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MedVet6 PeríodoFisiopatologia da ReproduçãoP1

Exame Ginecológico e Fisiopatologia da Reprodução em Grandes Animais

A saúde do animal meses atrás impacta a qualidade folicular no momento da ovulação.

Duracao: 18 min

Topicos da aula

  • Exame Ginecológico

Protocolos Fundamentais do Exame Ginecológico

O exame ginecológico é guiado fundamentalmente pela anamnese e avaliação histórica, sendo este o passo inicial inegociável, cujos parâmetros dependem diretamente da queixa apresentada pelo clínico ou proprietário.

A avaliação da condição corporal e metabólica do animal é um pré requisito para o sucesso reprodutivo, visto que a reprodução é a última prioridade na distribuição energética do organismo.

O roteiro técnico do exame compreende a realização de avaliação externa, palpação e exame vaginal. Quando necessário, exames complementares podem ser integrados à rotina, incluindo biópsia endometrial, citologia uterina e laparotomia.

O Impacto da Idade e do Histórico na Fertilidade

O histórico clínico é considerado o parâmetro mais importante do exame ginecológico, sendo fundamental para o sucesso do diagnóstico. Casos de infertilidade podem ser decorrentes de eventos passados, como infecções uterinas, distocias ou problemas puerperais.

A integridade reprodutiva está ligada ao histórico de saúde, dado que um folículo que ovula hoje foi selecionado ou estimulado há aproximadamente 4 a 6 meses. Comprometimentos de saúde ocorridos meses atrás podem repercutir diretamente na ovulação atual.

A idade exige atenção diferenciada: em animais de companhia e cavalos, ela é um fator limitante para a reprodução. Na pecuária de produção, os animais raramente atingem a senescência reprodutiva, pois, ao apresentarem queda na fertilidade, são destinados ao abate.

Particularidades Raciais e Manejo no PSI e Gir

  • Gir leiteiro: O manejo reprodutivo é dificultado, especialmente em relação aos processos de ovulação.
  • Gir leiteiro: O tamanho dos tetos pode impossibilitar que os bezerros consigam mamar.
  • Puro Sangue Inglês (PSI): A associação da raça restringe o registro apenas à cobertura natural, não permitindo biotecnologias como IA ou TE.
  • Puro Sangue Inglês (PSI): É obrigatória a filmagem da cobertura e do nascimento para fins de notificação e registro.
  • Puro Sangue Inglês (PSI): A conformação física favorece a perda de gordura perineal, o que leva ao tracionamento e abertura da vulva.
  • Puro Sangue Inglês (PSI): Realiza se o fechamento cirúrgico da vulva (cirurgia de Caslick) como prática comum antes da vida reprodutiva.

Colheita e Criopreservação do Embrião Equino

  1. Entrada no útero: O embrião equino ingressa no útero aproximadamente seis dias e meio após a fecundação.
  2. Lavagem uterina para criopreservação: A coleta deve ser realizada aos seis dias e meio após a ovulação.
  3. Manejo em caso de falha: Se o embrião não for obtido na primeira tentativa, recomenda se realizar lavagens a cada 6 horas.
  4. Impacto da cápsula embrionária: A partir do sétimo dia, a formação da cápsula embrionária impede a penetração adequada de crioprotetores no embrião equino.

Embriologia Comparada e Perdas Prematuras

  • Colheita de embrião em bovinos: a lavagem para o procedimento é indicada aos 7 dias.
  • Embrião suíno: entra no útero a partir do terceiro dia e apresenta uma coloração escura, causada pelo tipo de lipídio presente em sua camada.
  • Parição suína: o número médio ideal de leitões em uma ninhada varia de 10 a 14, buscando se uma média de 12.
  • Feto mumificado: caracterizado pela ausência de líquidos nos anexos placentários e perda das membranas, o que impede a estimulação do útero para o parto.

Diferenciação Fetal e Classificação de Morte

  1. Perda precoce: Ocorre antes da fixação do embrião no útero.
  2. Morte embrionária: Compreende o período desde a fixação do embrião até a sua individualização, englobando todas as perdas ocorridas até os 35 dias.
  3. Diferenciação fetal: Processo de transição que ocorre entre o 35º e 45º dia, momento em que o embrião desenvolve estruturas típicas de um indivíduo diferenciado, como cabeça e membros.

Mecanismos Endócrinos que Determinam o Parto

  1. Início pelo feto: O momento do parto é determinado pelo feto e não pela mãe.
  2. Estresse fetal: O estresse fetal é o fator que determina o início do parto.
  3. Aumento do cortisol: O estresse fetal provoca o aumento do cortisol.
  4. Conversão hormonal: O cortisol faz com que a progesterona seja convertida em estrógeno.
  5. Efeitos do estrógeno: O estrógeno aumenta a perfusão, a contratilidade uterina, a produção de líquidos e favorece o afrouxamento dos ligamentos.
  6. Sinalização: O estrógeno sinaliza o aumento de prostaglandina e ocitocina.
  7. Contratilidade e deslocamento: A prostaglandina resulta no aumento da contratilidade uterina e auxilia no deslocamento do feto para o canal do parto.
  8. Encaixamento: O momento do parto inicia se com a mobilização para o encaixamento do feto no canal do parto.

Avaliação do Escore de Condição Corporal (ECC)

A avaliação da condição corporal utiliza uma escala de um a cinco e deve considerar conjuntamente a nutrição e possíveis anormalidades físicas do animal, como problemas dentários, que podem interferir diretamente na capacidade de alimentação e na manutenção da condição corporal.

A condição corporal é um fator determinante para a reprodução, pois um animal muito debilitado não consegue emprenhar. A faixa ideal recomendada para o escore de condição corporal é entre 2,75 e 3.

Vacas com alta produção de leite, entre 40 e 60 kg, costumam apresentar uma condição corporal magra. Em animais com escore 4, a condição visceral pode estar pior do que a aparência externa, sendo considerado mais fácil aumentar a reserva corporal do que reduzi la.

A Prioridade Metabólica e a Teoria de Kinder

A Prioridade Metabólica na Reprodução A hierarquia metabólica estabelece que a reprodução é a última função atendida na cadeia de distribuição de energia de um animal debilitado, sendo preterida em relação às funções vitais. Segundo a teoria de Kinder, a recuperação metabólica é um processo que demanda tempo e ocorre somente após a restauração da condição corporal, exigindo uma reestruturação na organização metabólica. Vale ressaltar que o cérebro se mantém como um órgão vital independente de transportadores de glicose insulino dependentes.

Avaliação Andrológica e Responsabilidade Ética

AspectoInformações e Responsabilidades
Validade do Laudo60 dias (tempo total do ciclo de formação e transporte espermático)
Processo de Formação Espermática45 dias de formação testicular + 15 dias de transporte epididimário até a cauda
Responsabilidade ProfissionalO veterinário deve realizar o exame presencialmente para emitir o laudo e assume responsabilidade legal, especialmente em divergências em leilões
Indicativos de FalsificaçãoResultados idênticos em laudos de diferentes animais são evidências de falsificação de dados

A precisão clínica e o rigor ético na avaliação andrológica são pilares fundamentais para a responsabilidade técnica do médico veterinário.

Influência Hormonal na Palpação: Vaca vs Égua

A compreensão da fase do ciclo estral é fundamental para realizar um exame ginecológico preciso, permitindo uma palpação direcionada ao momento fisiológico do animal.

Os hormônios estrógeno e progesterona induzem respostas de contratilidade uterina distintas entre as espécies. Sob o domínio de estrógeno, o útero da vaca apresenta se encarneado e com consistência firme, indicando contratilidade, enquanto na égua ocorre o efeito oposto, com o útero apresentando se relaxado e flácido.

Durante a transição da queda de estrógeno para o aumento de progesterona, a resposta inverte se: o útero da vaca torna se flácido ou relaxado, enquanto o útero da égua apresenta se bem contrátil.

Diagnóstico de Prenhez e Avaliação Cervical

  • Fisiologia hormonal bovina: A progesterona promove flacidez uterina na vaca.
  • Fisiologia hormonal equina: A progesterona promove contratilidade uterina na égua.
  • Importância clínica: O conhecimento da resposta distinta ao estrógeno e à progesterona entre vacas e éguas é essencial para a avaliação ginecológica.
  • Sinalização de prenhez na égua: O grau de contratilidade do útero é uma das sinalizações utilizadas para identificar a prenhez na espécie.
  • Palpação da cérvix: Na égua prenhe, a cérvix apresenta uma palpabilidade intensa, podendo assemelhar se à consistência de uma caneta.
  • Confirmação do estado uterino: A confirmação na égua exige a avaliação da palpabilidade da cérvix e da contratilidade do útero.

Segurança e Técnica no Exame Retal

Protocolos de Segurança e Eficiência Clínica A criação de um método individual de exame é essencial para desenvolver memória muscular, permitindo ao examinador detectar alterações que fujam da normalidade. Durante o exame retal, a progressão da mão deve ser feita sem forçar e, preferencialmente, sem retirar a mão do reto. Para auxiliar na progressão, deve se estimular a mucosa retal puxando a suavemente para ativar o peristaltismo. No ambiente hospitalar, o uso de paramentação, como macacão, pijama cirúrgico ou avental, é obrigatório. Em grandes rebanhos, animais que apresentem alterações devem ser separados para uma investigação pormenorizada posterior.

Anatomia Aplicada: O Útero e a Cérvix na Vaca

A cérvix das vacas possui uma musculatura transversal organizada em anéis, estrutura que dificulta a passagem do aplicador durante procedimentos como a inseminação artificial ou a transferência de embriões.

Em condições normais, o útero da vaca é localizado na palpação até a região da cérvix, geralmente na profundidade do punho do examinador. Entretanto, em vacas velhas, o útero pode se deslocar para a cavidade abdominal devido ao relaxamento do ligamento largo, causado pelo grande volume de partos ao longo da vida do animal.

Anatomia Aplicada: Ovários e Localização na Égua

Na égua, o ovário direito localiza se à frente da asa do ílio direito, próximo à fossa lombar direita e atrás da base do ceco. Já o ovário esquerdo situa se à frente da asa do ílio esquerdo, próximo à fossa lombar esquerda e atrás do cólon.

Durante a palpação, as fezes presentes no colo menor podem ser confundidas com os ovários devido ao seu formato de feijão. Para diferenciá los, deve se aplicar uma pressão sutil: as fezes se desmancham com o aperto, enquanto o ovário não se desmancha.

Adicionalmente, a ausência de musculatura transversal na cérvix da égua facilita a passagem cervical durante procedimentos clínicos como a inseminação.

Riscos e Manejo de Ruptura Retal

A contratilidade retal na égua é significativamente mais forte e agressiva do que na vaca. Durante a palpação, nunca force a mão contra um peristaltismo travado, pois essa resistência pode resultar em ruptura retal. Caso o reto trave, massageie a mucosa com os dedos para ativar o relaxamento. Vale ressaltar que a ocorrência de ruptura retal é um evento extremamente raro em vacas quando comparada às éguas.

Diagnóstico de Ruptura via Punção Peritoneal

  1. Técnica: utilize uma cânula para a punção peritoneal, o que evita a perfuração acidental de alças intestinais.
  2. Localização: realize a marcação a partir da cartilagem xifoide, contando três dedos caudalmente, no ponto mais baixo do abdômen.
  3. Diagnóstico: a cor do líquido peritoneal indica o estado clínico, sendo o material límpido normal e material sujo indicativo de rompimento de alça ou reto.

Técnica de Inseminação e Dinâmica Elétrica

  • Ângulo de inserção: O aplicador deve ser introduzido na vagina em um ângulo de 45 graus para evitar o meato urinário.
  • Direcionamento do aplicador: O dispositivo de inseminação deve ser direcionado para o corno uterino onde está ocorrendo a ovulação.
  • Manejo da cérvix equina: Devido à baixa palpabilidade, a cérvix exige guia manual via retal, sendo considerada quase nula fora de períodos de ação hormonal e apresentando maior palpabilidade na fase progesterônica.
  • Sinalização elétrica uterina: Sob influência do estrógeno, que atua como marcapasso, a mucosa uterina apresenta impulsos elétricos no sentido crânio caudal.
  • Influência do líquido uterino: O acúmulo de líquido é prejudicial à fertilidade e altera o sentido do impulso elétrico e do batimento da mucosa para o padrão caudo cranial.

Analogias Táteis e Diagnóstico de Prenhez

  • Grau 2 de tensão: sensação de um balão longo com água sob um pedaço de carne, sendo difícil de sentir sem rotina de palpação.
  • Grau 3 de tensão: sensação de uma salsicha ou vina coberta por carne.
  • Grau 4.5 de tensão: sensação tátil similar a sentir uma caneta por baixo de um bife de alcatra.
  • Diagnóstico clínico inicial: a gestação em éguas é caracterizada pela assimetria dos cornos uterinos, com o corno gestante apresentando se mais elevado e volumoso que o contralateral.
  • Parâmetro de palpação: as falanges da mão podem ser utilizadas como medida auxiliar para avaliar a contratilidade e a palpabilidade do útero.

Patologias Uterinas e Confusões Diagnósticas

A miopatia miofocal do útero ocorre predominantemente em éguas mais velhas, causando paralisia em um ponto focal que impede a contração e resulta em acúmulo de líquido ou assimetria. Essas alterações podem ser confundidas com uma gestação inicial durante a palpação. Em gestações gemelares, comuns em éguas das raças Quarto de Milha e PSI, as vesículas embrionárias podem apresentar tamanhos diferentes em casos de gestações sincrônicas.

Procedimento de Redução Manual de Gêmeos

  1. Administração de anti inflamatórios não esteroidais (AINEs) para auxiliar na manipulação uterina durante o procedimento.
  2. Identificação da menor vesícula embrionária, processo que é facilitado até os 17 dias de gestação.
  3. Deslocamento da vesícula selecionada em direção à extremidade do corno uterino.
  4. Aplicação de pressão manual para romper a vesícula, etapa que exige esforço significativo devido à proteção natural do concepto.

Princípios de Imagem e Ecogenicidade

  • Formação da imagem: A imagem ultrassonográfica é formada pela resposta do eco sonoro que atinge a estrutura e é capturado pela sonda.
  • Estruturas líquidas (Anecóicas): Apresentam se como imagens pretas devido à ausência de retorno de eco.
  • Estruturas sólidas (Hiperecóicas): Apresentam se como imagens mais brancas, sendo que quanto mais sólida a estrutura, maior a hiperecogenicidade.
  • Avaliação uterina: O edema uterino é classificado em uma escala de uma a três cruzes, sendo a avaliação essencial para diferenciar patologias de prenhez.
  • Procedimento de diagnóstico: O diagnóstico definitivo é clínico, recomendando se realizar primeiro a palpação manual e depois a ultrassonografia para confirmar ou refutar a suspeita diagnóstica.

Impedância e Artefatos Ultrassonográficos

A visualização sonográfica é determinada pela impedância do tecido, definida pela capacidade de absorver e refletir o som, com nuances que variam entre o branco hiperecóico e o preto anecóico.

Um processo tumoral pode não ser identificado no ultrassom se possuir a mesma impedância do tecido onde está localizado.

Estruturas que contêm líquido geram um fenômeno chamado reforço acústico, que é classificado como um artefato de imagem e não como um processo de fibrose.

Avaliação Funcional do Corpo Lúteo (CL)

  • Atividade plena: Corpo lúteo em atividade plena apresenta tonalidade cinza escura, sendo mais escuro e uniforme quando há melhor produção de progesterona.
  • Perda de funcionalidade: A redução da atividade funcional é evidenciada pela mudança da tonalidade cinza escura para cinza clara na ultrassonografia.
  • Necessidade para gestação: O corpo lúteo é fundamental para a manutenção da gestação em animais, com vacas dependentes da estrutura até o sexto ou sétimo mês.
  • Sinal de alerta: Corpo lúteo com coloração cinza clara em vacas no terceiro mês de gestação indica risco de abortamento e necessidade de suporte hormonal.
  • Suporte hormonal: A progesterona pode ser administrada a cada 7 ou 15 dias para prevenir a perda do corpo lúteo e o aborto, ou pode se utilizar melengestrol na ração para manutenção da gestação.

O Útero em Estro e a Dinâmica de Perfusão

O aumento das concentrações de estrógeno é o fator determinante que promove a maior perfusão sanguínea para a parede uterina durante o estro.

Ultrassonograficamente, esse estado fisiológico é identificado pela presença de edema no parênquima uterino. A dinâmica vascular torna se evidente através de áreas escuras dentro da parede uterina, bem como pela visualização de vasos preenchidos demarcando o endométrio e o miométrio.

Edema Endometrial: Padronização Visual

  • Aspecto do útero em diestro: Apresenta se homogêneo e sem edema à ultrassonografia.
  • Formato de 'roda de carroça': Indica a presença de edema endometrial no útero da égua.
  • Dobras endometriais: Produzem uma imagem hiperecóica (branca) durante a ultrassonografia.
  • Partes enegrecidas: Correspondem à perfusão sanguínea e ao acúmulo de edema endometrial.
  • Classificação de 'três cruzes': É uma referência visual importante na avaliação reprodutiva da égua.

Dinâmica Folicular e Cistos Comparados

Vacas de raças europeias apresentam folículos pré ovulatórios com tamanho aproximado de 20 a 22 mm, enquanto vacas Zebu possuem folículos menores, variando entre 16 e 18 mm.

Em relação a patologias, os cistos foliculares são de alta prevalência em bovinos. Já nas éguas, não se classificam cistos foliculares, embora ocorram folículos anovulatórios.

Éguas podem apresentar cistos paraovarianos, que são resquícios de dutos embrionários. Tais estruturas geralmente não causam prejuízo reprodutivo, exceto se estiverem localizados sobre a fossa de ovulação.

Cronologia da Ovulação e Luteinização

  1. Anatomia reprodutiva: Nos equinos, o córtex é central e a medular é periférica, sendo a ovulação um evento que ocorre exclusivamente na fossa de ovulação.
  2. Sinais de perfusão: O aumento da perfusão sanguínea na borda e a presença de uma linha escura na parede folicular indicam a proximidade da ovulação, enquanto a presença de uma linha hiperecóica é considerada um achado normal.
  3. Mudanças morfológicas: As células da granulosa iniciam o desprendimento da parede folicular e o folículo perde a esfericidade tornando se triangular, sinalizando ovulação nas próximas 24 horas.
  4. Considerações técnicas: Imagens claras na periferia do folículo devem ser interpretadas com cautela, pois podem ser artefatos gerados pelo tangenciamento do feixe.

Luteinização e Sazonalidade Reprodutiva

Após a ovulação, o espaço folicular é preenchido por sangue, formando um coágulo que sofre luteinização sob ação do hormônio luteinizante (LH). Este processo ocorre da periferia para o centro, e a espessura da borda hiperecóica observada no corpo lúteo permite estimar a sua idade entre o primeiro e o quinto dia após a ovulação.

Em relação à sazonalidade reprodutiva, a redução do estímulo luminoso resulta na diminuição ou bloqueio da liberação de GnRH, processo mediado pela melatonina da glândula pineal. No Hemisfério Sul, em regiões com estações definidas, a estação de monta encerra se em meados de março, enquanto em regiões próximas à linha do Equador as éguas podem se reproduzir durante o ano todo devido à ausência de estações do ano demarcadas.

Folículos Hemorrágicos e Sintomatologia Clínica

  • Folículo anovulatório: Estrutura que cresce, mas não sofre ovulação nem regressão.
  • Dimensões críticas: Folículos hemorrágicos frequentemente apresentam tamanho superior a 45 mm.
  • Volume ovariano patológico: O ovário pode atingir dimensões semelhantes a uma bola de futebol de salão, contrastando com o tamanho fisiológico normal que varia entre dois terços de uma mão humana e o volume de uma mão cheia.
  • Sintomatologia clínica: O aumento excessivo do ovário gera peso sobre o ligamento ovariano, podendo causar dor manifestada como cólica na égua.
  • Conduta terapêutica: Éguas com ovários significativamente aumentados e pendulosos devem ser proibidas de treinar ou realizar exercícios físicos intensos.

Manejo Terapêutico de Folículos Persistentes

A presença de um folículo hemorrágico não é um problema clínico desde que ocorra a sua luteinização. Sem intervenção médica, a regressão espontânea de um folículo persistente pode levar de um a seis meses.

  1. Indução hormonal: Administre doses altas de GnRH, seus análogos ou LH para induzir a luteinização do folículo hemorrágico.
  2. Observação clínica: Aguarde, no mínimo, cinco dias após a aplicação da medicação para que ocorra o retorno clínico da luteinização.
  3. Confirmação: Verifique a ocorrência da luteinização após o período de espera.
  4. Resolução: Aplique prostaglandina para finalizar a resolução da condição clínica.

Tumor de Células da Granulosa (TCG)

O tumor de células da granulosa (TCG) é uma condição relevante no diagnóstico diferencial de ovários com volume aumentado em éguas. Trata se de um tumor hormonalmente ativo, cuja principal característica endócrina é a produção excessiva de inibina.

A elevada concentração de inibina circulante exerce um efeito supressor sobre o ovário contralateral, fazendo com que este apresente um tamanho diminuto. Na ultrassonografia, a imagem de um TCG pode ser semelhante a um hematoma ovariano ou a um folículo hemorrágico em luteinização, o que torna o exame histopatológico, realizado via biópsia, o padrão ouro para a confirmação definitiva de processos tumorais.

Cistos Endometriais e Contratilidade Uterina

  • Cistos endometriais: Achados comuns em éguas com idade avançada, a partir dos 17 anos.
  • Edema endometrial elevado: Níveis acima de três cruzes podem prejudicar a fixação do ciclo e a inseminação.
  • Hormônios de contratilidade: Utilizados para promover o aperto da parede uterina e a expulsão de fluidos.
  • Protocolo de aplicação: Deve ser realizado até 4 horas antes da inseminação, com repetição 8 horas após o procedimento.
  • Duração do tratamento: Pode ser seguido até o terceiro dia pós ovulação.
  • Contraindicação importante: A aplicação de hormônios no quarto dia pós ovulação pode causar a lise do corpo lúteo.

O folículo pré ovulatório da égua mede, em média

O folículo pré ovulatório da égua mede, em média, de 35 a 45 mm, medida que deve ser considerada durante a avaliação da dinâmica folicular através da ultrassonografia.

Dicas Para Provas

Dicas Para Provas
Diferenciação de ovário e fezes: a pressão desmancha fezes, mas o ovário permanece íntegro.
Segurança em éguas: nunca force contra o peristaltismo retal para evitar rupturas fatais.
Regras da Raça PSI: proibição estrita de biotecnologias (IA/TE) para fins de registro.
Padrão ouro em tumores: a biópsia com histopatológico é necessária para o diagnóstico definitivo.

Nutrição para Gerar Vida

Na fisiopatologia reprodutiva, gerar uma nova vida é a última prioridade energética de um corpo debilitado, exigindo que o animal seja primeiro nutrido e restaurado. De forma semelhante, nossa capacidade de produzir frutos e abençoar as pessoas é paralisada quando nossa própria alma está esgotada. Jesus nos convida a descansar nEle para sermos preenchidos, pois é apenas do transbordar de um coração nutrido que flui a verdadeira vida.

Eu sou a videira; vocês são os ramos. Se alguém permanecer em mim e eu nele, esse dará muito fruto; pois sem mim vocês não podem fazer coisa alguma.João 15:5

Reflita sobre como você tem nutrido sua alma hoje.

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