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MedVet6 PeríodoBovinocultura de LeiteP1

Parâmetros de Qualidade do Leite, Manejo de Ordenha e Controle de Mastite

A conformidade com a IN 76 é avaliada pela média geométrica trimestral. O não atendimento aos limites estabelecidos pode acarretar notificações e o impedimento da entrega do leite ao laticínio ou cooperativa.

Duracao: 20 min

Topicos da aula

  • Parâmetros de qualidade do Leite e Manejo de Ordenha

Impacto Econômico e Qualidade na Pecuária Leiteira

A mastite é considerada a doença de maior impacto econômico na pecuária leiteira mundial.

A ocorrência de mastite clínica no rebanho é frequentemente comparada à ponta de um iceberg, onde a maior parte dos casos é subclínica e não visível.

Historicamente, as normas regulamentares como a IN 62 estabeleceram os patamares de qualidade para CCS e CBT no Brasil.

Limites Regulamentares (MAPA IN 76)

Parâmetro de QualidadeLimite IN 76 (Atual)Limite IN 62 (Histórico)
Contagem de Células Somáticas (CCS)500.000 células/ml600.000 células/ml
Contagem Bacteriana Total (CBT/CPP)300.000 UFC/ml600.000 UFC/ml

A conformidade com a IN 76 é avaliada pela média geométrica trimestral. O não atendimento aos limites estabelecidos pode acarretar notificações e o impedimento da entrega do leite ao laticínio ou cooperativa.

Entendendo a Contagem Bacteriana Total (CBT)

CBT é a sigla para Contagem Bacteriana Total, servindo como um indicador fundamental da carga microbiana inicial presente no leite.

O procedimento é realizado através da contagem de colônias bacterianas em uma amostra de leite mantida sob incubação a 32ºC por 48 horas.

Para assegurar uma produção de alta qualidade, a meta ideal de CBT é manter os valores abaixo de 10.000 UFC/ml, sendo que fazendas com manejo de excelência alcançam patamares ainda mais baixos, entre 2.000 e 5.000 UFC/ml.

Mastite Clínica vs. Subclínica

  • Mastite Clínica: Identificada pela presença de alterações visíveis no leite, como grumos, pus ou coágulos.
  • Mastite Subclínica: O leite mantém um aspecto normal a olho nu, dificultando a detecção direta.
  • Monitoramento da Subclínica: A Contagem de Células Somáticas (CCS) é a principal ferramenta, sendo considerada a condição quando o valor é superior a 200.000.
  • Importância Econômica: A forma subclínica é considerada economicamente mais relevante do que a forma clínica, devido à sua alta prevalência no rebanho.
  • Prevalência: Estima se que para cada evento de mastite clínica existam entre 20 a 40 casos de mastite subclínica.

Células Somáticas e Patogênese

A mastite é uma enfermidade caracterizada por alta morbidade, porém de baixa mortalidade no rebanho. A ocorrência dos casos clínicos é comumente comparada à ponta do iceberg, indicando que a maior parte das infecções, as formas subclínicas, não é visível.

A Contagem de Células Somáticas (CCS) é o biomarcador essencial para monitorar essas infecções. Ela é composta predominantemente por leucócitos, cujo aumento no alvéolo mamário ocorre logo após a instalação da infecção. Em contraste, as células de descamação representam apenas cerca de 1 a 2% dessa contagem.

Custos da Mastite no Rebanho

CategoriaCusto do EventoImpacto da Perda de Produção (%)
Vacas PrimíparasR$ 1.600,0040% a 50%
Vacas MultíparasR$ 2.100,0039%

O impacto econômico de um evento de mastite clínica varia entre R$ 1.500,00 e R$ 2.000,00, considerando prejuízos que envolvem tratamentos, descarte de leite e redução produtiva.

Impactos Indiretos e Benefícios da Baixa CCS

A mastite é considerada a doença animal de maior prejuízo econômico na pecuária. Seus impactos negativos incluem o aumento dos 'dias abertos', o que prejudica a reprodução, além de custos elevados com assistência veterinária, tratamentos e o descarte de leite devido ao uso de antibióticos. Em contrapartida, o controle efetivo da mastite permite que os laticínios ofereçam premiações financeiras para os produtores que entregam leite com baixa CCS.

Diagnóstico e Monitoramento de Campo

  • CMT: método qualitativo para diagnóstico de mastite subclínica que permite identificar qual quarto mamário está afetado pela infecção.
  • Qualidade do leite: leite com baixa CCS apresenta maior rendimento industrial e maior tempo de prateleira após a pasteurização.
  • Controle leiteiro: procedimento realizado geralmente de forma mensal, com intervalos de 20 a 40 dias entre as coletas.
  • Meta técnica de CCS: o limite inferior a 200.000 células/ml é considerado o parâmetro para considerar uma vaca não infectada, sendo um objetivo mais atingível para os produtores do que a meta de 100.000 células/ml.
  • Faixa de atenção: entre 100.000 e 200.000 CCS/ml, ainda pode haver um pequeno percentual de quartos mamários infectados.

Transformação Logarítmica: Score Linear de CCS

Score Linear de CCSCCS Absoluta (células/ml)
125.000
250.000
3100.000
4200.000

A tabela apresenta a relação onde cada aumento de um ponto no score linear dobra o valor absoluto da CCS.

Progressão do Score Linear (Níveis 5 a 9)

Score LinearContagem de Células Somáticas (células/ml)
5400.000
6800.000
71.600.000
83.200.000
96.400.000

A escala de score linear varia de 1 a 9, sendo que cada aumento de um ponto representa a duplicação do valor absoluto da CCS anterior.

Correlação entre CCS e Aspecto do Leite

O leite de qualidade superior mantém uma contagem de células somáticas (CCS) abaixo de 200.000 células/ml.

Embora não exista um número exato de CCS que defina o início da mastite clínica, o leite começa a perder seu aspecto normal à medida que o score aumenta, alcançando patamares de 1,6 a 3,2 milhões de células/ml (scores 7 a 8).

Na escala de CCS, um score de 9 equivale a uma contagem de 6.400.000 células/ml.

Impacto Individual da Vaca no Tanque

O relatório 2.2 é uma ferramenta fundamental para identificar o impacto individual de cada animal na qualidade do leite do tanque. Enquanto a meta recomendada para a CCS em rebanhos leiteiros é de 200.000 células/ml, é comum encontrar cenários com médias de 342.000 células/ml; um valor que, embora não seja o ideal, permite intervenções eficazes.

Uma única vaca com CCS elevada pode elevar desproporcionalmente a contagem média de todo o leite coletado. Por isso, a segregação ou remoção de animais com infecções crônicas ou novos casos de mastite é uma estratégia capaz de reduzir drasticamente a CCS total do tanque, aproximando o rebanho dos padrões de qualidade desejados.

Componentes do Equipamento de Ordenha

  • Conjunto de ordenha: composto por copos de inox, teteiras de borracha ou silicone e copo coletor, sendo as teteiras a única parte do equipamento que entra em contato direto com o teto da vaca.
  • Coletor de leite: componente responsável por reunir o leite proveniente dos quatro quartos mamários.
  • Pulsadores: peças responsáveis por determinar o ciclo de pulsação durante a ordenha.
  • Sistema de vácuo: gerado por um gerador e conduzido por uma tubulação específica, frequentemente identificada pela cor azul.

Ciclo de Pulsação e Fases de Ordenha

  1. Fase A: Etapa inicial de entrada de vácuo no sistema, em que o nível de vácuo máximo ainda não foi atingido.
  2. Fase B: Momento em que se atinge o nível de vácuo desejável, ocorrendo a ejeção efetiva do leite.
  3. Fase C: Etapa de transição em que o vácuo é interrompido e a pressão atmosférica começa a entrar.
  4. Fase D: Fase de massagem na qual a entrada de ar atmosférico colapsa a teteira para estimular a recirculação sanguínea.

Relação de Pulsação: Eficiência vs. Saúde

A relação de pulsação define o tempo dedicado à fase de extração (subfases A+B) em comparação com a fase de massagem (subfases C+D).

A recomendação técnica usual é manter a relação em 65% para extração e 35% para massagem, visto que desvios impactam diretamente a eficiência da ordenha e a saúde do teto.

Uma configuração de 60:40 resulta em uma ordenha mais lenta, porém preserva melhor a saúde dos tetos, enquanto a relação 70:30 acelera o processo, mas gera sobreexposição das pontas do teto ao vácuo.

O extrator automático de ordenha complementa esse manejo, utilizando um sensor no copo coletor que mede o fluxo de leite e desliga o vácuo quando o fluxo se torna muito pequeno.

Manutenção de Teteiras e Hiperqueratose

Diferença entre materiais: Teteiras de silicone duram mais tempo do que as de borracha, porém apresentam maior ocorrência de queda do conjunto de ordenha devido ao deslizamento. Substituição da borracha: As teteiras devem ser trocadas a cada 2.500 ordenhas ou a cada seis meses, prevalecendo o que ocorrer primeiro. Cálculo da vida útil: O intervalo de troca depende do número de vacas ordenhadas, do número de ordenhas por dia e do número de conjuntos existentes na sala de ordenha. Riscos de componentes vencidos: O uso de teteiras vencidas causa microfissuras na borracha que acumulam leite e propiciam o aumento da Contagem de Células Somáticas (CCS). Hiperqueratose: A exposição prolongada do teto a vácuo excessivo pode causar hiperqueratose, caracterizada por uma rugosidade ou calosidade formada na extremidade do teto da vaca.

Protocolo de Limpeza: Fases Inicial e Alcalina

  1. Momento da higienização: A limpeza deve ser iniciada imediatamente após o término da ordenha, com a tubulação ainda morna, para evitar a formação de incrustações e o acúmulo de resíduos.
  2. Enxágue inicial: Utilizar água morna a pelo menos 35ºC para remover o excesso de resíduos, sem recircular a água e descartando a após a passagem pelo equipamento.
  3. Lavagem com detergente alcalino clorado: Realizada após cada sessão de ordenha, com o sistema fechado para permitir a recirculação da solução de limpeza.
  4. Parâmetros térmicos da lavagem: A água deve iniciar a 70ºC, sendo obrigatório que não seja inferior a 40ºC após 10 minutos de circulação.

Protocolo de Limpeza: Fase Ácida e Sanitização

  1. Limpeza Ácida: Realizada diariamente ou algumas vezes por semana, esta etapa previne a formação da 'pedra do leite', incrustação mineral composta por cálcio, potássio e outros microminerais que pode causar o turmelionamento do produto.
  2. Condições da Solução Ácida: A solução de detergente deve apresentar pH inferior a 3,5, circulando na tubulação a uma temperatura entre 30 e 35ºC por um período de 5 minutos.
  3. Sanitização Pré Ordenha: Realizada minutos antes do início da próxima ordenha, esta etapa utiliza uma solução de detergente alcalino contendo de 100 a 200 ppm de cloro disponível.
  4. Finalização do Processo: A etapa de sanitização ocorre à temperatura ambiente por 5 minutos, sendo proibido enxaguar o equipamento de ordenha após esta etapa final.

Higiene da Ordenha e Estímulo de Esfíncter

  • Pré dipping: O manejo de ordenha pode variar na utilização de um ou dois pré dippings, sendo o segundo estágio chamado de redipping.
  • Alimentação na ordenha: A recomendação técnica é fornecer ração aos animais logo após a ordenha, evitando o fornecimento durante o processo para prevenir a sujidade e reduzir a ansiedade ou o nervosismo dos animais.
  • Fechamento do esfíncter do teto: O fornecimento de ração após a ordenha estimula a vaca a permanecer em pé por 30 a 45 minutos, permitindo o fechamento adequado do esfíncter do teto.
  • Ambiente da sala de espera: Este espaço é crítico para o resfriamento dos animais, sendo necessário mitigar o calor gerado pela alta concentração de vacas no local.

Resfriamento do Leite e Impacto na CBT

A temperatura corporal da vaca e do leite no momento da ordenha é de aproximadamente 39,2ºC. Para manter a qualidade e inibir o crescimento bacteriano, o leite deve ser resfriado imediatamente após a ordenha, com a meta de atingir uma temperatura entre 2ºC e 4ºC no tanque de expansão.

A Contagem Bacteriana Total (CBT) é o parâmetro utilizado para identificar problemas ocorridos no pós ordenha, como falhas na cadeia de resfriamento. É importante ressaltar que falhas no resfriamento aumentam a CBT, mas não alteram a Contagem de Células Somáticas (CCS), que identifica problemas ocorridos no pré ordenha. Contudo, práticas inadequadas, como ordenar vacas com tetos sujos, podem elevar simultaneamente tanto a CCS quanto a CBT.

Controle Rigoroso de Resíduos de Antibióticos

Não é permitida a presença de qualquer concentração de resíduos de antibióticos no leite. Se detectados, todo o volume do tanque deve ser descartado, independentemente da quantidade. A presença desses resíduos ocorre frequentemente pela não observância do período de carência, pelo uso de protocolos de tratamento inadequados ou pela migração do medicamento entre quartos mamários. É essencial utilizar corretamente os antibióticos específicos para vacas em lactação e para vacas secas, dado que os produtos para vacas secas permanecem mais tempo no tecido. Para vacas em lactação, deve se priorizar medicamentos com menor período de carência.

Linha de Ordenha e Notificação

Na rotina de ordenha, a organização da linha deve priorizar as vacas primíparas. Essa prática é adotada pois, por serem animais jovens, elas possuem menor probabilidade de terem tido contato prévio com agentes infecciosos causadores de mastite presentes no ambiente da sala de ordenha.

Em contrapartida, vacas multíparas, que já passaram por dois ou mais partos, apresentam um risco maior de contrair mastite em comparação com as primíparas.

Em relação à regulamentação sanitária no Brasil, é importante ressaltar que a mastite não é classificada como uma doença de notificação obrigatória.

Sistemas de Ordenha: Comportamento e Balde ao Pé

  • Relevância e qualidade: o sistema balde ao pé ainda responde por um volume importante da produção de leite no Brasil e permite a obtenção de leite de qualidade, desde que o produtor mantenha rigoroso manejo e higiene.
  • Componentes do sistema: utiliza tubulações de vácuo, pulsadores, mangueiras de leite e latões, que podem variar de 20 litros até modelos de 50 litros para ordenhar duas vacas simultaneamente.
  • Posicionamento: o equipamento é posicionado próximo aos membros anteriores da vaca para evitar que eventuais chutes derrubem o latão.
  • Manejo pós ordenha: após o término da coleta, o leite é carregado manualmente nos latões até o tanque resfriador.
  • Comportamento animal: vacas de origem europeia costumam ser dóceis, ao passo que mestiças com sangue zebuíno geralmente exigem a amarração dos membros posteriores para evitar chutes.

Ordenha Canalizada e Sistema Tandem

O sistema de ordenha canalizado transporta o leite através de tubulações de aço inox, indo do conjunto de ordenha para a balança e, finalmente, para o resfriador. Na configuração de linha baixo, a canalização de leite e vácuo fica na parte inferior da sala. Em instalações sem fosso, o ordenador precisa realizar o manejo agachado, o que compromete a ergonomia do trabalho.

O sistema Tandem caracteriza se pela disposição das vacas uma atrás da outra. Algumas salas desse tipo permitem a saída lateral individual de animais que terminam a ordenha antecipadamente. Contudo, esse arranjo exige maior deslocamento do ordenador devido à distância entre os úberes das vacas.

No manejo de vacas mestiças, como a Girolando, a ausência do bezerro pode impedir a liberação de ocitocina e a descida do leite. Para auxiliar na descida, o manejo pode incluir o uso de ocitocina exógena, a ordenha com bezerro ou a seleção genética.

Evolução: Espinha de Peixe e Paralela

  • Fluxo de evolução: A transição tecnológica nas fazendas ocorre tradicionalmente da ordenha balde ao pé para o sistema espinha de peixe e, por fim, para o sistema paralelo.
  • Espinha de peixe convencional: Caracteriza se pelo acesso lateral à vaca e possibilidade de instalação de extratores automáticos para determinar o fim da ordenha.
  • Espinha de peixe Nova Zelândia: Utiliza um ângulo de 75 a 80 graus para permitir que a ordenha ocorra por entre as pernas traseiras do animal.
  • Sistema paralelo: As vacas são posicionadas lado a lado e a ordenha é feita por entre as pernas traseiras, o que reduz a distância entre os úberes e facilita o deslocamento do ordenador.
  • Proteção traseira: O sistema de ordenha paralela conta com uma placa de proteção traseira para impedir que dejetos dos animais caiam no fosso onde ficam os ordenadores.

Sistemas de Alta Performance e Rotatórias

Diferenciais dos Sistemas de Ordenha de Alta Performance

No sistema de ordenha rotatória, o ordenador permanece em uma estação fixa enquanto as vacas se deslocam em uma plataforma circular. Essas plataformas possuem um limite estrutural de capacidade de aproximadamente 80 vacas, devido ao peso da estrutura e à força necessária para o movimento. A rotina de preparação em ordenhas rotatórias de alta performance pode incluir pré dipping com spray, eliminação dos primeiros jatos, limpeza com papel toalha e pós dipping. Em sistemas de alta velocidade, a eliminação dos primeiros jatos de leite pode ser feita diretamente no chão para otimização do tempo. O modelo de ordenha poligonal apresenta baixo uso prático devido ao elevado custo de construção por metro quadrado. Em salas de ordenha com configuração dupla, o número de conjuntos de ordenha corresponde ao total de postos, enquanto no sistema 2 por 5 simples, os cinco conjuntos de ordenha são compartilhados entre os dois lados do fosso.

Tecnologia e Ordenha Robotizada (VMS)

  1. Capacidade operacional: cada robô de ordenha possui capacidade para atender, em média, 58 vacas.
  2. Seleção de autorização: o sistema avalia o intervalo de tempo desde a última coleta para liberar ou não a ordenha do animal.
  3. Busca por ração: as vacas podem tentar ordenhas frequentes motivadas pelo acesso à ração liberada pelo sistema.
  4. Restrições de tempo: o sistema geralmente impede intervalos entre ordenhas menores que 4 a 5 horas.
  5. Extração automatizada: o extrator detecta o fim do fluxo de leite e remove automaticamente o conjunto de ordenha do úbere.

Viabilidade Econômica da Robotização

O sistema de ordenha robotizada é indicado para fazendas médias com mão de obra familiar. Esta tecnologia permite a extração de leite individualizada por quarto mamário, possibilitando determinar o final da ordenha para cada quarto separadamente.

O custo de investimento estimado para a aquisição de um robô de ordenha é de aproximadamente 1,3 milhão de reais. A implementação tecnológica pode motivar o interesse das gerações mais jovens em continuar no negócio familiar de produção de leite.

A migração para o sistema robotizado gera aumento de produtividade em fazendas que operam com duas ordenhas diárias, mas pode não resultar em ganho se a fazenda já utiliza três ordenhas convencionais.

Principais Agentes e Impacto na CBT

  • Staphylococcus aureus: Principal bactéria causadora de mastite contagiosa.
  • Klebsiella: Bactéria ambiental muito prevalente em camas de maravalha de madeira de pinus.
  • Streptococcus uberis: Apresenta aspecto e cor específicos nas colônias para diagnóstico em placas de fazenda.
  • Prototheca e leveduras: Prognóstico super desfavorável para cura, levando frequentemente ao descarte do animal.
  • Enterococos e Lactococos: Agentes de mastite com baixa prevalência na região.
  • Fatores de elevação da CBT: Aumento associado a coliformes como a Escherichia coli, estreptococos ambientais e estafilococos coagulase negativos.
  • Práticas de manejo que elevam a CBT: Incluem a omissão do pré dipping e do teste da caneca de fundo escuro, falhas na higienização do equipamento de ordenha e ordenha com mãos sujas.

Prevalência e Diagnóstico Microbiológico

À medida que a Contagem de Células Somáticas (CCS) do rebanho diminui, a frequência de mastites contagiosas tende a cair, tornando as mastites ambientais predominantes. Em rebanhos com CCS elevada (entre 600.000 e 800.000), a mastite contagiosa ainda é um problema relevante. Na região estudada, mastites ambientais são mais comuns, ocorrendo em uma proporção de dois a três eventos para cada caso de mastite contagiosa. Além disso, existe uma correlação positiva de pequena magnitude entre a CCS e a Contagem Bacteriana Total (CBT), visto que agentes como coliformes e estreptococos ambientais podem elevar ambos os parâmetros simultaneamente.

Entre os agentes identificados em cultivos positivos, o Streptococcus uberis foi o mais prevalente, representando cerca de 20%. O Streptococcus agalactiae responde bem ao tratamento com antibióticos, ao contrário do Streptococcus dysgalactiae, que não apresenta a mesma resposta. Quanto ao Staphylococcus aureus, sua prevalência tem diminuído em regiões de pecuária leiteira consolidada, mas pode permanecer alta em áreas de fronteira agrícola ou novas, como Mato Grosso e Rondônia.

No diagnóstico por placas de cultivo 'Onfarm', os agentes Streptococcus agalactiae e Streptococcus dysgalactiae apresentam coloração azul claro, com a limitação de que esse método não permite diferenciar visualmente as duas espécies. Quanto à CBT, sua utilização rotineira é limitada por ser trabalhosa; na prática, é estimada pela Contagem de Padrão em Placas (CPP) em equipamentos automatizados, método que apresenta alta correlação com o original.

Dicas Para Provas

Dicas Para Provas
A relação de prevalência entre mastite subclínica e clínica é de 20 a 40 casos para cada 1.
A escala de score linear de CCS facilita a análise estatística, onde cada ponto dobra o valor absoluto da contagem.
O resfriamento imediato para 2°C a 4°C é fundamental para controlar a CBT, enquanto falhas no equipamento afetam apenas a CCS.
A linha de ordenha deve priorizar as vacas primíparas por terem menor risco de infecção prévia.

A Ponta do Iceberg

Na pecuária de leite, a mastite clínica é comparada à ponta de um iceberg, pois para cada infecção visível existem dezenas de casos subclínicos silenciosos prejudicando o rebanho. De forma semelhante, nossas atitudes destrutivas evidentes quase sempre são o reflexo de dores profundas ou falhas que escondemos abaixo da superfície. Ao convidarmos Jesus para sondar as áreas invisíveis do nosso interior, Ele trata o problema pela raiz e restaura a nossa verdadeira saúde.

Sonda me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova me, e conhece as minhas inquietações. Vê se em minha conduta algo te ofende, e dirige me pelo caminho eterno.Salmos 139:23 24

Quais áreas invisíveis da sua vida precisam da luz e da cura de Jesus hoje?

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