conforto. A interação cuidadosa com o paciente e seus responsáveis também importa: o manejo cuidadoso e afetuoso ajuda a reduzir o estresse do paciente. Bem estar e contato afetuoso fazem parte da assistência, ao lado dos parâmetros clínicos.
Uso prático e reavaliação
Registro e passagem entre plantões
Use o checklist para registrar a evolução do paciente e transmitir prioridades entre plantões.
- Etapa: Organize a revisão diária. Os quatro grupos — hemodinâmica e perfusão, metabolismo, função dos órgãos e cuidados gerais — ajudam a organizar a revisão diária, idealmente realizada duas vezes ao dia.
- Etapa: Registre a avaliação. O checklist pode registrar cada parâmetro em categorias como normal, reavaliar ou intervir.
- Etapa: Atualize as prioridades a cada 12 horas. A equipe pode indicar qual parâmetro precisa ser corrigido, permitindo que o plantão seguinte reconheça as prioridades.
- Etapa: Consulte a ficha do semáforo. A ficha do semáforo registra os parâmetros, incluindo a temperatura, a cada 12 horas; não fica esclarecido se esse intervalo se aplica a todos eles.
- Etapa: Acompanhe as tendências. A tendência deve ser acompanhada para reconhecer mudanças antes que se agravem.
Exames guiados pela avaliação clínica
A avaliação clínica do paciente deve orientar a interpretação dos exames. Inspecionar a respiração, o nível de consciência, a perfusão e o estado geral complementa os resultados laboratoriais e de imagem. O exame alterado não determina automaticamente uma intervenção se o paciente estiver clinicamente estável; da mesma forma, resultados aparentemente aceitáveis não substituem a observação direta.
A frequência de reavaliação depende da gravidade: pacientes estáveis podem ser avaliados em intervalos maiores, enquanto quadros graves exigem verificações mais frequentes, inclusive a cada 30 minutos, uma hora ou quatro a seis horas, conforme a necessidade.
Tendências que antecipam deterioração
Registrar os parâmetros é parte do acompanhamento, mas é preciso observar o que acontece com o paciente ao longo do tempo. Tendências como frequência cardíaca persistentemente elevada ou temperatura em queda podem sinalizar deterioração, mesmo antes de uma alteração isolada se tornar evidente.
Na emergência e na terapia intensiva, a identificação precoce dos problemas permite intervir antes que se tornem graves. Por isso, a avaliação deve combinar exame clínico, parâmetros seriados e comunicação clara entre os profissionais, com atenção à evolução e à resposta às medidas adotadas.
Dicas Para Provas
Uso e objetivo do checklist
Criado por Kirby em 2013, o checklist da Regra dos 20 reúne 20 parâmetros para avaliação. Deve ser usado pelo menos uma vez ao dia; o uso ideal é duas vezes ao dia.
Acompanhar os parâmetros pode revelar alterações antes de sinais clínicos. Por isso, vale observar tendências mais do que valores isolados. O checklist também padroniza a comunicação da equipe e busca favorecer a intervenção precoce desde a infecção ou o início da sepse.
Quatro grupos de avaliação
A Regra dos 20 organiza os parâmetros em quatro grupos. Essa divisão orienta a leitura dos aspectos avaliados nos próximos blocos.
- Perfusão e hemodinâmica: grupo que reúne parâmetros de perfusão e hemodinâmica.
- Metabolismo: grupo que aborda o metabolismo.
- Função dos órgãos: grupo que aborda a função dos órgãos.
- Cuidados gerais: grupo que aborda os cuidados gerais.
Perfusão e entrega de oxigênio
A avaliação hemodinâmica e da perfusão busca verificar se o oxigênio está chegando aos tecidos. Para isso, considera se o sangue tem força e fluxo suficientes e se volume e oxigênio são adequados. A pressão arterial, a frequência cardíaca e a contratilidade são parâmetros usados nessa avaliação. O balanço hídrico, a albumina e a pressão hidrostática também são considerados; esta última influencia se o fluido permanece no vaso ou extravasa. Já a hemoglobina transporta oxigênio aos tecidos. Fluxo sanguíneo suficiente não garante, por si só, oxigenação adequada.
Metabolismo e fármacos
O metabolismo usa combustível para o funcionamento do organismo. Sua avaliação busca uma glicose adequada, pois a hiperglicemia não é considerada benéfica, e considera que nutrientes e eletrólitos contribuem para o fornecimento de combustível. Também verifica se a metabolização dos fármacos e de outros componentes está adequada. Para os fármacos, considera dose e metabolização. A transcrição menciona uma conduta para paciente obstruído com hipercalemia, mas a intervenção específica está ambígua.
Oxigenação e função dos órgãos
A avaliação da oxigenação e da ventilação verifica se o oxigênio está chegando ao organismo e ajuda a determinar se é necessária suplementação de oxigênio ou ventilação mecânica. Na função dos órgãos, avaliam se nível de consciência, motilidade e mucosas gastrointestinais e função renal. O rebaixamento da consciência pode indicar que o sistema nervoso não recebe oxigênio suficiente. Hipercoagulabilidade ou sangramento difuso podem agravar o quadro e levar ao óbito.
Cuidados gerais e antibioticoterapia
Nos cuidados gerais, acompanham se o conforto, a temperatura, a antibioticoterapia e os cuidados com as bandagens.
- Conforto no ambiente: avalia se se o paciente está confortável no ambiente.
- Temperatura: verificam se alterações de temperatura.
- Antibioticoterapia: verifica se se o paciente está recebendo antibioticoterapia adequada.
- Bandagens da ferida: verifica se se as bandagens são adequadas.
- Quantidade, frequência e tipo: verifica se a adequação da quantidade, da frequência e do tipo utilizados nas bandagens.
- Controle: o controle mencionado é considerado essencial entre os cuidados gerais.
- Enfermagem e mobilização: são aspectos considerados nos cuidados gerais.
- Colchão e condição “aberto”: a avaliação considera o colchão e a condição descrita como estar “aberto”.
- Carinho: faz parte dos cuidados gerais ao paciente.
- Caso de “sexo”: “sexo” é um termo incerto na transcrição; recomenda se iniciar tratamento de amplo espectro enquanto se aguarda a cultura para identificar a bactéria e o antibiótico ao qual ela é sensível.
Uso e finalidade do checklist
O checklist da Regra dos 20 foi criado por Kirby em 2013 e reúne 20 parâmetros. Deve ser aplicado ao menos uma vez por dia e, idealmente, duas vezes por dia.
A avaliação pode detectar alterações antes do aparecimento de sinais clínicos; por isso, considere mais a tendência do que um valor isolado. O checklist padroniza a comunicação da equipe e busca favorecer a intervenção precoce desde a infecção ou o início da sepse.
Os quatro grupos avaliados
A Regra dos 20 organiza os parâmetros avaliados em quatro grupos:
- Perfusão e hemodinâmica: grupo que reúne os parâmetros de perfusão e hemodinâmica.
- Metabolismo: grupo que reúne os parâmetros relacionados ao metabolismo.
- Função dos órgãos: grupo que reúne os parâmetros relacionados à função dos órgãos.
- Cuidados gerais: grupo que reúne os cuidados gerais.
Perfusão e entrega de oxigênio
A avaliação hemodinâmica e da perfusão verifica se o oxigênio está chegando aos tecidos: considera se o sangue tem força e fluxo suficientes para levar volume e oxigênio aos tecidos. A pressão arterial, a frequência cardíaca e a contratilidade são parâmetros usados nessa avaliação. O balanço hídrico, a albumina e a pressão hidrostática também são considerados.
A pressão hidrostática influencia se o fluido permanece no vaso ou extravasa. Já a hemoglobina transporta oxigênio aos tecidos. Por isso, fluxo sanguíneo suficiente, por si só, não garante oxigenação adequada.
Combustível e avaliação metabólica
O metabolismo utiliza combustível para o funcionamento do organismo. Na avaliação da glicose, busca se um valor adequado, pois a hiperglicemia não é considerada benéfica.
A avaliação metabólica também inclui verificar se fármacos e outros componentes são metabolizados adequadamente, considerando a dose e a metabolização dos fármacos. Nutrientes e eletrólitos contribuem para o fornecimento de combustível.
Oxigenação e função dos órgãos
A avaliação da oxigenação e da ventilação verifica se o oxigênio chega ao organismo e ajuda a determinar se o paciente precisa de suplementação de oxigênio ou ventilação mecânica. Na função dos órgãos, observam se nível de consciência, motilidade e mucosas gastrointestinais e função renal.
O rebaixamento da consciência pode indicar oferta insuficiente de oxigênio ao sistema nervoso. Hipercoagulabilidade ou sangramento difuso podem agravar o quadro e levar ao óbito. A transcrição menciona uma conduta para paciente obstruído com hipercalemia, mas a intervenção específica está ambígua.
Cuidados gerais e antibioticoterapia
Nos cuidados gerais, observe se há conforto no ambiente, alterações de temperatura e adequação da antibioticoterapia. Para as feridas, avalie as bandagens da ferida e se a quantidade, frequência e tipo utilizados são adequados. O controle mencionado na aula é considerado essencial; a avaliação também inclui enfermagem, mobilização, colchão, a condição descrita como estar “aberto” e carinho.
O trecho recomenda iniciar tratamento de amplo espectro enquanto se aguarda a cultura, que deve identificar a bactéria e o antibiótico ao qual ela é sensível. A situação associada à recomendação contém o termo incerto “sexo”, portanto seu significado não pode ser determinado pelo trecho.
Uso e finalidade do checklist
Criada por Kirby em 2013, a Regra dos 20 é um checklist com 20 parâmetros. Deve ser aplicada pelo menos uma vez ao dia; o ideal é aplicá la duas vezes.
A avaliação pode identificar alterações antes dos sinais clínicos, por isso é mais útil observar tendências mais do que valores isolados. O checklist também padroniza a comunicação da equipe e busca favorecer a intervenção precoce desde a infecção ou o início da sepse.
Quatro grupos de avaliação
Os parâmetros da Regra dos 20 são organizados em quatro grupos, que orientam a avaliação do paciente.
- Perfusão e hemodinâmica: grupo de avaliação da Regra dos 20.
- Metabolismo: grupo de avaliação da Regra dos 20.
- Função dos órgãos: grupo de avaliação da Regra dos 20.
- Cuidados gerais: grupo de avaliação da Regra dos 20.
Perfusão e entrega de oxigênio
A avaliação da perfusão e da hemodinâmica verifica se o sangue tem força e fluxo suficientes para levar volume e oxigênio aos tecidos. A pressão arterial, a frequência cardíaca e a contratilidade são considerados nessa avaliação. O balanço hídrico, a albumina e a pressão hidrostática também são parâmetros relacionados à avaliação; a pressão hidrostática influencia se o fluido permanece no vaso ou extravasa.
A hemoglobina transporta oxigênio aos tecidos, mas fluxo suficiente não garante oxigenação adequada. Na hipercalemia associada à obstrução, a transcrição menciona uma conduta, mas não identifica a intervenção específica.
Combustível e metabolismo
O metabolismo utiliza combustível para o funcionamento do organismo. Por isso, na avaliação da glicose, busca se um valor adequado ao paciente; a hiperglicemia não é considerada benéfica. Nutrientes e eletrólitos contribuem para fornecer combustível ao organismo.
A avaliação metabólica também verifica se fármacos e outros componentes são metabolizados adequadamente. Para os fármacos, considera a dose e sua metabolização.
Oxigenação e função dos órgãos
A avaliação da oxigenação e da ventilação verifica se o oxigênio está chegando ao organismo. Essa avaliação ajuda a decidir se o paciente precisa de suplementação de oxigênio ou ventilação mecânica.
Na função dos órgãos, avalia se o nível de consciência, a motilidade e as mucosas gastrointestinais, além da função renal. O rebaixamento da consciência pode indicar oferta insuficiente de oxigênio ao sistema nervoso. Hipercoagulabilidade ou sangramento difuso podem agravar o quadro e levar ao óbito.
Cuidados gerais e antibioticoterapia
Nos cuidados gerais, observe se o paciente está confortável no ambiente, se houve alterações de temperatura e se a antibioticoterapia é adequada. Também avalie se as bandagens da ferida são apropriadas quanto à quantidade, à frequência e ao tipo. O controle mencionado é considerado essencial; enfermagem, mobilização, colchão e uma condição descrita como estar “aberto” também entram nessa avaliação. O carinho é apresentado como cuidado ao paciente.
A transcrição recomenda que, em caso de “sexo” (termo incerto), seja iniciado tratamento de amplo espectro enquanto se aguarda a cultura, que identifica a bactéria e o antibiótico ao qual ela é sensível.
Reflexão Sion
Cuidar com atenção
A Regra dos 20 acompanha tendências em 20 parâmetros e ajuda a equipe a reconhecer a piora antes de sinais clínicos evidentes. Esse cuidado atento, que não reduz o paciente a um valor isolado, pode expressar a fé cristã em serviço concreto e perseverante. Em Jesus, servir com amor também pode começar por proteger e aliviar quem está vulnerável.
Tudo o que fizerem, façam de todo o coração, como para o Senhor, e não para os homens.Colossenses 3:23
Leia Colossenses 3:23 e reflita sobre o cuidado no plantão.