Sion Academy

Ciclo Básico4 PeríodoFarmacologiaCapítulo 2

Aula 9 Parte 2 Corticosteroides

Comparação das atividades predominantes dos corticosteroides.

Duracao: 13 min

Topicos da aula

  • Corticoides

Overview

Mapa dos corticosteroides

Os corticosteroides são fármacos sintéticos que imitam o cortisol e atuam no eixo hipotálamo hipófise adrenal. Dividem se em glicocorticoides e mineralocorticoides, com diferentes proporções de efeitos metabólicos, anti inflamatórios e de retenção de sal. Sua ação reduz amplamente a inflamação e a resposta imune, mas pode aumentar o risco de infecções e causar alterações sistêmicas, como hiperglicemia, hipertensão e perda óssea. Por isso, tratamentos prolongados exigem monitoramento e, após uso contínuo, não devem ser interrompidos abruptamente. A aula também relaciona os principais fármacos às suas vias, indicações clínicas, estratégias de desmame e complicações relevantes.

Origem, classificação e mecanismos fisiológicos

Eixo hipotálamo hipófise adrenal

Os corticosteroides são fármacos sintéticos que imitam a ação do cortisol, produzido naturalmente pelas glândulas suprarrenais. O eixo hipotálamo hipófise adrenal, também chamado de eixo hipotálamo hipófise suprarrenal, participa da regulação da resposta ao estresse e pode ser estimulado por estresse físico ou emocional, ritmos circadianos, hormônios, neurotransmissores, fatores imunológicos e alterações metabólicas.

A estimulação do hipotálamo promove a liberação do hormônio liberador de corticotropina, que estimula a hipófise. A hipófise libera o hormônio adrenocorticotrófico (ACTH), que estimula as glândulas suprarrenais a produzirem catecolaminas e glicocorticoides, especialmente o cortisol.

Efeitos fisiológicos do cortisol

O cortisol, o principal glicocorticoide, promove supressão do sistema imune. Os glicocorticoides também promovem o catabolismo proteico, disponibilizando aminoácidos para a produção de glicose, e estimulam a gliconeogênese.

Além disso, os glicocorticoides mobilizam ácidos graxos no tecido adiposo. Durante a resposta ao estresse, as catecolaminas podem aumentar a frequência cardíaca. Os corticosteroides simulam o cortisol e reproduzem esses processos, além de outros efeitos.

Glicocorticoides versus mineralocorticoides

GrupoAtividade predominanteUso e observações
GlicocorticoidesOs glicocorticoides estão mais envolvidos no metabolismo dos carboidratosCorrespondem à maior parte dos fármacos corticosteroides utilizados
Mineralocorticoidesparticipam principalmente da retenção de água e minerais no organismoOs mineralocorticoides são menos empregados; mesmo por pouco tempo, podem causar retenção de água
Corticosteroidesos corticoides são divididos em glicocorticoides e mineralocorticoidesNenhum corticosteroide é exclusivamente glicocorticoide ou mineralocorticoide; cada fármaco apresenta algum grau de ambas as atividades

Comparação das atividades predominantes dos corticosteroides.

Ação imunológica e anti inflamatória

Supressão da resposta imune

Os hormônios produzidos pelas glândulas suprarrenais exercem papel importante na resposta do organismo ao estresse e na regulação do sistema imunológico. A imunossupressão reduz a atividade de várias células do sistema imunológico, como linfócitos e macrófagos. Assim, os glicocorticoides reduzem a inflamação e a resposta imune; esse efeito pode ser benéfico em determinadas situações, mas também pode tornar o organismo mais suscetível a infecções.

A ação anti inflamatória dos corticosteroides é muito potente porque bloqueia processos relacionados à vasodilatação, à liberação de mediadores e ao recrutamento de leucócitos para os tecidos.

Corticosteroide não trata fungos

Um corticosteroide não deve ser utilizado isoladamente no tratamento de uma doença fúngica, pois não possui ação antifúngica. A betametasona é um corticoide que pode reduzir o prurido e a inflamação, mas sua aplicação também remove parte do controle exercido pelo sistema imune sobre o fungo e pode favorecer a progressão posterior do fungo. A associação com um antifúngico pode ocorrer em situações como irritação cutânea e prurido intenso de origem fúngica.

Citocinas e doenças autoimunes

Os corticosteroides ajudam a controlar a inflamação ao diminuir a produção de citocinas inflamatórias, reduzindo reações imunes excessivas capazes de causar lesão tecidual. O cortisol também influencia os anticorpos: Níveis elevados de cortisol podem reduzir a produção de anticorpos e comprometer a capacidade do organismo de combater patógenos.

Em algumas doenças autoimunes, o cortisol pode ser utilizado para suprimir a resposta imune e aliviar os sintomas.

Comparação com anti inflamatórios não esteroidais

Ponto de ação na inflamação

Os anti inflamatórios não esteroidais atuam predominantemente sobre as ciclooxigenases, bloqueando a via da COX. Assim, os anti inflamatórios não esteroidais bloqueiam principalmente uma etapa intermediária da inflamação, as ciclooxigenases.

Os corticosteroides interferem em um ponto mais inicial e amplo da cascata inflamatória. A principal diferença entre essas classes está no nível de atuação na cascata inflamatória e no espectro de ação celular. O espectro de ação alcança praticamente todo o processo inflamatório e várias vias da resposta imune.

Cascata do ácido araquidônico

Ao bloquear a liberação do ácido araquidônico, os corticosteroides impedem a formação de derivados da ciclooxigenase (COX) e da lipooxigenase (LOX), responsável pela produção de leucotrienos. Os corticosteroides atuam sobre a fosfolipase e bloqueiam toda essa cadeia.

Os anti inflamatórios não esteroidais bloqueiam principalmente a via da COX, mantendo a via dos leucotrienos. Os corticosteroides bloqueiam toda a cascata do ácido araquidônico e também atuam sobre as ciclooxigenases.

Modulação genética da inflamação

Os corticosteroides entram no núcleo celular e alteram a transcrição do DNA. Com isso, aumentam a síntese de proteínas anti inflamatórias e desligam genes produtores de citocinas inflamatórias.

Além dos efeitos vasculares e químicos da inflamação, reduzem a quantidade e a atividade das células de defesa no local afetado. Esse efeito celular não é produzido pelos anti inflamatórios não esteroidais.

Efeitos metabólicos e sistêmicos

Metabolismo e redistribuição da gordura

Os corticosteroides promovem o metabolismo intermediário, favorecendo a gliconeogênese, o catabolismo proteico e a lipólise. Também reduzem a captação de glicose, aumentam a gliconeogênese, o armazenamento de glicogênio e a concentração de glicose. Ao mesmo tempo, reduzem a síntese muscular e transformam proteínas musculares em glicose.

A redistribuição da gordura corporal pode aumentar o tecido adiposo na região abdominal e na parte superior das costas. O catabolismo proteico pode produzir braços e pernas finos, enquanto a glicemia elevada aumenta o risco de diabetes.

Monitoramento dos efeitos sistêmicos

  • Efeitos sistêmicos: os corticosteroides aumentam a resistência ao estresse, a glicose plasmática e a pressão arterial.
  • Prescrição: deve ser realizada por médico devido aos diversos efeitos adversos.
  • Indicação: são necessários em situações como doenças autoimunes com processos inflamatórios persistentes.
  • Tratamento prolongado: exige monitoramento da glicemia, da pressão arterial e da saúde óssea.
  • Tecido ósseo: os corticosteroides reduzem a absorção de cálcio, aumentam a atividade dos osteoclastos e reduzem a dos osteoblastos.
  • Efeitos prolongados: podem aumentar a pressão arterial e elevar o risco de osteoporose.
  • Osteoporose: o uso de corticosteroides aumenta seu risco.

Efeitos digestivos e ósseos

  • Sistema gastrointestinal: os glicocorticoides podem aumentar a produção de pepsina e de ácido clorídrico, além de reduzir o muco protetor e o bicarbonato.
  • Tecido ósseo: os glicocorticoides reduzem a absorção de cálcio, estimulam os osteoclastos, reduzem a ação dos osteoblastos e causam perda óssea importante, podendo produzir osteoporose.
  • Tratamento prolongado: esses efeitos devem ser considerados especialmente durante tratamentos prolongados.

Descontinuação e redução gradual

Quando iniciar o desmame

A duração do uso define se a retirada pode ser direta ou se exige redução gradual.

  1. Etapa: Até 10 dias, o corticosteroide pode ser utilizado continuamente e retirado; quando clinicamente possível, o uso ideal mencionado é de 5 a 7 dias.
  2. Etapa: Em situações como dificuldade respiratória, gripe intensa, rinite ou edema das pregas vocais, podem ser utilizados corticosteroides em doses elevadas durante 5 a 7 dias, como a metilprednisolona, seguida de retirada.
  3. Etapa: Após período superior a 10 dias, o corticosteroide não deve ser retirado imediatamente; deve ser realizado esquema de redução gradual.
  4. Etapa: Em pacientes que fazem uso prolongado, a descontinuação deve ser realizada gradualmente e sob supervisão médica.

Recuperação do eixo adrenal

A recuperação da produção de cortisol depende da redução gradual após o bloqueio do eixo.

  1. Etapa: O uso prolongado bloqueia o eixo hipotálamo hipófise adrenal e reduz ou inibe a produção de cortisol pelo organismo.
  2. Etapa: Como as glândulas suprarrenais não retomam rapidamente sua função, a retirada súbita pode causar deficiência de cortisol.
  3. Etapa: A retirada do corticoide pode ocorrer após o bloqueio do eixo hipotálamo hipófise adrenal.
  4. Etapa: Faça a redução gradual com 40 mg por 3 ou 4 dias, depois 20 mg por 3 ou 4 dias, 10 mg por mais 3 ou 4 dias e, finalmente, 5 mg por mais 3 ou 4 dias antes da suspensão.
  5. Etapa: Ao reduzir progressivamente a dose, permite se a recuperação progressiva do eixo.

Riscos da retirada súbita

A retirada súbita em pacientes que utilizam corticosteroides por longo prazo pode causar insuficiência adrenal. Os níveis de cortisol podem cair drasticamente, provocando fadiga extrema, fraqueza, náuseas, vômitos e pressão arterial baixa. Também podem ocorrer sintomas de abstinência, com dores musculares e articulares, mal estar e fadiga. A complicação mais grave é a crise adrenal, caracterizada por fadiga extrema, náuseas, vômitos, dor abdominal, hipotensão, tontura, desmaio, confusão mental e febre. Essa situação requer tratamento emergencial com corticosteroide intravenoso.

Exemplo de desmame prolongado

Em um caso de dermatomiosite em remissão e estabilizada, uma paciente de 55 anos, com 74 kg e 1,69 m, utilizava prednisona oral na dose de 80 mg havia 14 meses. Por isso, foi programada a retirada gradual do corticosteroide.

O esquema consistia em 60 mg por 4 dias, 40 mg por 4 dias, 24 mg por 4 dias, 17,5 mg por 7 dias, 15 mg por 7 dias, 12,5 mg por 7 dias, 10 mg por 7 dias, 7,5 mg por 15 dias e 2,5 mg por 15 dias. O período total de retirada era de aproximadamente 3 meses, permitindo tempo para que o eixo hipotálamo hipófise adrenal retomasse a produção de cortisol.

Monitoramento e prevenção de complicações

Parâmetros do acompanhamento clínico

Durante o uso prolongado de corticoides, o acompanhamento combina monitoramento clínico e prevenção de complicações.

  • Monitoramento metabólico: Durante o uso prolongado de altas doses de corticoide, devem ser monitorados a glicemia de jejum, o potássio, o perfil lipídico, a densitometria óssea e a pressão arterial no início e durante o tratamento.
  • Função renal: Também deve ser avaliada a creatinina sérica, considerando a função renal do paciente.
  • Prevenção da osteoporose: O paciente pode receber suplementação diária de cálcio e vitamina D3, além de bisfosfonato, conforme o protocolo clínico e as diretrizes terapêuticas do Ministério da Saúde para osteoporose.

Atividades corticoides combinadas

Todo corticosteroide possui alguma atividade glicocorticoide e mineralocorticoide, embora em proporções diferentes. Alguns apresentam ação anti inflamatória predominante e retenção de sal mínima; outros possuem atividade mineralocorticoide mais evidente. A retenção de sal não é completamente ausente, mesmo quando é muito pequena.

Em doenças de perda intensa de sal, como a doença de Addison, pode ser utilizado um mineralocorticoide. Para o efeito anti inflamatório, o interesse principal está nos glicocorticoides.

Principais fármacos e indicações

Prednisona e hidrocortisona

Entre as indicações da prednisona estão doenças autoimunes, artrite reumatoide, alergias, asma e doença inflamatória intestinal, além de algumas condições dermatológicas. O uso de corticoides pode melhorar algumas doenças respiratórias e inflamatórias, incluindo uma condição não especificada.

A hidrocortisona é indicada na insuficiência adrenal e na doença de Addison. Apresenta atividade glicocorticoide e mineralocorticoide importante, sendo utilizada por via intravenosa, em ambiente hospitalar, e também em cremes.

Dexametasona e betametasona

FármacoPotência e duraçãoPrincipais indicaçõesFormas ou aplicações
DexametasonaCorticoide potente e de ação longaCondições inflamatórias graves; choque anafilático; alguns tipos de câncer, como leucemia; prevenção e tratamento de náuseas associadas à quimioterapia; maturação pulmonar pré termoOpção antiemética
BetametasonaAção potente e longaDoenças inflamatórias, alérgicas e dermatológicas; maturação pulmonar pré termoCremes e infiltrações para dor articular

Comparação entre potência, duração e principais usos clínicos.

Maturação pulmonar fetal

Em gestantes com risco de parto prematuro, pode ser iniciada dexametasona ou betametasona antes do nascimento para acelerar a maturação pulmonar fetal. Assim, dexametasona e betametasona são utilizadas para a maturação pulmonar fetal quando há risco de nascimento prematuro.

O desenvolvimento pulmonar masculino ocorre mais tardiamente, e meninos prematuros podem nascer com o sistema pulmonar incompleto. O desenvolvimento pulmonar feminino ocorre mais rapidamente, em associação à proteção hormonal feminina.

Triancinolona e metilprednisolona

A triancinolona é utilizada em tendinites e doenças dermatológicas, inclusive por infiltração para aliviar dor e inflamação. Como corticosteroide de depósito, permanece no local em que é injetada e apresenta ação local prolongada.

A metilprednisolona possui um grande número de indicações clínicas e pode ser administrada por injeção, infiltração ou comprimidos. É utilizada em crises asmáticas, reações alérgicas graves, choque anafilático, doenças autoimunes, artrite reumatoide, espondilite anquilosante, dermatite, urticária, eczema grave e infiltrações articulares.

Corticoides por vias respiratórias

Nesse contexto, a fluticasona é utilizada por via inalatória e não é apresentada como injetável ou comprimido. Na asma, alcança diretamente os pulmões e produz ação anti inflamatória pulmonar; também pode ser empregada na doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC).

A mometasona apresenta uso semelhante e pode ser administrada em spray nasal para rinite alérgica. Mometasona e fluticasona são utilizadas em sprays nasais para rinite alérgica e também foram relacionadas ao tratamento da doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC).

Uso restrito da cortisona

A cortisona pode ser usada em algumas condições inflamatórias e como reposição na insuficiência adrenal, mas é pouco utilizada.

Síndrome de Cushing

Causas e sinais de Cushing

A síndrome de Cushing resulta da produção aumentada e prolongada de cortisol ou do uso farmacológico de corticosteroides. Entre as causas, estão tumores da glândula pituitária, inclusive tumores localizados na base do crânio. Esses tumores estimulam a hipófise, que induz as adrenais a produzirem cortisol.

As manifestações incluem estrias arroxeadas no abdome, aumento da gordura abdominal e aumento da gordura na região superior das costas. Também podem ocorrer bochechas aumentadas e formação fácil de equimoses. O uso de corticoides pode facilitar a formação de equimoses mesmo sem trauma.

O uso de corticoides pode causar manchas e estrias arroxeadas, além de manchas semelhantes a lesões e deixar os braços e as pernas finos. O quadro pode incluir braços e pernas finos, pressão arterial elevada e osteoporose.

Analgesia no período pós operatório

Analgesia programada pós operatória

Em um caso pós operatório, organize a analgesia com dipirona em horário fixo e parecoxibe por período limitado.

  1. Etapa: Em um caso pós operatório, uma opção analgésica é dipirona, 1 g por via oral a cada 6 horas, em horário fixo. A dipirona foi destacada por estimular pouco as lesões gástricas e apresentar efeito analgésico importante.
  2. Etapa: Pode se associar parecoxibe, 40 mg por via intravenosa a cada 12 horas, por no máximo 48 horas, geralmente durante 24 horas.
  3. Etapa: O parecoxibe é seletivo para COX 2 e foi relacionado à proteção da mucosa gástrica.

Proteção gástrica e resgate

Podem ser utilizados omeprazol, pantoprazol ou esomeprazol por via oral quando o paciente apresenta boa função do trato gastrointestinal e capacidade de ingestão oral, pois a absorção é adequada. O omeprazol pode ser iniciado previamente.

Como analgesia de resgate, o tramadol pode ser utilizado se a dor não for controlada pelas demais medicações, na dose de 50 mg por via intravenosa, a cada 6 horas, se necessário.

Dicas Para Provas

Dicas Para Provas

Dicas Para Provas
O uso de corticoides pode melhorar algumas doenças respiratórias e inflamatórias, incluindo uma condição cujo nome não está claro na transcrição.
No caso pós operatório apresentado, foi prescrito parecoxibe 40 mg por via intravenosa a cada 12 horas.

Reflexão Sion

Cuidado que restaura

Os corticoides controlam inflamações intensas, mas seu uso prolongado pode silenciar a produção natural de cortisol e exige retirada gradual. Isso nos lembra que aliviar uma dor não é o mesmo que restaurar completamente a fonte da fragilidade: cuidado verdadeiro acompanha o processo. Em Jesus, encontramos aquele que não apenas encobre nossas feridas, mas nos conduz com graça à restauração.

Ele cura os de coração quebrantado e cuida das suas feridas.Salmos 147:3

Leia e reflita sobre o cuidado que restaura.

Outras aulas gratuitas recomendadas

Aviso Legal: O Sion Academy é uma plataforma voltada exclusivamente para fins educacionais e preparação para provas de residência médica (como o ENARE). O conteúdo aqui disponibilizado reflete diretrizes de estudos e exames laboratoriais, não constituindo, sob nenhuma hipótese, conselho médico, diagnóstico ou indicação de tratamento clínico para pacientes.