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Questões de Dermatologia para ENARE

3 questões comentadas de Dermatologia para revisar ENARE, com resposta, explicação e tópicos de alta incidência.

Questões
3
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3
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1

Tópicos desta amostra

  • Bacterianas (Piodermites)
  • Dermatoviroses
  • Discromias

Questões de Dermatologia para revisar temas frequentes do ENARE com alternativas, resposta comentada e pontos de alta incidência em prova.

Bacterianas (Piodermites)

Questão 1: Diagnóstico Diferencial Clínico entre Erisipela e Celulite

Uma paciente de 48 anos comparece a uma Unidade Básica de Saúde (UBS) com queixa de dor, calor e vermelhidão na perna direita há 24 horas, acompanhados de febre. Ao exame físico, o médico observa uma placa eritematosa, quente, dolorosa, edemaciada e brilhante na região pré tibial, com limites bem definidos e nítidos. Adicionalmente, nota se que a pele sobrejacente à lesão apresenta aspecto de casca de laranja. Com base na morfologia da lesão apresentada, qual é o diagnóstico mais provável para esta paciente e a principal característica morfológica que o diferencia da outra piodermite comum que afeta o subcutâneo?

Ver resposta comentada

Resposta: E. Erisipela; caracterizada por ser uma placa brilhante e bem delimitada, diferindo da celulite, que se apresenta como um eritema mal delimitado de localização subcutânea.

O caso clínico descreve perfeitamente a erisipela, que se apresenta como uma placa eritematosa, dolorosa, quente, edemaciada, brilhante e caracteristicamente bem delimitada, podendo exibir aspecto de casca de laranja decorrente de edema linfático. Em contrapartida, a celulite manifesta se tipicamente como um eritema quente, doloroso, mal delimitado (com limites menos nítidos) e possui localização subcutânea.

Alta incidência: A erisipela cursa com placa brilhante, bem delimitada e aspecto de casca de laranja, enquanto a celulite se apresenta como um eritema quente, mal delimitado e de localização subcutânea.

Explicação do tópico: As infecções bacterianas da pele e anexos cutâneos variam amplamente em profundidade, gravidade e manifestações clínicas. Compreender a distinção entre quadros purulentos e não purulentos, reconhecer lesões superficiais ou ulceradas e identificar sinais de gravidade sistêmica são passos essenciais para o manejo adequado. Além disso, o diagnóstico diferencial inclui infecções específicas e manifestações cutâneas de doenças sistêmicas como a sífilis, exigindo raciocínio clínico refinado e terapêutica direcionada.

Análise detalhada: A diferenciação clínica entre a erisipela e a celulite infecciosa fundamenta se principalmente nas características morfológicas da lesão inflamatória e no nível de profundidade do acometimento cutâneo: Erisipela: Manifesta se como uma placa eritematosa, quente, dolorosa, edemaciada e brilhante. O elemento crucial para o seu diagnóstico é a presença de limites bem delimitados e nítidos. O edema linfático associado à erisipela frequentemente confere à pele afetada um aspecto característico de casca de laranja. O quadro costuma ser acompanhado de febre. Celulite: Apresenta se como um eritema quente e doloroso, porém, diferentemente da erisipela, é mal delimitado (com limites menos nítidos) e possui uma localização subcutânea. A correta identificação dessas diferenças morfológicas impede erros comuns de diagnóstico em avaliações e garante a caracterização precisa da profundidade e do tipo de infecção apresentada pelo paciente.

Análise das alternativas

  1. A. Incorreta: Incorreta. Esta alternativa inverte os conceitos morfológicos e anatômicos das duas condições. A placa brilhante, bem delimitada e o aspecto de casca de laranja definem a erisipela, enquanto a celulite é que apresenta características de acometimento subcutâneo e limites imprecisos (mal delimitados).
  2. B. Incorreta: Incorreta. O aspecto de casca de laranja é decorrente do edema linfático associado à erisipela, não à celulite. Além disso, a celulite possui acometimento mais profundo (subcutâneo) e limites menos nítidos, enquanto a erisipela apresenta se como uma placa nítida e bem delimitada.
  3. C. Incorreta: Incorreta. A erisipela é uma infecção que cursa com placa superficial, brilhante e bem delimitada, enquanto a celulite é que possui localização subcutânea com limites menos nítidos. A alternativa inverteu completamente os perfis de profundidade e nitidez das bordas das lesões.
  4. D. Incorreta: Incorreta. A alternativa atribui de forma errônea a localização subcutânea e os limites imprecisos (menos nítidos) à erisipela, e as características de placa brilhante e bem delimitada à celulite. Na realidade, a erisipela é superficial e bem delimitada, enquanto a celulite é subcutânea e mal delimitada.
  5. E. Correta: Correta. O caso clínico descreve perfeitamente a erisipela, que se apresenta como uma placa eritematosa, dolorosa, quente, edemaciada, brilhante e caracteristicamente bem delimitada, podendo exibir aspecto de casca de laranja decorrente de edema linfático. Em contrapartida, a celulite manifesta se tipicamente como um eritema quente, doloroso, mal delimitado (com limites menos nítidos) e possui localização subcutânea.
Dermatoviroses

Questão 2: Diagnóstico Diferencial de Úlceras e Vesículas Herpéticas

Um homem de 24 anos apresenta se a uma Unidade Básica de Saúde com queixa de lesões na região genital surgidas há 3 dias. Ao exame físico, o médico observa múltiplas lesões vesiculares e erosivas, associadas a dor local intensa. Nota se também a presença de adenopatia regional dolorosa à palpação. Considerando as manifestações apresentadas pelo paciente, qual é o diagnóstico mais provável e a principal característica que o diferencia do cancro duro da sífilis?

Ver resposta comentada

Resposta: C. Herpes genital; caracteriza se por lesões dolorosas, múltiplas e adenopatia dolorosa, enquanto o cancro duro da sífilis apresenta se tipicamente como lesão única, indolor, de borda endurecida e acompanhado de adenopatia não supurativa.

O quadro clínico do paciente é característico de herpes genital, que se apresenta com múltiplas lesões dolorosas (vesiculares ou erosivas) e adenopatia dolorosa regional. O principal diagnóstico diferencial é o cancro duro da sífilis, que tipicamente cursa com lesão única, indolor, de borda endurecida e adenopatia não supurativa.

Alta incidência: O herpes genital caracteriza se por lesões múltiplas dolorosas e adenopatia dolorosa, enquanto o cancro duro da sífilis apresenta se tipicamente como lesão única, indolor, de borda endurecida e acompanhado de adenopatia não supurativa.

Explicação do tópico: As dermatoviroses representam um grupo crucial de infecções cutâneas causadas por vírus, caracterizadas por lesões elementares típicas, como vesículas, pápulas umbilicadas e verrugas. Compreender a correlação clínica dessas manifestações com o estado imunológico do paciente, além de dominar os protocolos de manejo e vacinação, é essencial para o diagnóstico diferencial correto e a escolha da conduta terapêutica adequada em casos comuns e especiais.

Análise detalhada: O diagnóstico diferencial das úlceras e vesículas herpéticas é essencial para a correta condução clínica. A presença de vesícula agrupada sugere fortemente herpes simples. O herpes simples é caracterizado por pródromo, vesículas agrupadas dolorosas e recorrência clínica no mesmo local. No trato genital, o herpes manifesta se com lesões múltiplas, que podem ser vesiculares ou erosivas, acompanhadas de dor local e adenopatia regional dolorosa. O principal diagnóstico diferencial é o cancro duro da sífilis, caracterizado tipicamente por uma lesão única, indolor, de borda endurecida e acompanhado de adenopatia não supurativa. Em episódios recorrentes, o herpes simples pode ser confundido clinicamente com impetigo ou aftas, demandando atenção à história de recorrência e aos sintomas prodrômicos para sua correta identificação.

Análise das alternativas

  1. A. Incorreta: Incorreta. Esta opção inverte as apresentações clínicas clássicas. O herpes genital apresenta lesões múltiplas e dolorosas com adenopatia dolorosa, enquanto o cancro duro da sífilis se caracteriza por lesão única, indolor, de borda endurecida e adenopatia não supurativa.
  2. B. Incorreta: Incorreta. O herpes genital cursa com dor local importante e adenopatia dolorosa regional, e não com lesões indolores ou adenopatia não supurativa. O cancro duro da sífilis também não se apresenta como múltiplas vesículas agrupadas dolorosas recorrentes.
  3. C. Correta: Correta. O quadro clínico do paciente é característico de herpes genital, que se apresenta com múltiplas lesões dolorosas (vesiculares ou erosivas) e adenopatia dolorosa regional. O principal diagnóstico diferencial é o cancro duro da sífilis, que tipicamente cursa com lesão única, indolor, de borda endurecida e adenopatia não supurativa.
  4. D. Incorreta: Incorreta. O cancro duro da sífilis apresenta borda endurecida, lesão única e indolor, acompanhada de adenopatia não supurativa. O herpes genital cursa com lesões dolorosas, e embora o herpes simples recorrente possa ser clinicamente confundido com aftas, ele não se caracteriza por lesões indolores.
  5. E. Incorreta: Incorreta. O herpes simples recorrente é caracterizado por pródromo, vesículas agrupadas dolorosas e recorrência clínica no mesmo local, diferindo da descrição de lesões sem pródromo. Além disso, o cancro duro da sífilis apresenta se como lesão única e indolor, e não como múltiplas vesículas dolorosas agrupadas.
Discromias

Questão 3: Vitiligo: Características Clínicas e Morfológicas

Uma paciente de 28 anos comparece ao ambulatório de dermatologia queixando se do surgimento de manchas na pele com evolução de seis meses. Ao exame dermatológico, as lesões são descritas como manchas bem delimitadas, de cor branco giz e não descamativas. Durante a investigação complementar, foi realizado exame sob a luz de Wood, que demonstrou acentuação das lesões. Considerando as características clínicas e morfológicas descritas, qual é a correta correlação diagnóstica e caracterização dessas lesões?

Ver resposta comentada

Resposta: C. O diagnóstico é de vitiligo, caracterizado por manchas tipicamente acrômicas, bem delimitadas e de cor branco giz que se acentuam sob a luz de Wood, o que o diferencia da hipomelanose macular progressiva, que se caracteriza por ser hipocrômica.

O quadro clínico apresentado é característico de vitiligo, uma vez que a condição se manifesta por manchas tipicamente acrômicas, bem delimitadas, de cor branco giz (ou branco leitoso) e não descamativas, as quais apresentam acentuação sob o exame com a luz de Wood. Além disso, a diferenciação diagnóstica está correta, pois a hipomelanose macular progressiva se caracteriza por apresentar lesões hipocrômicas, enquanto o vitiligo apresenta lesões acrômicas.

Alta incidência: O vitiligo se apresenta como manchas acrômicas, bem delimitadas, de cor branco giz ou branco leitoso e não descamativas que se acentuam sob a luz de Wood, diferindo da hipomelanose macular progressiva que é hipocrômica.

Explicação do tópico: As discromias representam alterações na pigmentação cutânea que exigem diferenciação clínica precisa. Compreender se uma lesão é acrômica, hipocrômica ou hipercrômica orienta o diagnóstico de condições como vitiligo, melasma e hipomelanose macular progressiva. O manejo adequado envolve correlacionar padrões de distribuição, ferramentas diagnósticas como a luz de Wood, potenciais associações sistêmicas e limites de segurança terapêutica para evitar desfechos adversos.

Análise detalhada: O vitiligo é uma discromia cutânea adquirida cuja principal manifestação clínica é o surgimento de manchas acrômicas. Características Morfológicas: As lesões típicas do vitiligo caracterizam se por serem manchas de coloração branco giz ou branco leitoso, apresentando se muito bem delimitadas em relação à pele sã ao redor. Outro aspecto morfológico fundamental é que as manchas são de superfície não descamativa. Investigação Complementar: O exame sob a luz de Wood é uma ferramenta propedêutica importante, demonstrando a acentuação característica das manchas acrômicas do vitiligo. Diagnóstico Diferencial: Na avaliação das discromias, é essencial diferenciar o vitiligo de outras condições semelhantes, como a hipomelanose macular progressiva. Enquanto as manchas do vitiligo são caracterizadas por serem acrômicas, a hipomelanose macular progressiva apresenta lesões de natureza hipocrômica.

Análise das alternativas

  1. A. Incorreta: Incorreta. Embora o vitiligo apresente manchas bem delimitadas e com acentuação sob a luz de Wood, as suas lesões são caracterizadas por serem acrômicas (e não hipocrômicas) e não descamativas (e não descamativas).
  2. B. Incorreta: Incorreta. Os achados de manchas de cor branco leitoso, de caráter não descamativo e que se acentuam sob a luz de Wood são manifestações clínicas do vitiligo (que se caracteriza por lesões acrômicas), e não da hipomelanose macular progressiva.
  3. C. Correta: Correta. O quadro clínico apresentado é característico de vitiligo, uma vez que a condição se manifesta por manchas tipicamente acrômicas, bem delimitadas, de cor branco giz (ou branco leitoso) e não descamativas, as quais apresentam acentuação sob o exame com a luz de Wood. Além disso, a diferenciação diagnóstica está correta, pois a hipomelanose macular progressiva se caracteriza por apresentar lesões hipocrômicas, enquanto o vitiligo apresenta lesões acrômicas.
  4. D. Incorreta: Incorreta. O vitiligo caracteriza se morfologicamente por manchas que são não descamativas e que apresentam acentuação marcante quando submetidas ao exame sob a luz de Wood, contrariando o que afirma a alternativa.
  5. E. Incorreta: Incorreta. A hipomelanose macular progressiva caracteriza se por manchas de aspecto hipocrômico, e não acrômicas. As características clínicas de manchas bem delimitadas, de cor branco giz e com acentuação ao exame sob a luz de Wood são manifestações típicas do vitiligo.

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