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Tipos de Granja e Manejo da Suinocultura
As modalidades de castração aplicadas em suínos são a castração imunológica e a castração cirúrgica. A castração é uma prática necessária na criação de suínos. Tanto a castração imunológica quanto a castração cirúrgica apresentam vantagens e desvantagens. A castração imunológica
Topicos da aula
- Tipos de Granja
Overview
Mapa da produção suína
Esta aula oferece uma visão integrada da produção suína, começando pelas modalidades de castração imunológica e castração cirúrgica, seus cuidados, momento adequado e exceções, como a hérnia escrotal. Em seguida, aborda o mecanismo, o planejamento e a verificação de falhas da imunocastração, relacionando essas decisões ao bem estar, ao desempenho e à qualidade da carne. O percurso amplia se para o comportamento social, a mistura de lotes e a organização da granja, com seus setores, fluxos e medidas sanitárias. Por fim, acompanha as fases de terminação, as alternativas como o wean to finish e a sequência essencial do manejo do leitão ao nascimento.
Castração de suínos
Modalidades de castração
As modalidades de castração aplicadas em suínos são a castração imunológica e a castração cirúrgica. A castração é uma prática necessária na criação de suínos. Tanto a castração imunológica quanto a castração cirúrgica apresentam vantagens e desvantagens. A castração imunológica não elimina completamente o estresse, pois exige a contenção do animal em duas ocasiões, geralmente quando ele já apresenta mais de 60 kg. A contenção prolongada gera perturbação e risco de acidentes. O produto utilizado é uma vacina e pode oferecer risco ao aplicador em caso de autoinjeção acidental, razão pela qual devem ser observadas rigorosamente as medidas de segurança. A auto injeção acidental da vacina de imunocastração suína pode causar infertilidade ou esterilidade no operador.
| Modalidade | Como é realizada | Pontos de atenção |
|---|---|---|
| Castração imunológica | Aplicação de vacina com contenção do animal em duas ocasiões, geralmente quando ele já apresenta mais de 60 kg. | Não elimina completamente o estresse; a contenção prolongada gera perturbação e risco de acidentes. A vacina pode oferecer risco ao aplicador em caso de autoinjeção acidental. |
| Castração cirúrgica | Modalidade utilizada na espécie suína. | Apresenta vantagens e desvantagens. |
A castração imunológica envolve vacina, contenção e medidas rigorosas de segurança.
Castração com analgesia
A castração cirúrgica em suínos causa dor e requer a utilização de anestésicos e analgésicos. Quando realizada corretamente, a castração cirúrgica não impede o crescimento do leitão nem reduz seu consumo de alimento. Independentemente da idade do animal, a castração cirúrgica favorece o acúmulo de gordura.
A execução adequada depende de técnica e da maior assepsia possível, reduzindo a dor e evitando contaminações. Nessas condições, a castração cirúrgica não causa infecção nem a morte de leitões. Já a falta de higiene e cuidado, como nas práticas antigas em que se aplicava sal e o animal era deixado em contato com a terra, pode levar a complicações.
Momento ideal da castração
A castração cirúrgica é realizada preferencialmente em leitões com aproximadamente uma semana de idade, embora possa ser feita a partir do primeiro ou do segundo dia de vida. O suíno já nasce com os testículos no escroto, o que torna tecnicamente possível a realização do procedimento desde o nascimento. Quanto mais cedo for realizada, mais simples tende a ser a contenção e mais rápida a recuperação.
O primeiro dia, entretanto, exige outra prioridade: garantir a sobrevivência do leitão, o consumo de colostro e a adapação inicial. Por isso, habitualmente, a castração cirúrgica não é realizada no primeiro dia de vida, para priorizar a sobrevivência do leitão e a mamada do colostro.
Hérnia escrotal: exceção crítica
O leitão com hérnia escrotal apresenta alças intestinais dentro do escroto. Em outras palavras, o leitão herniado é aquele que apresenta projeção de alças intestinais no interior do escroto. Essa alteração ocorre quando permanece aberta a estrutura por onde o testículo atravessa a cavidade abdominal em direção à cavidade escrotal. A abertura permite a passagem de uma alça intestinal para o interior da bolsa escrotal. A castração cirúrgica de leitões herniados acarreta risco de evisceração, exigindo cuidados adicionais e sutura no local. Nesses casos, é necessário realizar contenção adequada, identificar a alteração por palpação, manter o animal de cabeça para baixo e fechar corretamente a incisão. Essa posição promove o retorno das alças intestinais à cavidade abdominal.
Reconhecimento da hérnia
A hérnia escrotal pode ser difícil de identificar nos primeiros dois ou três dias de vida. Com aproximadamente uma semana, a alteração torna se mais perceptível. Por isso, a avaliação deve incluir a palpação do testículo e da região escrotal, embora ainda possam ocorrer casos de evisceração.
Em lotes numerosos, especialmente quando são castrados centenas de animais por semana, é esperado que alguns apresentem essa condição. O tratamento inclui contenção, higienização, uma incisão suficiente para a extração do testículo, remoção do testículo e fechamento adequado quando necessário.
Técnica cirúrgica básica
Assim, a castração cirúrgica em leitões pode empregar anestesia local com lidocaína a 2% na região escrotal. Em seguida, realiza se uma incisão de tamanho suficiente para a exteriorização e extração do testículo. A técnica deve ser acompanhada de higienização cuidadosa e aplicação das medicações indicadas.
Na rotina descrita, não se realiza sutura da incisão em condições habituais, permitindo a passagem das medicações e a cicatrização subsequente. A região deve ser revisada no dia seguinte e novamente após dois ou três dias. A cicatrização completa após a castração cirúrgica de suínos exige um período de 30 a 35 dias.
Imunocastração
Doses e duração da imunocastração
- Etapa: Planeje o esquema de duas doses nas granjas comerciais: a primeira dose é aplicada por volta dos 120 dias de idade e a segunda dose, aproximadamente 28 dias depois. A segunda dose deve ocorrer entre 20 e 28 dias antes do abate previsto.
- Etapa: Entenda o mecanismo: a vacina associa um antígeno específico contra o GnRH a uma proteína carreadora, como anatoxina diftérica ou proteína de cascavel, para induzir resposta imune. Trata se de uma biotecnologia anti GnRH produzida por clonagem bacteriana.
- Etapa: Reconheça a consequência do atraso excessivo: após o período de ação, a concentração de anticorpos diminui, a liberação de GnRH é restabelecida e ocorre crescimento testicular.
Odor, legislação e castração
A falha da imunocastração pode permitir o retorno da liberação de GnRH e resultar em subfertilidade do suíno pelo resto da vida. A androstenona é um produto catabólico da degradação da testosterona e de outros hormônios andrógenos. Além disso, bactérias intestinais degradam o triptofano e geram um resíduo de odor forte que se acumula no tecido adiposo; o excesso de proteína na dieta gera excedente desse aminoácido.
Por esse motivo, as normas sanitárias brasileiras proíbem o abate de machos inteiros não castrados cirurgicamente ou imunocastrados. Na castração cirúrgica, ocorre perda do potencial de crescimento magro, um aspecto importante na comparação entre as estratégias de manejo.
Desempenho e carcaça das fêmeas
O desempenho da fêmea suína varia conforme a fase reprodutiva. Ao atingir a puberdade, a fêmea suína para de comer. Quando entra em cio, também para de comer, perde peso e demonstra agressividade, alterações comportamentais relevantes para o manejo.
Aos 160 dias de idade de abate, costuma ser cerca de 5 quilos mais leve que o macho. Ainda assim, a qualidade da carcaça da fêmea inteira é superior à do macho castrado cirurgicamente. A carne de leitoa é geralmente preferida para abate e consumo porque não acumula substâncias causadoras de odor desagradável.
Bloqueio imunológico do GnRH
A vacina da imunocastração é dirigida contra o GnRH e associa seu antígeno a uma substância capaz de estimular uma resposta imunológica. Após a vacinação, o suíno produz anticorpos que sequestram o GnRH. A neutralização do GnRH impede a síntese de testosterona e andrógenos, suprimindo o desenvolvimento testicular e a espermatogênese no suíno.
Com a redução do GnRH, diminui a ativação do eixo hipotálamo hipófise gonadal e, consequentemente, a produção de LH, FSH, testosterona e outros andrógenos. O resultado é a redução do crescimento testicular e do desenvolvimento espermático.
Perda da proteção vacinal
São necessárias duas doses para produzir o efeito completo. A primeira sensibiliza o organismo, enquanto a segunda desencadeia a resposta efetiva.
A resposta é reversível: se houver atraso excessivo entre as doses ou após o período previsto, a resposta pode perder eficácia. Nessa situação, a liberação de GnRH e o desenvolvimento testicular podem retornar. O animal não necessariamente se torna plenamente fértil, mas pode permanecer subfértil e apresentar problemas relacionados ao escatol e à androstenona. Em suínos, a falha na manutenção da imunocastração leva ao acúmulo de escatol e androstenona. Por isso, a vacinação e o abate devem ser rigorosamente planejados.
Substâncias do odor
O escatol e a androstenona estão associados ao odor desagradável da carne de machos não adequadamente castrados.
| Substância | Relação com o odor | Origem e acúmulo |
|---|---|---|
| Escatol | Pode produzir odor semelhante ao de urina. | Resulta do metabolismo bacteriano do excesso de proteína, especialmente do triptofano. Pode acumular se no tecido adiposo e também ser absorvido pela pele em ambientes sujos, nos quais o animal permanece em contato com fezes e outros contaminantes. |
| Androstenona | Pode produzir odor descrito como semelhante ao de suor ou de fezes. | — |
Destino da androstenona
A androstenona está relacionada ao metabolismo da testosterona e de outros andrógenos durante o desenvolvimento sexual. Depois de passar pelo fígado, ela pode acumular se no tecido adiposo. As fêmeas apresentam, no fígado, uma enzima capaz de degradar tanto o escatol quanto a androstenona, o que contribui para a preferência pela carne de leitoas. Nos machos, essas substâncias permanecem mais associadas ao tecido adiposo, especialmente após a puberdade, podendo produzir odor intenso durante o processamento e o consumo da carne.
Variação da percepção olfativa
A percepção sensorial do odor varia entre os indivíduos: Pessoas de origem asiática apresentam maior sensibilidade em comparação com pessoas de origem europeia, e as mulheres podem perceber o odor com maior intensidade do que os homens durante o processamento da carne. Quando há odor diferente na carne de um macho imunocastrado, isso pode indicar aplicação ineficiente da vacina, falha do vacinador ou descumprimento do plano de vacinação e abate.
Investigação do programa
Siga esta ordem para investigar problemas relacionados ao odor da carne.
- Etapa: Diante de problemas relacionados ao odor da carne, deve se verificar inicialmente as datas de vacinação, as doses aplicadas e a identificação do responsável pela vacinação.
- Etapa: Somente depois dessa conferência, deve se considerar a possibilidade de falha do produto ou de determinado lote da vacina.
- Etapa: Avalie a eficiência da vacinação e o cumprimento do intervalo entre a última dose e o abate.
Idade, peso e contenção
Em um planejamento habitual, a primeira dose pode ser aplicada aos 120 dias e a segunda aos 140 dias, quando o abate ocorre aproximadamente aos 160 ou 170 dias. Aos 120 dias, o animal pode pesar cerca de 60 kg; aos 140 dias, pode atingir 80, 90 ou 100 kg.
| Momento | Peso aproximado | Dose e manejo |
|---|---|---|
| 120 dias | cerca de 60 kg | a primeira dose pode ser aplicada aos 120 dias; a contenção física é mais manejável |
| 140 dias | 80, 90 ou 100 kg | a segunda dose aos 140 dias; aos 140 dias, pode atingir 80, 90 ou 100 kg. A contenção torna se progressivamente mais difícil à medida que o peso aumenta, gerando mais estresse e risco. |
| 160 ou 170 dias | — | abate aproximadamente aos 160 ou 170 dias |
Na castração cirúrgica, o leitão pode ser contido manualmente com maior facilidade.
Puberdade e risco de odor
Os problemas relacionados ao escatol e à androstenona surgem com a puberdade. A partir de aproximadamente 140 dias, os machos podem apresentar maior risco de deposição dessas substâncias. Se o animal for abatido antes dessa idade e apresentar desenvolvimento precoce, poderia não haver necessidade biológica de castração.
Entretanto, as normas brasileiras e as exigências da indústria não permitem, de modo geral, o abate de machos inteiros. Assim, deve se realizar a castração cirúrgica ou comprovar a imunocastração.
Autorização para o abate
Os abatedouros que recebem animais imunocastrados precisam estar autorizados pela inspeção veterinária. O inspetor deve receber as informações do responsável pela granja e verificar se a planta possui autorização do Ministério competente para abater animais inteiros imunocastrados.
Esse controle busca proteger o consumidor e evitar a associação de odores desagradáveis à carne suína, uma vez que o consumo já pode ser prejudicado por preconceitos, preferências alimentares e características sensoriais indesejáveis.
Escolha entre técnicas
Compare as técnicas considerando bem estar, exigências operacionais, desempenho e retorno econômico.
| Aspecto | Comparação entre as técnicas |
|---|---|
| Bem estar | |
| A castração imunológica e a cirúrgica apresentam vantagens e limitações. | |
| Exigências | |
| Ambas exigem trabalho, mão de obra e custos. | |
| Desempenho zootécnico | |
| A imunocastração pode proporcionar melhor desempenho zootécnico, pois permite aproveitar de maneira mais eficiente o crescimento magro do suíno. | |
| Características da carcaça | |
| A imunocastração pode contribuir para a melhor conversão alimentar, à carcaça mais magra e ao maior rendimento de carne magra. | |
| Custo da vacina | |
| A vacina representa um custo adicional; foi mencionado um frasco com aproximadamente 50 doses pelo valor de cerca de 400 reais. | |
| Vantagem econômica | |
| Pode haver vantagem econômica, especialmente quando o abatedouro oferece bonificação por esse rendimento. |
A vantagem econômica depende do desempenho produtivo e da bonificação oferecida pelo abatedouro.
Tempo até a recuperação
Na castração cirúrgica após o desenvolvimento testicular, o testículo é removido e é necessário aguardar a cicatrização completa, estimada em 30 a 35 dias. Depois desse período, o odor relacionado às substâncias acumuladas tende a dissipar se.
Na imunocastração de um macho já desenvolvido, a eliminação das substâncias previamente acumuladas e a inibição da formação de novas substâncias exigem tempo adicional, tornando o processo mais demorado. A vacina é aplicada por via intramuscular e impede o desenvolvimento funcional do testículo enquanto a resposta imunológica permanece eficaz.
Imunocastração em fêmeas
A imunocastração também pode ser utilizada em fêmeas, especialmente em situações de abate tardio, para impedir a chegada à puberdade. Essa fase pode reduzir o consumo de alimento, provocar alterações de comportamento e interromper parcialmente o crescimento.
Ao inibir a puberdade, a técnica pode favorecer maior aproveitamento do crescimento, evitar a ocorrência de cio, reduzir montas entre fêmeas e diminuir brigas na terminação. Em relação ao macho castrado, a fêmea geralmente apresenta carcaça mais magra. Quando comparada ao macho inteiro, porém, a fêmea pode apresentar carcaça mais gorda.
Comportamento social e mistura de animais
Hierarquia entre suínos
A imunocastração reduz o comportamento sexual, mas não elimina a dominância social. Por isso, animais castrados, imunocastrados ou submetidos à castração cirúrgica não devem ser misturados indiscriminadamente na mesma baia. A introdução de um leitão em outro grupo provoca disputas hierárquicas, independentemente do sexo ou do estado reprodutivo.
No alojamento coletivo, os suínos tendem a brigar quando são misturados; os mais pesados travam brigas de maior intensidade, e essas disputas podem causar mortalidade. As fêmeas também podem ser agressivas e, em baias mistas, uma fêmea pode ocupar a posição dominante.
Risco na mistura de lotes
Quando a mistura de animais for necessária, quanto mais cedo ela ocorrer, menor tende a ser a intensidade das brigas e dos ferimentos. A disputa geralmente se concentra no período inicial após a mistura e diminui quando a hierarquia é estabelecida.
Em matrizes gestantes, o risco pode ser maior, porque os animais são maiores e mais fortes e podem causar lesões. Além disso, a fêmea dominante pode impedir a outra de acessar o alimento, provocando perda de condição corporal e agravando a competição dentro da baia.
Organização da granja
Organização e requisitos dos setores
Um setor é uma estrutura física composta por galpão ou conjunto de galpões, com instalações específicas, como baias ou gaiolas, destinadas a uma determinada categoria animal em fase de crescimento ou reprodutiva. A granja é organizada por setores, agrupando os animais conforme categoria, fase de crescimento e condição fisiológica.
As instalações são projetadas para atender às necessidades de manejo, ambiência, sanidade e nutrição de cada categoria. A ambiência envolve temperatura, ventilação e iluminação adequadas. Quando há alojamento em gaiolas, é necessária intervenção manual para remover os dejetos das matrizes.
Fluxo e distribuição dos setores
O setor de gestação opera em fluxo contínuo de animais. O setor de reprodução também opera em fluxo contínuo de animais. Em termos de capacidade, o setor de reprodução costuma ter no máximo um a dois galpões, enquanto o setor de gestação possui múltiplos galpões.
Na organização física, os setores de reprodução e gestação ficam agrupados, mas a maternidade deve permanecer isolada. Quando a sala da maternidade é esvaziada no sistema All out, não permanecem leitões nem porcas no local. Já agrupar os setores de creche e terminação pode causar erro de manejo nutricional, como o fornecimento acidental de ração de terminação para leitões de creche.
Setorização, eficiência e vazio sanitário
A divisão da granja em setores específicos por categorias e fases produtivas visa otimizar a eficiência produtiva. Essa organização favorece a especialização da mão de obra para o manejo adequado de cada fase. A setorização melhora a eficiência produtiva por meio da otimização dos manejos de alimentação, ambiente e sanitário e do treinamento dos funcionários. O treinamento promove a especialização da mão de obra.
Ao final do fluxo de cada galpão, o vazio sanitário é necessário para manutenção, limpeza, higienização, desinfecção e alonamento, evitando o aumento do desafio sanitário. Assim, a organização por setores articula eficiência produtiva, especialização do trabalho e proteção sanitária.
Setores do ciclo completo
A granja de ciclo completo organiza diferentes categorias e fases produtivas em setores específicos, conectados por um fluxo interno definido.
- Setores: Em uma granja de suínos, esses setores compreendem reprodução, gestação, maternidade, creche e crescimento e terminação.
- Localização: Esses setores podem estar localizados na mesma propriedade, mas devem permanecer fisicamente separados e obedecer a um fluxo interno definido.
- Organização: A separação considera categorias animais, fases de produção e condições fisiológicas.
- Manejo por grupo: A organização permite oferecer a cada grupo uma ambiência, uma alimentação, um manejo e um programa sanitário apropriados.
Dois modelos de ocupação
A diferença central está na ocupação da instalação: o fluxo contínuo mantém animais no local, enquanto o sistema all in/all out organiza a entrada e a saída simultâneas dos lotes.
| Aspecto | Fluxo contínuo | Sistema all in/all out |
|---|---|---|
| Ocupação | A instalação abriga animais ininterruptamente e nunca fica totalmente vazia. | Todos os animais entram juntos, permanecem durante determinado período e saem simultaneamente. |
| Vazio sanitário | Não permite o vazio sanitário convencional. | Após a saída do lote, o galpão permanece vazio, permitindo limpeza, desinfecção e realização do vazio sanitário. |
| Desinfecção | É necessária a realização periódica de desinfecção com os animais presentes. | A limpeza e a desinfecção ocorrem após a saída do lote. |
| Setores citados | Alguns setores apresentam fluxo contínuo. | Os setores de maternidade, crescimento e terminação utilizam o sistema de manejo de fluxo all in, all out (todos dentro, todos fora). |
O sistema all in/all out permite o vazio sanitário após a saída do lote.
Distância entre setores
Entre o setor de reprodução e o setor de gestação, deve existir uma distância máxima que permita conduzir a matriz sem a necessidade de transportá la em caminhão ou trator. Conforme a disposição da propriedade, essa distância pode ser de aproximadamente 50 a 100 metros.
Ao mesmo tempo, os setores não devem ser excessivamente próximos, pois abrigam categorias distintas e a proximidade pode aumentar o desafio sanitário. Assim, o planejamento equilibra a facilidade de condução dos animais e a proteção dos leitões.
Ciclo produtivo da matriz
O ciclo da matriz conecta reprodução, gestação e maternidade em uma sequência que se repete até o descarte.
- Etapa: Inicie no setor de reprodução, onde começa o ciclo produtivo da matriz reprodutora.
- Etapa: Encaminhe a matriz ao setor de gestação.
- Etapa: Conduza a ao setor de maternidade.
- Etapa: Retorne a matriz ao setor de reprodução, repetindo o ciclo até o descarte do animal.
- Etapa: Destine a matriz jovem ao setor de formação de matrizes, à reprodução ou à quarentena, conforme sua idade e seu peso.
- Etapa: Considere que a matriz jovem pode ser formada na própria granja ou adquirida de outra propriedade; a localização do setor de formação varia conforme o planejamento da granja.
Rotas de pessoas e animais
Na granja, as rotas de pessoas devem acompanhar as rotas dos animais para preservar a separação entre setores.
- Etapa: Organize o fluxo de pessoas para acompanhar o fluxo dos animais e evitar cruzamentos entre setores.
- Etapa: Conduza a matriz até a gestação com o responsável pela reprodução.
- Etapa: Encaminhe a matriz à maternidade com o responsável pela gestação.
- Etapa: Devolva a matriz à reprodução pelo responsável apropriado, desde que os trajetos não provoquem cruzamento inadequado de pessoas e animais.
- Etapa: Restrinja o trânsito do trabalhador da maternidade pelos setores de reprodução e gestação, pois o contato com categorias animais diferentes pode transportar agentes infecciosos.
Mobilidade das categorias
As categorias animais apresentam mobilidade diferente: a fêmea gestante tem maior dificuldade para caminhar devido ao peso e ao volume abdominal, enquanto a fêmea desmamada, mais magra e sem a barriga da gestação, desloca se com maior facilidade. Por isso, o planejamento deve considerar o animal, o trabalhador e o trânsito entre os setores.
No sistema all in/all out, o trabalhador da reprodução pode entrar em uma maternidade já esvaziada para buscar uma matriz, pois não haverá leitões no ambiente. Ele não deve circular em salas que ainda contenham leitões, preservando a separação sanitária dos fluxos.
Barreiras entre setores
A separação dos setores produtivos exige que o trabalhador da creche permaneça nesse setor e não transite pela maternidade. Da mesma forma, o trabalhador da maternidade deve deixar os leitões na creche e evitar a circulação por outros setores.
Como a creche deve permanecer mais distante da maternidade para reduzir o risco sanitário, os leitões geralmente são transportados entre esses locais. Mesmo em uma granja de ciclo completo, na qual todos os setores estão na mesma propriedade, o fluxo interno de pessoas e animais deve permanecer estritamente separado.
Baia coletiva para matrizes
O uso de baias coletivas para matrizes relaciona se ao bem estar e à economia da produção. A restrição de liberdade em gaiolas foi questionada por movimentos de animais livres de gaiola, e a tecnologia atual permite adotar sistemas coletivos em determinadas fases do ciclo produtivo.
Para funcionar adequadamente, as baias coletivas precisam facilitar o escoamento de fezes e urina, reduzindo a necessidade de entrada dos trabalhadores para a limpeza. A mudança do sistema exige alterações na estrutura e no manejo.
Produtividade da mão de obra
Em uma baia coletiva bem projetada, o trabalhador não precisa entrar constantemente para raspar fezes e remover urina. Essa organização pode aumentar a eficiência da mão de obra: foi mencionada a diferença entre um funcionário responsável por aproximadamente 40 matrizes em determinado sistema e um funcionário responsável por cerca de 200 matrizes em outro sistema.
O argumento econômico envolve o custo das portas, das baias e das gaiolas, além da mão de obra necessária. A adoção do sistema depende da viabilidade econômica e do controle dos riscos de brigas e mortes, considerando as mudanças de estrutura e manejo necessárias.
Fluxo de acesso recomendado
A organização do acesso conecta a disposição dos setores ao fluxo de visita e à proteção sanitária.
- Etapa: Posicione o setor de terminação próximo à saída da propriedade e ao embarcador, mantendo os setores mais sensíveis mais protegidos.
- Etapa: Considere no acesso à granja a estrada, o embarcador, o escritório e a fábrica de ração.
- Etapa: O fluxo de visita deve ocorrer da maternidade para a gestação, depois para a reprodução, em seguida para a terminação e, finalmente, para a saída.
- Etapa: Evite o percurso inverso para reduzir a veiculação de agentes infecciosos entre setores.
Permanência e risco sanitário
O setor de terminação, próximo à saída, é menos crítico quanto à permanência dos animais porque os suínos são encaminhados ao abate em período relativamente curto. Se uma infecção entra nesse setor, pode não haver tempo suficiente para que o ciclo do agente se perpetue.
Na creche, na maternidade ou na reprodução, os animais permanecem por períodos mais longos, e o impacto de uma infecção pode ser maior. As matrizes podem permanecer aproximadamente dois anos na granja, permitindo a manutenção e a disseminação de agentes infecciosos.
Fluxo como barreira epidemiológica
A organização do fluxo é um princípio epidemiológico aplicado a diferentes cadeias de produção. Em sistemas avícolas, as etapas de matrizeiro, incubatório, criação inicial e terminação são separadas, e os trabalhadores não transitam livremente entre elas.
Técnicos da inspeção podem acessar os lotes quando necessário, mas o trânsito é controlado. A finalidade é impedir que a contaminação alcance as etapas mais protegidas e, caso ocorra, restringi la ao galpão de animais destinados ao abate.
Tipos de granja
Estrutura e função da terminação
Na busca por maior eficiência, a evolução da suinocultura levou ao desenvolvimento e à estruturação de granjas especializadas, dedicadas a fases ou setores produtivos específicos. Nesse contexto, a Unidade de Terminação (UT) recebe o leitão desmamado da creche e o conduz até a venda do animal acabado.
A unidade pode ter um ou vários galpões, conforme o planejamento do produtor. Seu sistema de produção pode ser independente, integrado a uma empresa ou vinculado a uma cooperativa. O ritmo de uso dos galpões e a escala de venda determinam a escala de produção da terminação.
Fases, idade e padrão de abate
- Fases produtivas: O desenvolvimento do suíno na granja pode ser organizado nas subfases Crescimento 1, Crescimento 2, Terminação 1 e Terminação 2.
- Idade média de abate: Os animais deixam a unidade de terminação para o abate com idade média de 23 a 24 semanas.
- Período de abate: O abate entre 160 e 170 dias otimiza a conversão alimentar da ração em carne e contribui para a viabilidade econômica do lote.
- Equivalente de carcaça: Na média geral da produção brasileira, o equivalente de carcaça suína é de cerca de 90 kg.
- Suíno light: Suínos modernos com elevado peso de abate e baixíssimo teor de gordura são classificados como suíno light.
Variações regionais e exigências
- Produção independente em São Paulo: Na produção de produtores independentes do estado de São Paulo, há tendência ao abate de animais mais leves, direcionados prioritariamente ao consumo de carne in natura.
- Comparação regional: O padrão de abate paulista costuma envolver animais mais leves em comparação à Região Sul do Brasil.
- Ponto sanitário: Bactérias em ambiente seco expostas ao calor perdem a viabilidade em cerca de 1 a 3 dias.
- Exigência comercial: A China proíbe a importação de carne suína produzida com utilização de ractopamina.
Dimensionamento da terminação
O dimensionamento combina escala de produção, tempo de ocupação e intervalo sanitário. Acompanhe os critérios na tabela:
| Critério | Cálculo ou período | Resultado |
|---|---|---|
| Dimensionamento dos galpões | Relação entre o período de ocupação e a escala de produção | O número de galpões necessários pode ser calculado pela relação entre o período de ocupação e a escala de produção. |
| Lotes por galpão ao ano | 365 dias ÷ período de uso do galpão | o número de lotes por galpão ao ano resulta da divisão de 365 dias pelo período de uso do galpão |
| Período de criação | Entrada aos 63 dias e venda aos 163 dias | Se o leitão entra com 63 dias e é vendido com 163 dias, permanece 100 dias no galpão. |
| Intervalo sanitário | Acrescentado ao período de criação | Inclui limpeza, desinfecção, manutenção e novo alojamento. |
Ao período de uso, acrescenta se o intervalo sanitário para preparar o próximo alojamento.
Duração do vazio sanitário
O período de uso total do galpão corresponde ao tempo de criação somado ao intervalo sanitário, que inclui a limpeza e o tempo de inatividade. Esse intervalo deve ser suficientemente longo para reduzir o desafio infeccioso, mas não tão prolongado a ponto de diminuir excessivamente o número de lotes anuais e aumentar o custo da instalação. Sob o ponto de vista econômico, quanto menor o período de vazio sanitário, menor é o custo do galpão.
Foi considerado um período mínimo de aproximadamente sete dias, incluindo a limpeza e o tempo de inatividade. Em integrações, o intervalo pode chegar a cerca de 15 dias entre a saída de um lote e a entrada do seguinte. Assim, considerando 100 dias de criação e aproximadamente sete dias de intervalo, o período de uso pode chegar a 107 dias, resultando em cerca de 3,4 lotes por galpão ao ano.
Protocolo de higienização
A preparação do galpão segue uma sequência de remoção da matéria orgânica, higienização, fechamento e nova desinfecção antes da entrada do lote.
- Etapa: A limpeza deve começar pela remoção da matéria orgânica, seguida de limpeza seca, raspagem e limpeza úmida. Posteriormente, aplica se o agente desinfetante por pulverização em toda a instalação.
- Etapa: Cumprir três dias de lavagem e higienização do galpão.
- Etapa: Manter o galpão fechado por três dias antes do recebimento do novo lote.
- Etapa: Realizar nova desinfecção imediatamente antes do recebimento do novo lote, totalizando duas aplicações de agentes desinfetantes.
- Etapa: Considerar que a eficácia depende do tamanho do galpão, da eficiência da equipe e da facilidade de remoção da matéria orgânica.
Persistência no ambiente
Em ambiente seco e submetido a boa limpeza e desinfecção, bactérias e vírus tendem a perder a viabilidade em curto período. Entretanto, a persistência pode ocorrer quando existe um hospedeiro ou portador no ambiente, como baratas, ratos, lagartos ou lagartixas. Também devem ser considerados oocistos de protozoários e agentes relacionados a enfermidades parasitárias, incluindo coccidiose e isosporose. A remoção da matéria orgânica é essencial, pois sua permanência pode reduzir a eficiência dos desinfetantes.
Idade e peso de saída
A saída da unidade de terminação pode seguir diferentes padrões de idade e peso.
| Categoria | Idade | Peso vivo | Destino ou observação |
|---|---|---|---|
| Recebimento na terminação | |||
| aproximadamente 56 a 63 dias | |||
| — | |||
| Leitões recebidos pela unidade |
As faixas podem variar conforme o sistema e o mercado.
Padrões regionais de abate
Os padrões de abate variam entre sistemas e regiões.
| Padrão | Idade de abate | Peso vivo |
|---|---|---|
| Determinados sistemas | ||
| 140 a 150 dias | ||
| aproximadamente 90 a 105 kg |
O padrão regional depende da indústria, do destino da carne e da demanda por carcaças ou cortes específicos.
Peso e rendimento de carcaça
A evolução genética e produtiva modificou a relação entre peso de abate, gordura e carne magra.
| Situação | Peso vivo | Rendimento ou composição | Resultado |
|---|---|---|---|
| Antigamente | |||
| peso de abate elevado | |||
| maior quantidade de gordura | |||
| — |
O exemplo de 120 kg e 80% de rendimento corresponde a aproximadamente 96 kg de carcaça.
Diversificação dos cortes
O aumento do peso de abate possibilitou maior variedade de cortes comercializados. Atualmente, podem ser encontrados cortes de costela, panceta, lombo, lombinho, pernil, picanha e alcatra, muitas vezes temperados e embalados para facilitar o consumo. Essa praticidade ampliou o uso da carne suína, embora o preço ainda possa representar uma resistência para alguns consumidores. A produção de carcaças mais pesadas e com melhor rendimento atende às exigências da indústria e às diferentes formas de comercialização.
Fases da terminação
Assim, a unidade de terminação de suínos engloba as fases de crescimento e terminação dos animais.
| Etapa ou fase | Idade | Peso informado | Manejo |
|---|---|---|---|
| Recebimento aos 56 dias | 56 dias | entre 18 e 22 kg aos 56 dias | Conforme a qualidade da criação e a seleção dos animais |
| Recebimento aos 63 dias | 63 dias | entre 24 e 27 kg aos 63 dias | Conforme a qualidade da criação e a seleção dos animais |
| Crescimento | o crescimento pode ser considerado entre 56 e 130 dias | — | As dietas e o manejo são ajustados conforme a fase. |
| Terminação | a terminação ocorre aproximadamente dos 131 dias até o abate | — | As dietas e o manejo são ajustados conforme a fase. |
A média do lote resulta da mistura de animais mais leves e mais pesados.
Separação por sexo
Na terminação, os suínos podem ser alojados em baias mistas ou em baias separadas para machos e fêmeas. Essa decisão considera o dimorfismo sexual: na mesma idade, os machos podem pesar aproximadamente 5 a 6 kg mais do que as fêmeas.
Por isso, a separação pode ser realizada nas fases de terminação 1 e 2. Quando se ajustam as exigências nutricionais para cada sexo e condição de castração, reduz se a diferença de desempenho e obtém se um lote mais uniforme.
Aditivo na fase final
A fase de engorda pode corresponder à última semana antes do abate. Nesse período, podem ser modificados alguns alimentos, vitaminas ou minerais; essa modulação alimentar pode incluir a retirada de minerais e vitaminas da ração para reduzir custos, pois o animal já não responderá da mesma forma aos nutrientes.
A ractopamina é um aditivo beta adrenérgico e promotor de desempenho em suínos, não se classificando como antibiótico, hormônio ou nutriente. Sua ação favorece o direcionamento do excedente energético para a deposição de proteína magra, em vez da deposição de gordura, quando a dieta contém aminoácidos adequados. Seu uso é restrito em determinados mercados, como o chinês.
O que significa cevado
Cevado é o suíno criado e destinado especificamente ao abate, independentemente de ser macho ou fêmea. O animal proveniente da unidade de terminação é encaminhado para o abate e para a produção de carne.
Machos e fêmeas adultos de descarte, especialmente matrizes que deixaram de ser utilizadas na reprodução, seguem geralmente para a indústria de embutidos. A carcaça de matriz de descarte possui composição diferente da carcaça de um leitão, com menor quantidade de água, maior quantidade de gordura intramuscular e diferenças na composição de aminoácidos, colágeno e proteínas.
Destino da carne de matrizes
A carne de matrizes de descarte pode ser utilizada em determinados embutidos, incluindo salames, nos quais suas características contribuem para sabor e composição específicos. Os salames de melhor qualidade e mais saborosos são produzidos com carne de matriz suína de descarte. Esse produto geralmente não é destinado à venda como carne fresca na prateleira do supermercado; para o varejo, são mais comuns os animais abatidos com aproximadamente 120 kg. Assim, a utilização da carcaça de matriz depende da finalidade industrial e da formulação do produto.
Sistema wean to finish
Estrutura do wean to finish
O sistema wean to finish integra as etapas de crescimento e terminação em um único ambiente, reduzindo transferências e seus impactos operacionais e sanitários.
| Aspecto | Sistema wean to finish | Unidade convencional |
|---|---|---|
| Entrada e permanência | O sistema wean to finish recebe o leitão no desmame, aproximadamente aos 21, 26 ou 28 dias, e mantém o animal no mesmo galpão durante as fases de crescimento e terminação. | O animal é transportado da maternidade para a creche e, depois, para a terminação. |
| Faixa de produção | O suíno pode entrar com cerca de 6 kg e sair aproximadamente aos 161 dias, com 120 kg de peso vivo. | — |
| Fluxo de desenvolvimento | O animal permanece no mesmo galpão durante as fases de crescimento e terminação. | O animal é transferido entre maternidade, creche e terminação. |
| Efeito das transferências | A redução das transferências diminui o estresse e o risco sanitário. | Há transporte entre diferentes unidades ou fases. |
| Base sanitária | Na produção animal, o fechamento epidemiológico dos sistemas de produção foi implementado para evitar a disseminação de patógenos. | — |
| Objetivo e status imunológico | O sistema wean to finish foi desenvolvido com o objetivo de reduzir o transporte de animais, diminuir os riscos sanitários e aumentar a eficiência econômica. Nesse sistema, os suínos mantêm o mesmo status imunológico por crescerem juntos no mesmo ambiente sem contato com outros lotes. | — |
Instalações adaptáveis
No sistema wean to finish, as instalações precisam atender tanto ao leitão desmamado quanto ao suíno pesado. Na fase de creche, o leitão recém desmamado necessita de fornecimento de aquecimento nas instalações. O sistema exige equipamentos específicos, bebedouros e comedouros ajustados aos animais jovens, além de estrutura de aquecimento.
O mesmo comedor pode atender animais de aproximadamente 22 kg até 100 kg. O equipamento destinado a leitões de 6 kg não atende adequadamente animais de 100 kg. Na terminação, também são necessários ventilação e resfriamento, mas não necessariamente aquecimento.
Densidade ao longo do ciclo
No sistema wean to finish, uma possibilidade é alojar inicialmente todo o lote em uma parte do galpão, concentrando os equipamentos de aquecimento, e redistribuí lo conforme o crescimento. Um galpão pode receber aproximadamente mil leitões, que posteriormente são espalhados em grupos menores.
O tamanho das baias permanece o mesmo, mas a capacidade de alojamento diminui à medida que o peso dos animais aumenta. No início, podem ser alojados aproximadamente quatro animais por metro quadrado; no crescimento, dois animais por metro quadrado; e na terminação, um animal por metro quadrado.
Raleio e redistribuição
Na terminação, o raleio apresenta menor vantagem quando não há necessidade de aquecimento e os equipamentos são os mesmos. Por isso, granjas que recebem animais já desmamados geralmente não realizam raleio.
No sistema wean to finish, pode se optar pela concentração inicial dos leitões e posterior dispersão, mas o lote permanece único e não há entrada de novos animais durante o ciclo. A construção pode ser mais cara devido à necessidade de equipamentos que atendam a diferentes pesos e idades.
Benefício sanitário principal
O sistema wean to finish apresenta vantagem sanitária por reduzir o transporte e a exposição a novos ambientes. O animal proveniente de uma unidade convencional passa pela maternidade, pela creche e pela terminação, tendo mais oportunidades de sofrer desafios infecciosos.
No sistema de permanência única, o leitão sai da maternidade e permanece no mesmo ambiente até o abate, sem a entrada de novos lotes. Consequentemente, pode haver menor risco de contaminação, embora o custo da instalação seja um pouco maior.
Manejo do leitão ao nascimento
Rotina neonatal do leitão
A rotina de atendimento neonatal segue uma sequência curta: cuidar do leitão, aquecê lo e encaminhá lo para mamar.
- Etapa: Após o nascimento, o leitão deve ser seco.
- Etapa: O cordão umbilical deve ser amarrado e desinfetado.
- Etapa: O animal deve ser pesado.
- Etapa: Em seguida, deve ser colocado no escamoteador para aquecimento inicial.
- Etapa: Depois, o leitão deve ser encaminhado para a amamentação.
- Etapa: No manejo descrito, não são realizados corte de cauda ou desgaste de dentes; a assistência concentra se na secagem, no cuidado com o cordão, na pesagem, no aquecimento e no acesso ao leite.
Reflexão Sion
Cuidado que protege
No manejo neonatal, secar o leitão, cuidar do cordão, aquecê lo e garantir o acesso ao leite são passos concretos que protegem sua sobrevivência. Assim como a granja organiza setores, fluxos e cuidados para reduzir riscos, Deus não trata nossa vida com descuido nem nos deixa sem direção. Em Jesus, encontramos a esperança de um cuidado presente que nos convida a confiar e também a cuidar com responsabilidade dos mais vulneráveis.
Sim, o protetor de Israel não dormirá, ele está sempre alerta!Salmos 121:4
Reflita sobre como você cuida dos vulneráveis.