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Aparelho Respiratório de Ruminantes: Da Fisiopatologia à Terapêutica Clínica
O estresse é um fator predisponente fundamental para o desenvolvimento de doenças respiratórias em ruminantes, agindo diretamente através de prejuízos ao aparato mucociliar e aos mecanismos de defesa celular e de anticorpos. Eventos como transporte, desidratação e a desmama — re
Topicos da aula
- Aparelho Respiratório
Fisiologia e Metabolismo Energético
O sistema respiratório é fundamental para o metabolismo energético celular, fornecendo o oxigênio indispensável para a produção de energia. Esse processo metabólico é responsável pela geração de cerca de 32 moléculas de ATP, garantindo o funcionamento sistêmico do organismo.
Além de sua função metabólica, o sistema respiratório possui mecanismos intrínsecos de defesa para proteger as vias aéreas. Entre eles, destacam se a filtração aerodinâmica, o reflexo da tosse e o aparelho mucociliar, que asseguram a purificação e a proteção do trato respiratório.
Mecanismos de Defesa Pulmonar
Para manter o suprimento de oxigênio essencial ao metabolismo energético, os ruminantes dependem de barreiras físicas eficientes. A primeira delas é a filtração aerodinâmica, um mecanismo de defesa que retém partículas nas vias aéreas superiores. Complementando essa proteção, o aparelho mucociliar utiliza o batimento coordenado dos cílios para mover partículas capturadas em direção à traqueia para posterior eliminação, processo auxiliado pela tosse, que atua como outro importante mecanismo de defesa do trato respiratório.
A integridade desse sistema, porém, é sensível a variações ambientais e biológicas. Alterações na viscosidade e na composição físico química do muco podem comprometer seriamente a capacidade defensiva do pulmão. Além disso, a função dos cílios respiratórios pode ser diretamente prejudicada por agentes infecciosos, como o coronavírus.
Fatores de manejo também exercem influência direta na saúde pulmonar, especialmente em sistemas de produção intensiva. A presença excessiva de amônia em ambientes de confinamento de bovinos é reconhecidamente prejudicial ao aparelho respiratório, fragilizando os mecanismos naturais de proteção contra patógenos.
Estresse e Fatores de Risco Ambiental
O estresse é um fator predisponente fundamental para o desenvolvimento de doenças respiratórias em ruminantes, agindo diretamente através de prejuízos ao aparato mucociliar e aos mecanismos de defesa celular e de anticorpos. Eventos como transporte, desidratação e a desmama — realizada comumente aos 90 dias de idade em bezerras leiteiras — elevam a vulnerabilidade de bovinos e cordeiros. Adicionalmente, o manejo que permite a mistura de animais jovens com animais mais velhos favorece a disseminação viral, visto que os animais mais velhos podem atuar como portadores dos patógenos.
Imunidade Passiva e Nutrição em Bezerros
- Janela de colostragem: O fornecimento de colostro deve ocorrer preferencialmente nas primeiras 6 a 8 horas de vida, momento em que a absorção é mais eficaz, tendo como limite de eficiência as 12 horas.
- Encerramento da absorção: A capacidade intestinal de absorção de imunoglobulinas pelo bezerro cessa ou torna se insignificante após 24 horas do nascimento.
- Volume recomendado: A recomendação média de volume de colostro a ser fornecido para garantir a imunidade passiva de um bezerro é de 4 litros.
- Proteínas séricas: O soro bovino é composto pela albumina, que é a principal proteína presente, e pelas frações globulinas alfa, beta e gama.
- Hipogamaglobulinemia: Esta condição ocorre quando há falhas na transferência de imunidade passiva, resultando em baixa concentração de gamaglobulinas no sangue.
- Suporte nutricional: A competência imunológica dos bezerros está diretamente ligada à nutrição, sendo que deficiências de Selênio e Vitamina E reduzem essa proteção.
Rinites Alérgicas e Granulomatosas
A rinite alérgica em ruminantes é frequentemente desencadeada pela exposição a agentes como pólen, poeira ou esporos de fungos. Sob estímulo alérgico persistente, a condição pode evoluir para uma secreção serosa ou mucoide, apresentando se clinicamente de forma bilateral.
Obstruções como estenoses nasais também podem ocorrer, resultantes de edema ou da formação de granulomas. A Actinobacilose é uma afecção que exemplifica esse processo, causando deformidades faciais nos animais, sendo o tratamento preconizado realizado com o uso de iodeto de potássio.
Afecções Fúngicas e Protozoárias (Pitiose)
| Aspecto Clínico | Descrição e Manejo |
|---|---|
| Etiologia e Ambiente | A Conidiobolose (ficomicose) ocorre pelo Conidiobolus spp., associada ao contato com poças de água rasas em períodos de seca relativa. |
| Manifestações | Dispneia e dificuldade respiratória progressiva, formação de massas amareladas e deformações na face e concha nasal. |
| Protocolo Terapêutico | Administração intravenosa de iodeto de sódio (30g), com manutenção posterior via oral de iodo orgânico (30g). |
| Sinal de Toxicidade | O iodismo (intoxicação por iodo) manifesta se clinicamente através de corrimento ocular exacerbado. |
Manejo clínico e diagnóstico diferencial das rinites granulomatosas de origem fúngica.
Tratamento Terapêutico para Fungos Nasais
Protocolos e Manejo Clínico
As afecções nasais em ruminantes podem envolver fungos como o Conidiobolus e o Pythium insidiosum. Um diferencial importante nessas patologias é a presença de kunkers, definidos como focos eosinofílicos compostos por hifas, colágeno, artérias e células inflamatórias. Contudo, diferentemente do que ocorre em cavalos, os ruminantes acometidos por pitiose não costumam apresentar a formação dessas estruturas.
O manejo terapêutico para esses quadros fúngicos é considerado difícil, mas pode ser realizado com o uso de potássio ou itraconazole. Especificamente para a pitiose, um protocolo citado envolve a administração diária de 1g de iodeto de potássio por via oral. Enquanto em cavalos o uso de vacinas é uma opção para diminuir a gravidade da doença, em ruminantes o foco permanece na abordagem medicamentosa.
Sinusite Bovina e Sinais Clínicos
A principal causa de sinusite em bovinos na rotina clínica é o procedimento de descorna, especialmente quando realizado em animais mais velhos. Isso ocorre porque a intervenção gera uma comunicação direta dos seios frontais com o meio externo, permitindo a entrada de agentes oportunistas, sendo a bactéria Pasteurella multocida um agente etiológico comum nesses casos.
Clinicamente, o sinal mais frequente observado em ruminantes com sinusite é o corrimento nasal purulento. O quadro também pode incluir febre, depressão, dor à palpação ou inclinação da cabeça. Devido ao desconforto e ao aumento da pressão interna nos seios paranasais, o animal pode apresentar olhos semicerrados e o comportamento de pressionar a cabeça contra objetos.
No exame físico propedêutico, a percussão da região sinusal torna se maciça ou submaciça, indicando o acúmulo de exsudato purulento onde deveria haver ar. A identificação desses sinais é crucial para diferenciar a sinusite de outras afecções das vias aéreas superiores.
Protocolo de Descorna e Tratamento de Sinusite
- Preparação Pré operatória: Realizar o jejum hídrico e sólido do animal, seguido de sedação com xilazina para garantir o manejo adequado.
- Anestesia e Biossegurança: Efetuar o bloqueio do nervo cornual com lidocaína a 2% e utilizar máscara cirúrgica para evitar que perdigotos contaminem a ferida com estafilococos.
- Execução da Descorna: Em bezerros leiteiros, realizar o procedimento entre os 20 e 30 dias de vida, utilizando instrumentos como serra de osso ou serra de fio (Gigli).
- Diagnóstico e Lavagem Terapêutica: Utilizar a sinoscopia para avaliação e realizar a lavagem dos seios nasais com solução salina estéril por um período de duas a quatro semanas.
- Intervenção em Casos Crônicos: Indicar a trepanação para a abertura de um orifício no osso, facilitando a remoção de pus e a higienização profunda em quadros persistentes.
Oestrose e Corpos Estranhos Nasais
- Oestrose em ovelhas: afecção provocada pelas larvas da mosca Oestrus ovis, que são depositadas diretamente nas narinas dos animais.
- Tratamento padrão: a infestação por Oestrus ovis é comumente tratada com Ivermectina na dosagem de 200 mcg por kg, equivalente a 1 ml para cada 50 kg de peso vivo.
- Opções terapêuticas: além da Ivermectina, a Moxidectina também pode ser utilizada com bons resultados no controle da oestrose em ruminantes.
- Corpos estranhos nasais: a presença de elementos como a "grimpa" do pinheiro em bovinos costuma causar corrimento nasal unilateral.
- Manejo clínico: a remoção de corpos estranhos das vias aéreas pode exigir a sedação do animal para facilitar a execução do procedimento.
Laringite Necrótica (Difteria)
A laringite necrótica, também conhecida como difteria dos bezerros, é uma enfermidade que acomete predominantemente animais jovens, na faixa etária de um a quatro meses. Esta condição clínica é causada pelo agente etiológico Fusobacterium necrophorum, uma bactéria que provoca lesões teciduais significativas na região laríngea.
Um sinal clínico marcante e característico dessa patologia é a presença de um forte odor necrótico na respiração do animal. Para auxiliar no diagnóstico e identificação de afecções laríngeas, pode se utilizar o teste de oclusão das narinas por aproximadamente 15 segundos, manobra que serve para exacerbar a tosse e evidenciar o desconforto respiratório do ruminante.
Complexo Respiratório Bovino (BRDC)
Integração entre Estresse e Agentes Infecciosos
O Complexo Respiratório Bovino (BRDC) é uma entidade clínica multifatorial resultante da interação entre agentes infecciosos, o ambiente e falhas nos mecanismos de defesa do hospedeiro. Um exemplo clássico dessa dinâmica é a 'Shipping Fever' (Febre dos Transportes), termo que se refere à broncopneumonia associada especificamente ao estresse decorrente do transporte de longa distância em bovinos.
A patogênese geralmente envolve agentes virais que comprometem os mecanismos de defesa, predispondo o animal a infecções bacterianas subsequentes. É notável que as bactérias Mannheimia haemolytica e Histophilus somni (anteriormente classificado como Haemophilus somnus) podem estar presentes no trato respiratório anterior de animais saudáveis sem causar doença, tornando se patogênicas apenas sob condições de desequilíbrio.
Além de Mannheimia e Histophilus, os principais agentes bacterianos envolvidos nas broncopneumonias de ruminantes incluem a Pasteurella multocida e o Mycoplasma bovis, este último sendo um componente fundamental no desenvolvimento de doenças respiratórias graves no rebanho.
Agentes Bacterianos Piogênicos
| Agente Bacteriano | Histórico de Nomenclatura | Aspectos Clínicos |
|---|---|---|
| Mannheimia haemolytica | Anteriormente denominada Pasteurella haemolytica | Associada a surtos de pneumonia em ruminantes não vacinados. |
| Pasteurella multocida | Mantém se como agente chave no complexo respiratório | Importante em surtos de pneumonia, especialmente em animais sem vacinação. |
| Histophilus somni | Associado ao complexo de doenças respiratórias | Relacionado a surtos de pneumonia em animais não imunizados. |
| Trueperella pyogenes | Antigamente Corynebacterium, Actinomyces ou Arcanobacterium pyogenes | Principal agente piogênico em casos de pneumonia e sinusite. |
Nota: O diagnóstico por cultura de corrimento nasal pode ser impreciso para problemas pulmonares específicos devido à presença de bactérias não patogênicas no trato superior.
Patógenos Virais Primários
Mecanismos Virais na Patogênese Respiratória
O Herpesvírus bovino, abrangendo os tipos 1 e 3, constitui um grupo de agentes virais responsáveis por quadros clínicos de elevada gravidade, podendo levar os animais afetados à morte. Entre as manifestações associadas a esses vírus, destaca se a Rinotraqueíte Infecciosa Bovina (IBR), que frequentemente causa corrimento nasal e alterações patológicas características na traqueia.
Outro patógeno fundamental é o Vírus Respiratório Sincicial Bovino (BRSV), que atua como agente primário e é uma causa viral estabelecida de pneumonia intersticial. Além de desencadear problemas pulmonares intersticiais isolados, os surtos de BRSV ocorrem frequentemente em associação com infecções bacterianas por Pasteurella e Haemophilus somnus, agravando o complexo respiratório.
Pneumonias Intersticiais e Atípicas
- Natureza da doença: Classificada como uma pneumonia atípica, esta condição diferencia se das demais por não possuir etiologia viral ou bacteriana primária.
- Fatores de risco: Associada ao consumo excessivo de vegetais de crescimento rápido, como aveia e cevada, que contêm altos níveis de triptofano.
- Mecanismo fisiopatológico: O triptofano das plantas é convertido em 3 metil indol no rúmen; essa substância, ao ser absorvida, provoca inflamação e desencadeia o quadro intersticial.
- Achados de necropsia: O pulmão perde sua capacidade natural de colapso e permanece distendido, caracterizando a patologia macroscópica.
- Ocorrência geográfica: A enfermidade possui relatos em países como Argentina e Estados Unidos, com casos registrados também no estado do Paraná.
Manifestações Clínicas e Emergências
As doenças respiratórias em ruminantes manifestam se inicialmente através de sinais clínicos como anorexia, febre, apatia e sonolência. A gravidade do comprometimento pulmonar é refletida pela profundidade da respiração e pela presença de secreção nasal, que pode variar de serosa a purulenta, resultando no aspecto de narinas sujas e olhos entreabertos. Em quadros de emergência e dispneia grave, o animal assume a posição ortopneica, caracterizada pelo pescoço estendido, membros afastados e, em casos extremos, respiração de boca aberta para facilitar a ventilação. A hipóxia resultante e o aumento de gás carbônico no sangue levam à cianose (mucosas azuladas). Complicações graves podem incluir o enfisema subcutâneo, onde o ar passa dos pulmões para o tecido subcutâneo, sendo identificado pela crepitação à palpação.
Semiologia Respiratória e Percussão
A avaliação semiológica detalhada permite identificar a cronicidade das afecções e o comprometimento sistêmico do animal. Em bezerros, por exemplo, o pelame sem brilho é um indicador clínico de doença respiratória crônica e retardo no desenvolvimento. Nesses quadros crônicos, o tecido funcional é substituído por tecido fibroso, impedindo o desenvolvimento pulmonar normal e frequentemente resultando no descarte do animal pelo baixo ganho de peso.
Durante o exame físico, a auscultação em ruminantes deve obrigatoriamente incluir a região da traqueia e dos seios paranasais, além do campo pulmonar. Em animais saudáveis, os ruídos normais esperados são o laringotraqueal, o traqueobrônquico e o brônquico.
A percussão torácica é uma técnica valiosa, embora limitada pela profundidade: ela permite identificar lesões pulmonares maiores que 7 cm localizadas em até 7 cm de profundidade. Através desta manobra, áreas de parênquima pulmonar normal produzem um som claro, enquanto áreas que apresentam hepatização ou consolidação resultam em um som maciço.
Auscultação e Ruídos Adventícios
- Intensificação do Ruído Traqueobrônquico: manifestação patológica resultante do aumento do volume e da aceleração do ar respirado durante a ventilação.
- Áreas de Silêncio: indicam a ausência de passagem de ar em regiões pulmonares acometidas por processos de consolidação ou atelectasia.
- Estertores ou Crepitações: ruídos classificados como finos ou grossos, gerados pela passagem do fluxo de ar através de secreções acumuladas nos brônquios e bronquíolos.
- Pleurite e Roce Pleural: a inflamação da pleura pode causar sensibilidade à palpação dos espaços intercostais e gerar o roce pleural, identificado por coincidir com os movimentos respiratórios, o que o diferencia do roce pericárdico, relacionado à frequência cardíaca.
- Hipofonese: o abafamento dos sons cardíacos e a consequente dificuldade de auscultação podem acompanhar quadros de insuficiência respiratória gravíssima.
Exames Complementares e Citologia
| Procedimento ou Marcador | Objetivo Clínico | Especificações e Características |
|---|---|---|
| Ultrassonografia Torácica | Diagnóstico precoce de afecções respiratórias | Ferramenta que permite identificação antecipada de patologias. |
| Lavado Traqueal ou Traqueobrônquico | Coleta de material para cultura e citologia | Punção realizada entre os anéis traqueais utilizando uma agulha 40x16. |
| Fibrinogênio | Indicador de processo inflamatório | Proteína de fase aguda produzida pelo fígado em bovinos. |
| Perfil Leucocitário | Diferenciação entre infecções bacterianas e virais | Apresenta leucocitose em casos bacterianos e linfopenia em quadros virais. |
| Consistências na Patologia | Avaliação física de processos patológicos | Classificadas como formas pastosa, flutuante e crepitante. |
A integração entre exames de imagem e diagnósticos laboratoriais permite uma abordagem clínica detalhada do trato respiratório de ruminantes.
Tuberculose e Verminose Pulmonar
O Mycobacterium bovis é o agente etiológico responsável pela tuberculose em ruminantes, uma enfermidade de grande impacto sanitário. O diagnóstico de animais positivos dentro do rebanho deve ser realizado por meio do teste oficial da tuberculina. Quando há necessidade de isolamento laboratorial, o M. bovis exige meios de cultura específicos, como o Lowenstein Jensen, apresentando um crescimento biológico lento que requer aproximadamente 60 dias para a visualização das colônias. Como medida de segurança alimentar, o leite proveniente de vacas com tuberculose deve ser descartado ou obrigatoriamente submetido à pasteurização.
No contexto das parasitoses respiratórias, a bronquite parasitária (verminose pulmonar) em bovinos é causada pelo nematódeo Dictyocaulus viviparus. O quadro clínico desta infecção caracteriza se por sintomas como tosse e depressão, podendo progredir para a morte do animal caso não haja intervenção. As estratégias terapêuticas para combater o Dictyocaulus viviparus envolvem a utilização de protocolos com cobre ou levamisol.
Antibioticoterapia e Escolha Clínica
| Antibiótico | Administração e Dose | Características e Uso Clínico |
|---|---|---|
| Penicilinas | 20.000 a 40.000 UI/kg | A benzatina age por 48 72h. Pentabióticos somam três penicilinas e estreptomicina. |
| Ceftiofur | Dose terapêutica | Preferencial para gado leiteiro por não exigir descarte do leite (níveis indetectáveis). |
| Ampicilina | A cada 12 horas | Espectro amplo contra bactérias Gram positivas e Gram negativas. |
A seleção do antibiótico em ruminantes deve considerar o espectro de ação e o impacto econômico do período de carência do leite.
Suporte, Resistência e Contraindicações
Para garantir a eficácia na resolução de pneumonias e outras afecções respiratórias graves em ruminantes, o tratamento terapêutico deve ser mantido por um período mínimo de cinco dias. Embora fármacos como tetraciclina, penicilina e a associação de sulfa com trimetoprim sejam amplamente utilizados, o uso profilático de antibióticos deve ser rigorosamente evitado em rebanhos, uma vez que essa prática agrava a resistência bacteriana. Em situações onde a pneumonia se torna crônica, resultando em baixo desenvolvimento zootécnico, a conduta clínica recomendada pode ser o descarte do animal. Como terapias de suporte, a oxigenioterapia e o uso de broncodilatadores são ferramentas valiosas, assim como o emprego de expectorantes e mucolíticos (como a bromexina), que auxiliam na fluidificação das secreções respiratórias. No entanto, é necessário cautela extrema com anti inflamatórios esteroides: apesar de eficaz, a dexametasona e outros corticoides são estritamente contraindicados para vacas gestantes, pois sua administração induz o aborto.
A auscultação pulmonar em bovinos é dificultada
A avaliação clínica do sistema respiratório em ruminantes exige precisão técnica, porém, certas condições físicas do paciente podem interferir na qualidade dos achados. No caso dos bovinos, a auscultação pulmonar é dificultada em animais obesos, uma vez que o excesso de tecido adiposo atua como uma barreira física que mascara a propagação dos sons internos.
A pesquisa laboratorial de Dictyocaulus (parasita pulmonar)
Diagnóstico Laboratorial Direcionado
No contexto do diagnóstico de enfermidades respiratórias em bovinos, a identificação de parasitoses pulmonares exige uma abordagem laboratorial específica. Diferente de outros exames parasitológicos comuns, a pesquisa de Dictyocaulus não é realizada na rotina laboratorial padrão.
Dessa forma, ao suspeitar de infecção por esse parasita, o médico veterinário deve realizar a solicitação de forma específica para que o laboratório execute os procedimentos adequados para sua detecção.
Dicas Para Provas
| Dicas Para Provas |
|---|
| A auscultação deve abranger traqueia e seios paranasais, permitindo identificar ruídos normais (laringotraqueal, traqueobrônquico e brônquico) ou patológicos como estertores e crepitações. |
| Na percussão pulmonar, áreas de silêncio sugerem consolidação ou atelectasia, enquanto a hipofonese cardíaca indica insuficiência respiratória grave. |
| O fibrinogênio hepático é um marcador inflamatório superior ao leucograma para detectar processos infecciosos agudos em bovinos. |
| O 'Shipping Fever' é uma síndrome clássica decorrente da associação do estresse de transporte com agentes do complexo respiratório. |
O Fôlego que Restaura
O sistema respiratório utiliza mecanismos como o aparelho mucociliar para filtrar impurezas e preservar a vida. Assim como o organismo remove o que é nocivo, somos convidados a guardar o coração de influências que sufocam a alma. Jesus é o fôlego renovador que nos purifica e traz esperança mesmo em meio às pressões da vida.
O Espírito de Deus me fez; o sopro do Todo poderoso me dá vida.Jó 33:4
Deixe o fôlego de Deus renovar suas forças hoje.