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MedVet7 PeríodoOdontologia VeterináriaAnatomia do Dente

Anatomia do Dente em Animais Domésticos e Silvestres

A identificação de microrganismos anaeróbicos e bacilares pode orientar a escolha de antibióticos quando seu uso for necessário. O antibiótico isoladamente não resolve a doença periodontal: mesmo que reduza ou elimine temporariamente parte da microbiota, a enfermidade depende de

Duracao: 29 min

Topicos da aula

  • Anatomia do Dente

Overview

Mapa da anatomia dental veterinária

Esta aula apresenta um mapa integrado da saúde e da anatomia dental veterinária, conectando higiene oral, prevenção da doença periodontal e repercussões sistêmicas. A compreensão parte da microbiota e das limitações da escovação, avança pela organização do dente e do periodonto, e alcança radiografias, maturidade, dentição, esfoliação e desgaste. Ao longo do percurso, a anatomia radicular, o delta apical, a oclusão e a diversidade entre espécies orientam a interpretação clínica e o planejamento de cuidados. O odontograma organiza esse conhecimento, enquanto histórias de vida e características ambientais ajudam a interpretar alterações e estimar diferenças relativas de idade. Em todos os temas, não se deve extrapolar diretamente parâmetros entre espécies.

Higiene oral e prevenção da doença periodontal

Escovação adaptada para cães

Escovas dentais adaptadas para cães podem ser utilizadas quando têm tamanho compatível com a cavidade oral e permitem acesso adequado às superfícies dentárias. Escovas de dentes recomendadas por dentistas possuem maior quantidade e cerdas mais finas para permitir o alcance de regiões de difícil acesso. Em contrapartida, escovas muito grandes podem dificultar o procedimento e aumentar o risco de trauma, especialmente quando empregadas de maneira agressiva.

A higiene oral mais eficaz é realizada com gaze ou escova de cerdas finas e flexíveis, umedecida e associada, quando indicado, à clorexidina a 0,2%. Embora a escovação humana seja feita após cada refeição, em cães o procedimento duas vezes por semana já representa benefício relevante; a frequência ideal depende da tolerância e do condicionamento individual. A manutenção de uma rotina regular de escovação dentária no cão tende a aumentar o intervalo necessário entre as consultas com o dentista veterinário.

Gaze, fio dental e clorexidina

A clorexidina associada à gaze atua principalmente sobre a superfície dentária e parte da gengiva, mas não substitui completamente a limpeza mecânica do sulco gengival. Por isso, a higienização do sulco gengival requer o uso de uma escova de dentes fina. O fio dental pode ser útil para remover material retido entre dentes próximos, sobretudo entre os incisivos.

Em cães de raças funcionais, molares e pré molares geralmente apresentam maior distanciamento, o que reduz a necessidade de fio dental nessas regiões. Nos incisivos, entretanto, o contato é mais estreito e pode favorecer retenção de material. O acúmulo de resíduos entre os incisivos dos cães não é removido pela escovação com gaze e clorexidina, sendo necessária sua remoção por meio de tartarectomia sob anestesia. Em muitos pacientes, a remoção completa desse conteúdo ocorre durante procedimentos odontológicos sob anestesia.

Riscos da escovação agressiva

A escovação excessivamente vigorosa pode causar trauma gengival. Em seres humanos, esse comportamento pode provocar lesão dos ligamentos periodontais e retração gengival. Em cães, a utilização de gaze e clorexidina apresenta menor risco de produzir esse tipo de trauma quando comparada à escovação intensa.

O condicionamento desde a fase de filhote facilita a aceitação do procedimento e aumenta a possibilidade de manutenção da higiene oral. Ainda assim, a escovação não elimina todos os fatores envolvidos na instalação da doença periodontal.

Raça e conformação periodontal

A prevenção da doença periodontal não depende apenas do tipo de escova: também é influenciada pela conformação oral, pela raça e pelas características de oclusão. Raças braquicefálicas apresentam tendência acentuada à doença periodontal. Por isso, um cão pode desenvolver a enfermidade mesmo recebendo escovação após todas as refeições. Em cães com fatores genéticos ou anatômicos extremos para doença periodontal, a escovação dentária pode exercer um efeito insignificante na prevenção da patologia.

A seleção zootécnica artificial voltada a características estéticas, como o focinho curto e a cabeça achatada, pode produzir conformações pouco funcionais e favorecer alterações de oclusão. Assim, a rotina de higiene deve ser interpretada junto às características raciais e anatômicas do paciente.

Microbiota oral e repercussões sistêmicas

Perfil da microbiota oral saudável

A cavidade oral apresenta microbiota natural distribuída em diferentes compartimentos. Esses microrganismos participam da manutenção do pH e integram a condição de saúde oral; por isso, não é desejável que a boca seja completamente isenta de microrganismos. Uma caracterização apresentada descreve a microbiota saudável como predominantemente formada por organismos Gram negativos, aeróbicos, cocos e imóveis. O material também afirma: A microbiota oral saudável é composta por organismos Gram positivos, aeróbicos, cocos e imóveis.

Na doença periodontal, o perfil passa de cocos para formas bacilares. Na microbiota oral associada à doença, os microrganismos alteram seu comportamento de imóveis para móveis. Na microbiota oral associada à doença, os microrganismos alteram seu metabolismo de aeróbicos para anaeróbicos. Na microbiota patogênica associada à cavidade oral doente em diversas espécies animais, predominam microrganismos Gram negativos, anaeróbicos e do tipo bacilos.

Anaeróbios na doença periodontal

O cálculo dental e a placa bacteriana criam espaços com menor disponibilidade de oxigênio, favorecendo a multiplicação de microrganismos anaeróbicos. O cultivo laboratorial desses agentes é mais complexo do que o cultivo de bactérias aeróbicas e exige condições anaeróbicas específicas, como recipientes ou meios apropriados.

Esse conhecimento não deve ser aplicado automaticamente a todas as espécies animais. A microbiota oral de cães provavelmente não é idêntica à de gatos, coelhos, roedores, répteis, aves, primatas, felinos selvagens, equinos, bovinos ou ovinos.

Limites do antibiótico isolado

A identificação de microrganismos anaeróbicos e bacilares pode orientar a escolha de antibióticos quando seu uso for necessário. O antibiótico isoladamente não resolve a doença periodontal: mesmo que reduza ou elimine temporariamente parte da microbiota, a enfermidade depende de fatores mecânicos, infecciosos, alimentares, anatômicos e raciais. O tratamento periodontal requer abordagem mecânica, desinfecção, manejo alimentar e consideração das características de oclusão. Em um cão braquicefálico, por exemplo, a doença pode retornar após poucos meses; Cães da raça Buldogue Francês apresentam predisposição a recidivas frequentes da doença periodontal devido às características raciais de oclusão dental.

Bacteremia e repercussões sistêmicas

A inflamação periodontal crônica pode favorecer a entrada de bactérias e toxinas na circulação durante a mastigação, resultando em bacteremia e toxemia. A inflamação crônica associada à doença periodontal promove a dilatação e o aumento da permeabilidade dos vasos sanguíneos orais. Com isso, esses microrganismos podem alcançar locais previamente inflamados ou submetidos a procedimentos cirúrgicos.

Essa relação explica uma medida adotada em medicina humana: em medicina humana, antes de submeter um paciente à cirurgia cardíaca valvular, é necessário realizar o tratamento da doença periodontal e instituir cobertura antibiótica preventiva.

Saúde oral e doença renal

Nos gatos, a relação entre saúde oral e doença renal merece atenção especial. Pacientes com histórico de doença renal, obstrução urinária, cálculo renal ou alterações bioquímicas, incluindo aumento de creatinina, devem ser avaliados quanto à condição da cavidade oral.

A dor oral pode reduzir o consumo de água, mesmo quando são oferecidas fontes atrativas, como água limpa, refrigerada, em movimento ou disponibilizada em caixas específicas. Portanto, a investigação clínica não deve se limitar ao sistema urinário; a boca também deve ser examinada.

Extensão para olhos e vias respiratórias

A contaminação bacteriana oral pode se disseminar mecanicamente para estruturas anatomicamente próximas, como olhos, ouvidos e vias respiratórias superiores. A comunicação com o sistema lacrimal pode favorecer a progressão de contaminação bacteriana para o olho, contribuindo para conjuntivite ou irritação crônica. A contaminação também pode alcançar as vias respiratórias superiores e estar relacionada a quadros recorrentes, como conjuntivite, traqueíte ou otite. Por isso, doenças de repetição nessas regiões devem motivar a avaliação da cavidade oral.

Também podem existir relações com fígado, coração e sistema urinário, com destaque para as repercussões sistêmicas observadas em gatos. As afecções orais podem apresentar correlação com o comprometimento sistêmico do fígado, coração, pulmões e sistema urinário, especialmente em gatos.

Organização anatômica do dente

Gonfose e componentes do dente

A fixação do dente no osso alveolar ocorre por uma articulação fibrosa denominada gonfose. Também chamada de articulação em cavilha, ela fixa os dentes nas cavidades alveolares da maxila e da mandíbula. Para localizar as regiões dentárias, observe que a coroa dental é a porção visível do dente situada acima da margem gengival, enquanto a raiz dental fica abaixo da coroa e da gengiva, inserida no osso alveolar. Entre ambas está o colo dental, região de transição entre a coroa dental e a raiz dental.

Na maioria das espécies, a coroa é revestida por esmalte, a estrutura mineralizada de maior densidade do organismo. Logo abaixo do esmalte encontra se a dentina, que constitui a maior parte da estrutura do dente e envolve o canal pulpar. Essa organização ajuda a reconhecer a semelhança entre a estrutura do dente e a estrutura óssea.

Dentina exposta e sensibilidade

A dentina contém canalículos por onde passam estruturas relacionadas à polpa, incluindo vasos sanguíneos e nervos; por isso, apresenta sensibilidade. Na doença periodontal, a retração gengival e a perda de osso alveolar podem expor a dentina, caracterizando uma alteração patológica.

Uma vez exposta, a dentina pode responder com dor a estímulos mecânicos, térmicos ou relacionados ao pH. Com o tempo, essa sensibilidade pode diminuir, e produtos dessensibilizantes podem auxiliar nesse processo.

Gengiva livre e sulco gengival

A gengiva é uma cobertura de mucosa que reveste o osso alveolar e inclui uma porção chamada gengiva livre, que é uma prega da mucosa gengival. Entre a gengiva livre e a porção da coroa revestida por esmalte encontra se o sulco gengival. Sua profundidade constitui um parâmetro de avaliação periodontal.

Na presença de doença periodontal, ocorre ruptura progressiva dos ligamentos periodontais e o sulco torna se patologicamente profundo, afetando o epitélio de ligação. Esse epitélio localiza se na base da gengiva livre e estende se até o início dos ligamentos periodontais. A mensuração é realizada com uma sonda milimetrada, que percorre toda a circunferência de cada dente.

Profundidade fisiológica do sulco

A profundidade do sulco gengival deve ser interpretada considerando a espécie e o porte do paciente.

  • Profundidade fisiológica: Varia conforme a espécie e o porte do paciente.
  • Felinos: A profundidade fisiológica do sulco gengival situa se entre 1,5 mm e 2 mm.
  • Variação anormal: Uma profundidade além do esperado para a espécie pode indicar doença periodontal.
  • Avaliação periodontal: Deve ser realizada em todos os dentes e em toda a extensão perimetral, como parte do diagnóstico inicial da saúde oral.

Tecidos que formam o periodonto

O conjunto de tecidos que circundam e sustentam o dente é denominado periodonto. Ele inclui gengiva, osso alveolar, ligamento periodontal e cemento. O periodonto é constituído pelo conjunto da gengiva, osso alveolar, ligamentos periodontais e lâmina dura. O cemento dental é um componente anatômico integrante do dente, enquanto o ligamento periodontal conecta a raiz ao osso alveolar.

Na radiografia, a lâmina dura corresponde a uma área mais densa do osso alveolar e serve como superfície de inserção para o ligamento periodontal. A lâmina dura é uma porção óssea pertencente ao osso alveolar, de maior densidade que a estrutura óssea circundante e a porção mais densa do osso alveolar. Por isso, alterações periodontais podem comprometer a gengiva, o ligamento periodontal, a lâmina dura e o osso alveolar.

Densidade e contraste radiográfico

A radiografia traduz a densidade mineral em contraste: estruturas mais densas aparecem radiopacas, claras ou brancas, e as menos densas aparecem radiolucentes, escuras. O esmalte é a estrutura mais densa e radiopaca do dente, formando uma linha clara; em dentes saudáveis, essa linha branca reveste a coroa.

A dentina é menos densa que o esmalte, mas mais densa que o osso alveolar. Já o ligamento periodontal aparece como uma linha radiolucente escura ao redor da raiz, funcionando como um contraste visual com os tecidos mineralizados adjacentes.

Cemento e imagem da raiz

O cimento, ou cemento dental, é um tecido mineralizado especializado que recobre a superfície da raiz dental. O cemento dental é uma estrutura fibrosa e mineralizada que envolve a raiz e possui densidade superior à da dentina; por isso, contribui para a linha branca que reveste a raiz de um dente saudável na radiografia.

Além da aparência radiográfica, há uma característica estrutural importante: o cimento dental não possui vasos sanguíneos, vasos linfáticos ou inervação.

Polpa dental e maturidade pulpar

No interior do dente, a polpa dental situa se na cavidade interna e é constituída por artérias, veias, nervos e células. Entre essas células estão odontoblastos e células relacionadas à formação e à remoção de dentina. Na dentina, os odontoblastos e odontoclastos atuam de forma equivalente aos osteoblastos e osteoclastos do tecido ósseo.

O canal pulpar é amplo no momento da erupção dental. Em cães jovens com dentes recém erupcionados, o canal pulpar é largo, enquanto em cães idosos é estreito. Com a maturidade, odontoblastos localizados junto à parede do canal produzem dentina, reduzindo progressivamente seu diâmetro. Esse estreitamento caracteriza a maturidade dental e pode ser observado radiograficamente.

Estruturas radiculares e tratamento endodôntico

Delta apical nos carnívoros

Nos carnívoros, o ápice radicular apresenta uma característica denominada delta apical. A anatomia dental dos carnívoros difere da anatomia dental dos primatas, e o delta apical é uma característica anatômica dental exclusiva dos carnívoros.

Diferentemente do ápice mais diretamente canalizado observado em primatas, o ápice dos carnívoros se ramifica em numerosos microcanais, formando uma estrutura semelhante a um delta fluvial. Microscopicamente, esse ápice dental ramifica se em uma coleção de microdutos. Esses canais contêm componentes vasculares, linfáticos e nervosos; entre esses microdutos vasculares, linfáticos e nervosos, existe dentina. Embora o dente pareça fechado macroscopicamente, os vasos sanguíneos da maxila e da mandíbula adentram a raiz dental através do delta apical para nutrir as células da polpa dental.

Etapas e riscos do tratamento de canal

O planejamento do tratamento endodôntico depende da anatomia apical e do risco de extravasamento. Siga a sequência de avaliação, execução e monitoramento.

  1. Etapa: Remover a polpa dental e substituí la por material cimentante, caracterizando o tratamento endodôntico ou tratamento de canal.
  2. Etapa: Avaliar dentes maduros de carnívoros, nos quais o delta apical definido dificulta a transfixação e reduz a possibilidade de extravasamento do material para o osso alveolar.
  3. Etapa: Considerar que, apesar de dificultar a transfixação, a presença do delta apical proporciona maior facilidade na realização do tratamento endodôntico em carnívoros em comparação com primatas.
  4. Etapa: Planejar o procedimento em primatas, incluindo seres humanos, com odontometria e acompanhamento radiográfico cuidadoso, devido ao risco de extravasamento.
  5. Etapa: Realizar o atendimento endodôntico em pacientes humanos em etapas, pois não é necessária a submissão do paciente à anestesia geral.
  6. Etapa: Monitorar a passagem de material além do limite radicular, pois ela pode produzir dor intensa e reação inflamatória grave.
  7. Etapa: Reconhecer que, durante o tratamento endodôntico, o paciente pode apresentar dor e necessitar de atendimento de emergência.

Maturidade dental entre espécies

A anatomia dental varia amplamente entre as espécies. Os primatas apresentam organização semelhante à humana, enquanto roedores, coelhos, porcos e elefantes podem apresentar dentes de crescimento contínuo, tornando incomum o tratamento endodôntico nesses pacientes. Coelhos, porquinhos da índia e chinchilas possuem dentes de crescimento contínuo para compensar o desgaste dental.

Nos carnívoros, a maturação radicular progressiva leva à definição do delta apical ao longo do desenvolvimento. Por isso, a estratégia de intervenção endodôntica deve considerar idade, espécie e grau de maturidade do dente antes do planejamento do procedimento.

Arquitetura das raízes dentárias

Quanto ao número de raízes, alguns dentes apresentam uma única raiz, enquanto outros possuem duas ou três raízes. Assim, podem ser classificados como monorradiculares ou multirradiculares. Molares e pré molares, por suportarem maior impacto e necessitarem de inserção mais ampla, podem ser birradiculares ou trirradiculares.

Nos dentes multirradiculares, há mais de um canal radicular e uma câmara pulpar que pode comunicar os canais. A descrição anatômica inclui coroa, colo, raiz, esmalte, dentina, polpa, cemento, canal radicular e ápice radicular, elementos que devem ser reconhecidos ao avaliar a anatomia e planejar o tratamento endodôntico.

Dentição e esfoliação

Sequência das dentições animais

A sequência de reposição dentária varia entre as espécies: algumas substituem dentes continuamente, enquanto outras apresentam um número definido de dentições.

  1. Etapa: Reconheça as dentições de cães e gatos: Cães e gatos apresentam dentes decíduos, também chamados dentes de leite, e dentes permanentes.
  2. Etapa: Compare a reposição contínua: Algumas espécies possuem sucessivas dentições de reposição. Serpentes e tubarões substituem os dentes continuamente, enquanto cães e gatos apresentam duas dentições.
  3. Etapa: Delimite a reposição dos elefantes: Elefantes também apresentam sucessivas reposições, porém dentro de um número limitado de dentições. Nos elefantes, essas reposições ocorrem em no máximo sete dentições ao longo da vida.
  4. Etapa: Relacione a diferença entre espécies: Essas diferenças são determinadas por um relógio biológico relacionado à espécie.

Troca dentária conforme o porte

A idade de troca dos dentes varia conforme o porte do cão: animais pequenos tendem a ser mais precoces, enquanto os de maior porte são mais tardios. A troca dos caninos ocorre aproximadamente entre seis e oito meses nos cães pequenos, podendo ocorrer por volta de sete a oito meses nos cães de maior porte. Essa diferença está associada ao metabolismo, que tende a ser mais acelerado nos animais pequenos e mais lento nos animais grandes.

Mecanismo de esfoliação decídua

A esfoliação ocorre em uma sequência associada à maturação e à substituição do dente decíduo pelo permanente.

  1. Etapa: Reconhecer que os dentes decíduos apresentam estrutura, densidade e coloração diferentes das dos dentes permanentes.
  2. Etapa: Iniciar se, durante a maturação, um relógio biológico que desencadeia a esfoliação, isto é, a expulsão do dente decíduo.
  3. Etapa: Fragilização: os ligamentos periodontais tornam se mais frágeis.
  4. Etapa: Formação e avanço: o dente permanente se forma na matriz óssea e avança em direção à cavidade oral.
  5. Etapa: Relacionar a ocorrência do processo à adaptação evolutiva de cada espécie; a bioquímica detalhada desse processo não é estabelecida no material.

Ligamento periodontal, cemento e lâmina dura

Gonfose como articulação dentária

A gonfose é uma articulação fibrosa restrita à fixação dos dentes, ocorrendo entre a raiz dental e o osso alveolar por meio do ligamento periodontal. Nessa relação, o cemento fornece uma superfície mais resistente junto à raiz, enquanto a lâmina dura fornece uma superfície mais densa junto ao osso alveolar. Essa organização mantém o dente estável sem torná lo completamente rígido, e o ligamento periodontal também confere sensibilidade tátil ao dente.

Fibras de Sharpey e suporte

O ligamento periodontal fixa o dente ao osso alveolar principalmente por meio das fibras de Sharpey. Ele também articula o dente ao osso alveolar e é formado principalmente por essas fibras, cujo nome homenageia o pesquisador que identificou essa estrutura anatômica; elas não têm relação com a raça canina de nome semelhante. O sistema periodontal possui funções formadora, nutricional, física e sensorial e é constituído por tecido conjuntivo, fibras colágenas, poucas fibras elásticas, vasos sanguíneos, vasos linfáticos e nervos. A vitalidade e a sensibilidade periodontal dependem dessa organização.

Sensibilidade perdida após implante

Quando um dente é extraído e substituído por implante, a estabilidade física pode ser restabelecida, mas a estrutura sensorial do ligamento periodontal não é reproduzida integralmente. A prótese artificial apresenta uma forma de fixação diferente da gonfose natural; consequentemente, a sensibilidade tátil relacionada ao ligamento periodontal é perdida ou modificada, embora a estrutura artificial possa manter o dente protético estável.

Deposição progressiva do cemento

O cemento dental é um tecido mineralizado especializado que recobre a superfície da raiz dental e é composto por colágeno e matriz orgânica. Não contém vasos sanguíneos, vasos linfáticos ou inervação. Além disso, o cemento não sofre reabsorção ou remodelação da mesma maneira que o osso em condições normais.

Sua deposição é contínua e cronológica: o cemento apresenta deposição contínua ao longo da vida e torna se progressivamente mais espesso com a idade. Em um dente recém erupcionado, o cemento é estreito; em um dente de animal mais velho, o cemento apresenta maior espessura, embora a alteração radiográfica seja discreta e gradual. Na dentição definitiva, essa camada de cemento torna se mais espessa ao longo do tempo em comparação com a dentição decídua. O aumento da densidade do cemento ocorre continuamente ao longo da longevidade, sem gerar disparidade de espaço.

Lâmina dura no exame radiográfico

A lâmina dura é um osso compacto adjacente ao ligamento periodontal, localizado no lado alveolar da articulação. Ela possui maior densidade e maior grau de mineralização do que o osso alveolar adjacente, fornecendo a superfície de fixação das fibras periodontais.

Na avaliação radiográfica, a preservação de uma lâmina dura contínua e radiopaca é um indicador de periodonto saudável. Essa leitura deve incluir o espaço do ligamento periodontal, que aparece como uma linha mais escura. A lâmina dura também participa da remodelação óssea e do movimento dentário ortodôntico.

Esmalte, dentina e desgaste

Propriedades e estrutura do esmalte

O esmalte dental é o tecido orgânico mais resistente e mais mineralizado do corpo, apresentando aproximadamente 96% de composição mineral. Em termos de densidade e estruturação, o esmalte dental corresponde à madrepérola das conchas.

Essa estrutura varia entre grupos: o esmalte dental dos primatas é mais espesso do que o esmalte dental dos carnívoros. Assim, ao comparar espécies, a espessura do esmalte é uma característica anatômica observável que acompanha diferenças estruturais entre os grupos.

Pigmentação e crescimento dos incisivos

A cor do esmalte pode variar entre branco, amarelo e cinzento, sob influência do metabolismo, da disponibilidade de pigmentos e das porfirinas derivadas das hemácias. Os incisivos de capivaras e cutias são dentes de crescimento contínuo; neles, as porfirinas podem tingir o esmalte ao longo da vida. Por isso, os incisivos da cotia podem apresentar coloração vermelha ou alaranjada intensa, enquanto os da capivara são brancos.

A cotia recém nascida apresenta esmalte pleno, progressivamente tingido ao longo da vida pelas porfirinas liberadas pelo metabolismo das hemácias; disfunções associadas às hemácias podem alterar essa coloração. Além disso, a quantidade de anéis de crescimento dentinário permite estimar a idade relativa: quanto maior o número de anéis, mais velho é o animal.

Variação do esmalte entre espécies

A cor do esmalte pode variar em esquilos e preás, enquanto não apresenta a mesma coloração em porquinhos da índia. Essas diferenças relacionam se ao metabolismo, à disponibilidade de pigmentos e às características próprias de cada espécie.

Nos animais com dentição dupla, o esmalte é produzido enquanto o dente permanece dentro do osso. Após a erupção, sua formação termina e não existe reposição do esmalte perdido.

Dentina secundária e terciária

A dentina pode continuar sendo depositada após a erupção dental e pode se apresentar sob a forma de dentina secundária e dentina terciária. A dentina secundária é depositada ao longo do tempo, preenchendo gradualmente a cavidade do canal pulpar e reduzindo progressivamente esse canal ao longo da vida. Após um trauma, pode ser formada dentina terciária, contribuindo para a reparação local. A dentina terciária é formada em resposta a traumas para reconstituir a estrutura dentinária.

Essa capacidade torna a dentina útil na avaliação da idade. Em estudos com mamíferos, cortes padronizados do dente podem revelar linhas de crescimento após aplicação de pó de grafite, de maneira comparável à análise dos anéis de crescimento de uma árvore.

Espessura do esmalte por função

A espessura do esmalte acompanha as áreas mais exigidas pela função. Em primatas, o esmalte é mais espesso nas cúspides e mais fino nas bordas. Essa distribuição evidencia como a estrutura dental se organiza de acordo com o uso durante a mastigação.

Entre as espécies, o esmalte tende a ser mais espesso em herbívoros, porque o dente é submetido a desgaste prolongado. Nos carnívoros, o esmalte é mais delgado, pois a demanda mastigatória é diferente: o leão utiliza os caninos para perfurar e os dentes laterais para cortar a presa. Já os herbívoros permanecem longos períodos arrancando, macerando e remastigando o alimento.

Desenvolvimento, maturidade e alterações dentárias

Marcos radiográficos da maturidade

Use o aspecto radiográfico para estimar a maturidade e decidir o planejamento endodôntico, mantendo atenção às diferenças entre idade e porte.

  1. Etapa: Identifique um dente recém erupcionado pela dentina delgada, pelo canal pulpar amplo e pelo ápice radicular aberto.
  2. Etapa: Acompanhe a maturidade: a deposição contínua de dentina reduz o canal pulpar e define o delta apical nos carnívoros.
  3. Etapa: Reconheça a diferença etária: um cão jovem apresenta canal pulpar mais largo, enquanto um cão idoso apresenta canal estreito.
  4. Etapa: Em carnívoros maduros, acima de um ano e meio a dois anos, o delta apical completamente formado facilita a execução do tratamento endodôntico.
  5. Etapa: Planeje o tratamento considerando que a maturidade radicular é fundamental para planejar o tratamento endodôntico, pois dentes imaturos oferecem maior desafio técnico.
  6. Etapa: Compare as raças: cães de raças pequenas possuem desenvolvimento e maturidade dental mais precoces que cães de raças grandes devido à sua maior taxa metabólica.

Pulpite interrompe o desenvolvimento

Quando um trauma provoca pulpite e morte da polpa dental, a deposição de dentina pode ser interrompida. A comparação radiográfica com o dente contralateral permite identificar essa alteração. Em um cão de dois anos, o dente saudável pode apresentar aspecto compatível com essa idade, enquanto o dente traumatizado mantém aparência semelhante à de um dente de sete meses. Essa diferença sugere que o trauma ocorreu aproximadamente entre seis e nove meses e comprometeu a vitalidade pulpar.

Desproporção e apinhamento dental

Em cães de pequeno porte e raças miniaturizadas, a seleção zootécnica reduziu a estrutura óssea e o tamanho corporal sem reduzir proporcionalmente o tamanho dos dentes. Em cães de raças miniaturizadas, o tamanho dos dentes não foi reduzido proporcionalmente ao tamanho corporal. Essa desproporção entre dentes e arcada favorece o apinhamento dental, especialmente em raças pequenas ou toy. O apinhamento dental é especialmente favorecido em raças pequenas ou toy, e a giroversão também pode ocorrer nesse contexto.

Dentes que deveriam apresentar diastemas podem ficar em contato direto. Quando o espaço ósseo é insuficiente até para esse contato, o dente pode girar sobre o próprio eixo, caracterizando a giroversão.

Retenção e consequências clínicas

O apinhamento e a giroversão dificultam a esfoliação natural dos dentes decíduos. A seleção zootécnica não funcional pode comprometer simultaneamente a esfoliação do dente decíduo e a erupção do dente definitivo. Isso resulta na presença simultânea do dente decíduo e do dente definitivo, caracterizando a retenção do decíduo.

Quando essa retenção acompanha a erupção do permanente adjacente, há associação frequente com má oclusão. Nessa situação, a extração dental pode ser indicada. Essa condição é comum em cães domésticos, mas rara em animais selvagens em vida livre.

Maturidade e resistência dental

A deposição progressiva de dentina aumenta a resistência mecânica do dente, mas não reduz a sensibilidade tátil, desde que o alvéolo, a lâmina dura, o cemento e o ligamento periodontal estejam preservados. A redução da cavidade pulpar também não diminui essa sensibilidade, pois a percepção tátil está associada às estruturas do ligamento periodontal.

Um cão jovem apresenta dentes menos resistentes do que um cão adulto. Aos 2 anos de idade, cães adultos apresentam maior maturidade dental e suportam práticas de mordedura com menor risco de complicações por luxação dental. Por isso, atividades de mordedura e demonstrações de cães de trabalho realizadas precocemente podem causar fratura, luxação ou trauma pulpar. A luxação dental em cães jovens pode provocar o escurecimento da coroa e a perda da vitalidade da polpa dentária. Após a perda da vitalidade, o dente pode escurecer, interromper a deposição de dentina e necessitar de tratamento endodôntico ou extração.

Limites entre espécies silvestres

Os parâmetros de maturidade dental são mais bem estabelecidos para cães domésticos. Não se pode aplicar diretamente a mesma idade radiográfica a leões, jaguatiricas, gatos do mato ou outros animais silvestres, porque os padrões não são intercambiáveis entre espécies.

Para estabelecer padrões confiáveis, seria necessário acompanhar radiograficamente, ao longo do desenvolvimento, grupos de animais nascidos em cativeiro e com idade conhecida. Assim, em espécies silvestres, a avaliação permite estimar se o animal é mais jovem ou mais velho, mas não fornece necessariamente uma idade cronológica precisa.

Terminologia anatômica e oclusão

Classes de dentes veterinários

A classificação dos dentes organiza a descrição clínica e deve ser relacionada às diferenças entre espécies.

  • Tipos de dentes: Os dentes podem ser classificados em incisivos, caninos, pré molares e molares.
  • Classificação: Essa classificação inclui incisivos, caninos, pré molares e molares.
  • Dentes caninos: Os cães possuem dentes incisivos, caninos, pré molares e molares.
  • Dentição canina: Cães apresentam 28 dentes decíduos e 42 dentes permanentes.
  • Dentição dos coelhos: Coelhos não apresentam caninos e possuem incisivos chamados molariformes.
  • Identificação numérica: É utilizada em odontogramas e registros, mas o conhecimento detalhado de cada número não é necessário para todas as atividades clínicas.
  • Atuação profissional: O profissional que atua especificamente com cães e gatos deve dominar as características anatômicas das estruturas.

Distribuição radicular em cães e gatos

A distribuição radicular apresenta diferenças importantes entre cães e gatos, especialmente na identificação de dentes monorradiculares, birradiculares e trirradiculares.

EspécieDentes ou observaçãoNúmero de raízes
CãesIncisivos, caninos, primeiros pré molares maxilares e mandibulares e segundo molar mandibularMonorradiculares
CãesSegundo e terceiro pré molares maxilares; segundo, terceiro e quarto pré molares mandibularesDuas raízes
CãesOutros pré molares e molaresDuas ou três raízes
GatosMenor quantidade de dentes trirradiculares em comparação com cãesObservação comparativa
GatosMolar maxilarDuas raízes
GatosSomente o quarto pré molar maxilarTrês raízes

A distribuição das raízes varia entre as espécies e deve ser considerada durante a extração ou o tratamento endodôntico.

Relação oclusal normal em cães

Nos mamíferos, a estrutura dental superior é fixa no crânio, enquanto a mandíbula é a estrutura móvel. Em cães funcionais, o canino inferior se posiciona anteriormente ao canino superior. Existe um diastema entre o incisivo e o canino superior, no qual o canino inferior se encaixa durante a oclusão. Esse padrão é diferente das alterações observadas em cães braquicefálicos e em outras conformações com má oclusão.

A relação dos incisivos varia entre espécies: em seres humanos e primatas, os dentes superiores podem sobrepor os inferiores, enquanto em cães a relação normal é diferente. Em humanos, problemas de oclusão dental e necessidades de aparelhos ortodônticos ou extração de dentes sisos derivam da diversidade e miscigenação racial.

Seleção artificial e má oclusão

Atenção: A seleção zootécnica promovida por seres humanos originou cães de características funcionais, como o Doberman, e cães de características artificiais, como o Pinscher. Na transição do Doberman para o Pinscher, a seleção artificial de raças caninas de porte miniatura pode gerar dentes proporcionalmente grandes em relação à estrutura óssea mandibular e maxilar, favorecendo alterações anatômicas que resultam em oclusões dentárias não funcionais. A redução corporal de cães de pequeno porte não é acompanhada por redução proporcional dos dentes, resultando em apinhamento, giroversão, retenção de dentes decíduos e alterações de oclusão. Em cães braquicefálicos, a oclusão pode ser tão comprometida que um dente perfura o palato ou causa trauma. Uma opção terapêutica para dentes que perfuram o palato é realizar a decapitação coronária, o desgaste e a obturação; em determinadas situações, pode ser necessário reduzir a coroa, realizar procedimento restaurador ou considerar tratamento ortodôntico.

Odontogramas e diversidade veterinária

Odontograma como registro individual

O odontograma registra a presença, ausência, tratamento, alteração ou característica anatômica de cada dente. Esse registro pode auxiliar na identificação de pacientes em contextos clínicos e forenses, pois tratamentos dentários, ausências dentárias e particularidades anatômicas podem ser comparados com registros prévios. A avaliação radiográfica e o registro sistemático das características dentais aumentam a possibilidade de identificação individual.

A diversidade entre espécies também aparece na função dos dentes. Os leões utilizam os dentes laterais, que articulam em tesoura, para cortar a carne em pedaços antes de engolir, e os dentes caninos essencialmente para perfurar e abater suas presas. Os coelhos possuem incisivos chamados molariformes e não possuem dentes caninos. Nas aves, podem ocorrer procedimentos de aparamento de bico e problemas de má oclusão.

Odonto estomatologia sem dentes

Em répteis, muitos dentes apresentam reposição contínua, o que modifica a indicação de extrações e tratamentos endodônticos. Ainda assim, a doença periodontal pode ocorrer.

Em aves, como papagaios, não existem dentes, mas podem ocorrer alterações de bico, má inclusão e doenças da cavidade oral. Por essa razão, a área veterinária utiliza o conceito de odonto estomatologia, que abrange as estruturas e doenças da cavidade oral mesmo quando não há dentes.

Odontologia comparada entre espécies

O conhecimento odontológico veterinário precisa abranger anatomia, função mastigatória e oclusão de diversas espécies. Enquanto o dentista humano geralmente aprofunda grande quantidade de informações sobre uma única espécie, o dentista veterinário precisa compreender muitas espécies com características distintas.

A interpretação dos dentes também possui importância paleontológica. A configuração anatômica, a espessura do esmalte, a presença de delta apical e o padrão de desgaste podem indicar se o animal era carnívoro ou herbívoro e auxiliar na reconstrução de sua anatomia.

Procedimentos estéticos não indicados

Na odontologia veterinária não se utilizam procedimentos de clareamento dentário nem colocação de lentes de contato.

Desgaste dos incisivos

Desgaste diferencial dos incisivos

Nos mamíferos, a mandíbula é móvel, enquanto o maxilar permanece fixo. Durante a mastigação, o dente inferior movimenta se contra o superior, favorecendo maior desgaste no incisivo inferior. Nos roedores, o incisivo superior funciona como apoio enquanto o inferior realiza maior parte do movimento durante a roedura.

A intensidade do desgaste varia conforme a alimentação, o ambiente e o comportamento individual. No cão, o histórico de vida, os hábitos comportamentais e o ambiente de vivência determinam o grau de desgaste dos dentes. Animais que vivem em areia ou têm contato frequente com partículas abrasivas podem apresentar desgaste mais acentuado; no cão, a presença de areia na pelagem atua de forma abrasiva, aumentando o desgaste dos dentes quando o animal se coça.

O desgaste da ponta das coroas dentárias auxilia na interpretação e estimativa de idade do paciente.

História de vida no desgaste

O padrão de desgaste dental pode refletir a história de vida do animal. Um cão que vive em ambiente arenoso, frequenta a praia, persegue outros animais ou se coça repetidamente por infestação de pulgas pode apresentar desgaste maior do que um cão que vive em ambiente protegido.

Para interpretar esse padrão, observe o esmalte, a dentina, os anéis de crescimento e o grau de desgaste. Esses elementos permitem estimar diferenças de idade e exposição ambiental, embora a avaliação deva considerar a espécie e as características individuais.

Reflexão Sion

Cuidado que alcança tudo

Na doença periodontal, a inflamação pode romper o ligamento periodontal e permitir que bactérias e toxinas alcancem a circulação. Isso nos lembra que o que parece restrito à boca pode afetar o corpo inteiro — e que feridas negligenciadas também alcançam outras áreas da vida. Jesus nos convida a trazer a ele o que escondemos e recebê lo como aquele que restaura por inteiro.

Eu te louvo porque me fizeste de modo especial e admirável. Tuas obras são maravilhosas!Salmos 139:14

Leia e reflita sobre o cuidado que alcança tudo.

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